{"id":3217,"date":"2013-04-19T00:00:00","date_gmt":"2013-04-19T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=3217"},"modified":"2015-12-04T19:07:40","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:40","slug":"algumas-narrativas-sobre-a-evolucao-da-economia-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=3217","title":{"rendered":"Algumas \u201cnarrativas\u201d sobre a evolu\u00e7\u00e3o da economia portuguesa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Oscar Afonso, Jornal i<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/algumas-narrativas-sobre-evolucao-da-economia-portuguesa\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"O \u201cburaco\u201d de Chipre: andam a enganar-nos\" href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/I_Fraude241.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ainda algumas \u201cnarrativas\u201d na sequ\u00eancia da entrevista recente do ex-primeiro ministro, que, recorde-se, deixou de o ser por vontade dos portugueses, em elei\u00e7\u00f5es livres. Descontando as aparentes inverdades proferias na referida entrevista sublinhadas, logo a seguir, pelos jornalistas Ricardo Costa e Gomes Ferreira, na SIC not\u00edcias, h\u00e1 ainda a verdadeira \u201cnarrativa\u201d decorrente de uma an\u00e1lise cuidada \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da economia portuguesa, atrav\u00e9s da qual se pode concluir que a grande culpa s\u00f3 pode ser atribu\u00edda ao incompetente governo que a pediu.<!--more--><!--more--><\/p>\n<p>Com esse governo o processo de diverg\u00eancia real significativa com a m\u00e9dia europeia continuou a registar-se, e a descida das taxas de juro induziu um excessivo endividamento e a um incentivo ao endividamento dos demais agentes econ\u00f3micos. Na sequ\u00eancia desse endividamento e do descontrolo or\u00e7amental, a poupan\u00e7a da na\u00e7\u00e3o reduziu-se e, conjugada com a perda de competitividade, determinou uma deteriora\u00e7\u00e3o das contas externas.<\/p>\n<p>Mais despesa p\u00fablica significou puro gasto p\u00fablico em lugar de investimento produtivo. Esses nossos \u201cilustres\u201d governantes produziram um estado estruturalmente ineficiente - sem qualidades estadistas, sabiam que ganhavam sempre o mesmo, que o financiamento estava garantido, que nunca iriam \u00e0 fal\u00eancia e que assim teriam maior protagonismo e at\u00e9 podiam ganhar as elei\u00e7\u00f5es seguintes (recorde-se, por exemplo, os p\u00e9ssimos neg\u00f3cios para o estado, favorecendo interesses bem particulares, materializados nas SCUTs, PPPs, BPN, entre outros). Mais despesa p\u00fablica acabou por representar ent\u00e3o mais carga fiscal e, por isso, menos poupan\u00e7a, que acabou por ser tamb\u00e9m negativamente afectada pelo menor incentivo \u00e0 poupan\u00e7a. A par de tudo isto, ou por tudo isto, a economia paralela n\u00e3o parou de crescer, motivada pelo acr\u00e9scimo da evas\u00e3o fiscal face ao \u201cenorme\u201d incentivo para operar fora da economia oficial.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que a ru\u00edna na competitividade foi o resultado de causas externas (perda do instrumento taxa de c\u00e2mbio, do alargamento da Uni\u00e3o Europeia a leste e da maior penetra\u00e7\u00e3o no mercado europeu de pa\u00edses como a China), mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que foi o resultado de causas internas, com o virar da economia para o mercado interno (servi\u00e7os e constru\u00e7\u00e3o civil).<\/p>\n<p>O resultado foi pois um crescimento econ\u00f3mico insignificante e, ainda por cima, fict\u00edcio, baseado num conjunto de importantes desequil\u00edbrios macroecon\u00f3micos insustent\u00e1veis no longo prazo e que, num primeiro momento, incentivaram os ataques especulativos \u00e0 d\u00edvida p\u00fablica portuguesa e, numa segunda fase, acabaram por obrigar \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de um programa de ajustamento restritivo com custos significativos no produto e no emprego. Ao contr\u00e1rio do que foi dito pelo ex-primeiro ministro, n\u00e3o foi, portanto, o chumbo de um PEC 4, um almo\u00e7o de amigos (ser\u00e1 que existiu?!) ou uma eventual intriga do Presidente da Rep\u00fablica que nos obrigou a pedir ajuda externa. Sendo assim, h\u00e1 alguma d\u00favida sobre quem foi o culpado?<\/p>\n<p>S\u00f3 uma \u00faltima nota. Foi-nos dito nessa entrevista que, com o actual governo, o peso da d\u00edvida p\u00fablica no PIB aumentou ainda mais. Claro que aumentou mais, em algum grau tinha de ser assim. Por um lado, a actividade econ\u00f3mica oficial reduziu-se porque houve a destrui\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e constru\u00e7\u00e3o civil excedent\u00e1rios, e porque a economia paralela n\u00e3o deixou de continuar a aumentar. Por outro lado, note-se que finalmente houve que registar d\u00edvidas j\u00e1 efectuadas (escondidas, portanto) e ainda n\u00e3o contabilizadas (os chamados \u201cesqueletos no arm\u00e1rio\u201d).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oscar Afonso, Jornal i, Ainda algumas \u201cnarrativas\u201d na sequ\u00eancia da entrevista recente do ex-primeiro ministro, que, recorde-se, deixou de o ser por vontade dos portugueses, em elei\u00e7\u00f5es livres. Descontando as aparentes inverdades proferias na referida entrevista sublinhadas, logo a seguir, pelos jornalistas Ricardo Costa e Gomes Ferreira, na SIC not\u00edcias, h\u00e1 ainda a verdadeira \u201cnarrativa\u201d&hellip; <a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=3217\">Ler mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,124],"tags":[],"class_list":["post-3217","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3217"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3217\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8559,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3217\/revisions\/8559"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}