{"id":3220,"date":"2013-05-03T00:00:00","date_gmt":"2013-05-03T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=3220"},"modified":"2015-12-04T19:07:40","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:40","slug":"1111-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=3220","title":{"rendered":"1+1+1+1+&#8230;&#8230;+1=1"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia,\u00a0Jornal i<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iOpiniao\/1111-11\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"O \u201cburaco\u201d de Chipre: andam a enganar-nos\" href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/I_Fraude244.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" alt=\"\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<div>\n<div>39 anos depois dessa Revolu\u00e7\u00e3o parece novamente chegado um tempo em que sentimos necessidade de voltar a unir-nos em busca de um novo des\u00edgnio.<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<p>1+1=1 \u00e9 a f\u00f3rmula que o ent\u00e3o jovem Almada Negreiros prop\u00f4s h\u00e1 quase um s\u00e9culo \u2013 em abril de 1919 \u2013 em Histoire du Portugal par Coeur, publicado em Paris, para, atrav\u00e9s da certeza pr\u00f3pria dos n\u00fameros e das f\u00f3rmulas aritm\u00e9ticas, expressar a no\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia de uma unidade coerente e una que contextualiza, enquadra e d\u00e1 sentido \u00e0 diversidade das partes que a comp\u00f5e \u2013 a unidade na diversidade.<br \/>\nAtrav\u00e9s daquela simples f\u00f3rmula, Almada procura expressar a no\u00e7\u00e3o de unidade, de uni\u00e3o e de uma certa coer\u00eancia, que deve pautar a l\u00f3gica de funcionamento da fam\u00edlia, no seio e na base da qual \u00e9 poss\u00edvel identificar, desde logo como pilares fundamentais, a diversidade pr\u00f3pria do g\u00e9nero \u2013 do homem e da mulher \u2013. No caso da fam\u00edlia, Almada traduz essa unidade coerente pela no\u00e7\u00e3o de amor.<br \/>\nPor\u00e9m o autor vai mais longe. No mesmo documento defende, seguindo a mesma l\u00f3gica, a necessidade de exist\u00eancia de um sentido de unidade do todo nacional, de coes\u00e3o social, que deve traduzir-se por um des\u00edgnio, uma vontade, uma determina\u00e7\u00e3o de todo o povo portugu\u00eas em torno de um movimento, de um objectivo uno, em que todos de alguma forma se revejam, com o qual se identifiquem e que deve servir de orienta\u00e7\u00e3o das partes. Almada Negreiros alicer\u00e7a esta vis\u00e3o din\u00e2mica e coerente da sociedade com o romantismo pr\u00f3prio da \u00e9poca, \u00e9 certo, por\u00e9m com fortes tra\u00e7os de apego ao seu Portugal, com um enorme orgulho por ser e por sentir ser portugu\u00eas\u2026<br \/>\nEm 1974, novamente em abril, a pretexto de libertar o pa\u00eds de um regime pol\u00edtico repressivo, a Revolu\u00e7\u00e3o da Liberdade e dos Cravos \u2013 que comemorou h\u00e1 pouco dias mais um anivers\u00e1rio \u2013 trouxe o povo portugu\u00eas para a rua, curiosamente a reclamar tamb\u00e9m e uma vez mais a necessidade de uni\u00e3o dos portugueses \u2013 do povo \u2013 em torno de um novo des\u00edgnio nacional com que todos se identificassem e que traduzia pelo c\u00e9lebre slogan o povo unido jamais ser\u00e1 vencido\u2026<br \/>\n39 anos depois dessa Revolu\u00e7\u00e3o e porventura mais do que nunca, parece novamente chegado um tempo em que sentimos necessidade de voltar a unir-nos em busca de um novo des\u00edgnio, de um projecto, de uma ideia concreta em que acreditemos, na qual nos revejamos e sintamos um sinal de luz, uma esperan\u00e7a, uma porta de sa\u00edda para esta esp\u00e9cie de t\u00fanel escuro em que sentimos estar mergulhados\u2026<br \/>\nEstes apelos c\u00edclicos \u00e0 unidade evidenciam a consci\u00eancia de que, como sabiamente diz o povo, s\u00f3 a uni\u00e3o faz a for\u00e7a necess\u00e1ria e suficiente para vencermos as adversidades. E os tempos que vivemos s\u00e3o de enorme adversidade\u2026<br \/>\n\u00c9 imprescind\u00edvel uma vez mais que, sem utopias nem discursos panflet\u00e1rios de ocasi\u00e3o, sempre causadores de ilus\u00f5es e de falsas expectativas, sejamos capazes de nos unir todos (todos!) em torno de um projecto coerente e realista acerca do que verdadeiramente queremos e podemos ter para o nosso pa\u00eds, nos planos social, econ\u00f3mico, financeiro e at\u00e9 pol\u00edtico.<br \/>\nTal como Almada Negreiros, importa que todos juntos, com o mesmo orgulho em sermos portugueses, sejamos novamente capazes de desenvolver a esperan\u00e7a em melhores dias, de criar expectativas realistas de futuro e sobretudo de sermos capazes de delinear um modelo de sociedade exequ\u00edvel para n\u00f3s e para deixar de heran\u00e7a \u00e0s gera\u00e7\u00f5es vindouras.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia,\u00a0Jornal i, 39 anos depois dessa Revolu\u00e7\u00e3o parece novamente chegado um tempo em que sentimos necessidade de voltar a unir-nos em busca de um novo des\u00edgnio.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,124],"tags":[],"class_list":["post-3220","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3220"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7605,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3220\/revisions\/7605"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}