{"id":32232,"date":"2017-08-07T01:01:21","date_gmt":"2017-08-07T01:01:21","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=32232"},"modified":"2017-08-07T01:01:21","modified_gmt":"2017-08-07T01:01:21","slug":"um-mundo-improbo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=32232","title":{"rendered":"Um mundo \u00edmprobo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #d8070f\"><strong>Carlos Pimenta, Jornal de Not\u00edcias<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"http:\/\/www.jn.pt\/opiniao\/convidados\/interior\/1-8685783.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Cronica-JN-7.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diversas tend\u00eancias seculares do capitalismo e das suas diversificadas formas de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica se interligaram e consolidaram na d\u00e9cada de 80, brotando o que se designa por globaliza\u00e7\u00e3o. A for\u00e7a da sua institucionaliza\u00e7\u00e3o, a propaga\u00e7\u00e3o do individualismo, o peso da ideologia e a sua hegemonia mundial garantiram a sua continuidade ap\u00f3s crise 2008, qui\u00e7\u00e1 seu refor\u00e7o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>S\u00e3o tr\u00eas os pilares em que assenta a organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e pol\u00edtica vigente e que todos vivenciamos neste velho continente europeu, com arcas de Filosofia e tens\u00f5es latentes de belicismo.<\/p>\n<p>O primeiro, financiariza\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma grande intensidade de opera\u00e7\u00f5es financeiras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s actividades produtivas, ao desenvolvimento, criadoras de valor novo. A prioridade \u00e9 a salvaguarda do sistema financeiro (considerado sist\u00e9mico), pela bolsa e pelos empr\u00e9stimos (aos Estados e ao consumo). \u00c9 nas actividades financeiras que se concentra crescentemente a riqueza, num mundo cada vez mais desigual: 1% dos mais ricos possuem mais riqueza que os 99% restantes.<\/p>\n<p>O segundo tem a ver com os compromissos e regras fundamentais da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica vigente em diferentes formas de organiza\u00e7\u00e3o do Estado. Assenta no ju\u00edzo de valor de que o mercado, entidade miticamente transparente, eficiente e criadora de emprego, corresponde \u00e0 gest\u00e3o \u00f3ptima dos recursos escassos. O Estado, considerado ineficiente, s\u00f3 \u00e9 \u00fatil para impor o primado da iniciativa privada e refor\u00e7ar a \u00abdin\u00e2mica do mercado\u00bb e a \u00abliberdade de escolha\u00bb. A internacionaliza\u00e7\u00e3o dos lucros e a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos preju\u00edzos \u00e9 a sua grande descoberta ap\u00f3s a crise.<\/p>\n<p>O terceiro \u00e9 a possibilidade do capital financeiro se apropriar de valor que n\u00e3o se produziu. Para que tal se verifique h\u00e1 tr\u00eas possibilidades concomitantes:<\/p>\n<ul>\n<li>Uma \u00e9 aproveitar o progresso tecnol\u00f3gico, a estreita rela\u00e7\u00e3o com o Estado e a gest\u00e3o \u00e0 escala mundial para se apropriarem de riqueza.<\/li>\n<li>Outra \u00e9 usufruir em seu proveito uma grande parte do valor criado \u00e0 margem do oficial, isto \u00e9, da economia n\u00e3o registada na contabilidade nacional.<\/li>\n<li>Finalmente \u00e9 apropriar-se da riqueza alheia, isto \u00e9, passar para a sua propriedade o que era valor anteriormente apropriado por outras entidades, assistindo-se a uma transfer\u00eancia de riqueza.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A grande fraude \u00e9 parte integrante deste \u00faltimo suporte do sistema social em que vivemos. N\u00e3o \u00e9 apenas um epifen\u00f3meno gerado pelas idiossincrasias de alguns.<\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto dif\u00edcil que \u00e9 preciso tudo fazer para a prevenir e a restringir, se pugnamos por uma sociedade mais justa.<\/p>\n<p>Carlos Pimenta \u2013 Associado do OBEGEF \u2013 Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta, Jornal de Not\u00edcias &nbsp; Diversas tend\u00eancias seculares do capitalismo e das suas diversificadas formas de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica se interligaram e consolidaram na d\u00e9cada de 80, brotando o que se designa por globaliza\u00e7\u00e3o. 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