{"id":31684,"date":"2017-06-22T23:42:27","date_gmt":"2017-06-22T23:42:27","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=31684"},"modified":"2017-06-22T23:42:27","modified_gmt":"2017-06-22T23:42:27","slug":"foi-voce-que-pediu-uma-conta-cgd-s","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=31684","title":{"rendered":"Foi voc\u00ea que pediu uma conta CGD-S?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira, Jornal i online<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/568854\/foi-voc-que-pediu-uma-conta-cgd-s-?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Ji073.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"large-9 medium-12 small-12 columns\">\n<article>\n<h5 class=\"nobg\">Para o comum dos cidad\u00e3os uma conta banc\u00e1ria \u00e9 uma necessidade, quase t\u00e3o b\u00e1sica como respirar. A\u00ed est\u00e1 o cerne da quest\u00e3o: a necessidade funciona como uma armadilha que amarra os clientes a um banco, criando o ambiente ideal para sobre eles fazerem incidir comiss\u00f5es.<\/h5>\n<p>..<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>H\u00e1 dias, alguns jornais noticiaram que o \u201cordenado [domiciliado] na CGD [Caixa Geral de Dep\u00f3sitos] j\u00e1 n\u00e3o chega para evitar [custos de] manuten\u00e7\u00e3o de conta\u201d. Na mesma altura, r\u00e1dios de cobertura nacional come\u00e7aram a difundir um \u201cspot\u201d publicit\u00e1rio sobre a exist\u00eancia de \u201ccontas CGD\u201d. O \u201csite\u201d da institui\u00e7\u00e3o parece n\u00e3o deixar d\u00favidas: com custo maior ou menor, consoante o pacote de servi\u00e7os que est\u00e1 associadoa cada tipo de conta, possuir uma conta banc\u00e1ria na CGD passar\u00e1 a implicar o pagamento de uma comiss\u00e3o mensal.<\/p>\n<p>Pode haver indiv\u00edduos, ou fam\u00edlias, tendencialmente mais consumidores de servi\u00e7os banc\u00e1rios, para quem esse tipo de conta possa ser uma solu\u00e7\u00e3o financeiramente mais vantajosa do que a situa\u00e7\u00e3o atual. Para a generalidade dos clientes, julgo que o n\u00e3o ser\u00e1. Ali\u00e1s, a motiva\u00e7\u00e3o da CGD na implementa\u00e7\u00e3o de tais contas \u00e9 cobrar maior volume de comiss\u00f5es.<br \/>\nPara o comum dos cidad\u00e3os uma conta banc\u00e1ria \u00e9 uma necessidade, quase t\u00e3o b\u00e1sica como respirar. \u00c9 a\u00ed que pode recolher o montante da remunera\u00e7\u00e3o mensal, a partir da qual paga as despesas. O pr\u00f3prio cart\u00e3o de d\u00e9bito (vulgo \u201ccart\u00e3o multibanco\u201d), a princ\u00edpio gratuito e de uso fomentados pelos bancos, \u00e9 hoje uma necessidade, numa altura em que os cheques se tornaram num \u201cbem de luxo\u201d, por via do seu pre\u00e7o proibitivo. A\u00ed est\u00e1 o cerne da quest\u00e3o: a necessidade funciona como uma armadilha que amarra os clientes a um banco, criando o ambiente ideal para sobre eles fazerem incidir comiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Pode contra-argumentar-se que cada cidad\u00e3o tamb\u00e9m paga, por exemplo, pelos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es e n\u00e3o se insurge contra isso. H\u00e1 uma grande diferen\u00e7a. Quem n\u00e3o quiser pagar pode prescindir de tais servi\u00e7os, o que n\u00e3o acontece com a utiliza\u00e7\u00e3o de uma conta banc\u00e1ria. Neste caso, portanto, tais comiss\u00f5est\u00eam natureza pr\u00f3xima da de \u201cimposto\/taxa\u201d, embora a favor de entidade privada. Como tal, dever\u00e1 merecer tratamento particular.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, esse tratamento diferenciado tem existido, por imposi\u00e7\u00e3o legal, sendo as institui\u00e7\u00f5es financeiras obrigadas a disponibilizar aos cidad\u00e3os uma \u201cconta de servi\u00e7os m\u00ednimos banc\u00e1rios\u201d (SMB) que, no seu conjunto, n\u00e3o poder\u00e1 ter custo anual superior a 1% do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional (atualmente 5,6 Euros). No caso da CGD essaconta, que inclui um cart\u00e3o de d\u00e9bito e acesso ao servi\u00e7o Caixadirecta, tem sido gratuito.<\/p>\n<p>Admite-se que tal tipo de conta continuar\u00e1 a existir. Mas julga-se que n\u00e3o ser\u00e1 nos mesmos moldes, e o \u201csite\u201d da CGD \u00e9 omisso quanto ao modo como se articular\u00e1 com as novas contas, j\u00e1 que a mais simples destas (a S), com carater\u00edsticas id\u00eanticas \u00e0 SMB, custar\u00e1 anualmente, no m\u00ednimo,30 Euros (mais I. Selo de 4%). Para quem receba o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, representa cerca de 0,5% do rendimento.<\/p>\n<p>Tais comiss\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o exclusivo da CGD. (Quase) todos os bancos as cobram, alguns at\u00e9 h\u00e1 mais tempo e em valor superior. Por\u00e9m, na atua\u00e7\u00e3o da CGD neste dom\u00ednio h\u00e1 um elemento que merece ser severamente criticado: \u00e9 o facto de terem ligado essas \u201cnovas contas\u201d, e as comiss\u00f5es que lhes est\u00e3o subjacentes, a descontos tempor\u00e1rios nos \u201cFrescos Continente\u201d. Esperava-se outro tipo de atitude do banco p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<section id=\"content\">\n<article><\/article>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira, Jornal i online Para o comum dos cidad\u00e3os uma conta banc\u00e1ria \u00e9 uma necessidade, quase t\u00e3o b\u00e1sica como respirar. 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