{"id":31543,"date":"2017-06-15T08:06:30","date_gmt":"2017-06-15T08:06:30","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=31543"},"modified":"2017-06-15T08:06:30","modified_gmt":"2017-06-15T08:06:30","slug":"os-cogumelos-que-consomem-o-nosso-tempo-entre-o-mistico-e-o-mitico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=31543","title":{"rendered":"Os \u201ccogumelos\u201d que consomem o nosso tempo:  Entre o m\u00edstico e o m\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Ricardo Rodrigues<\/strong><\/span>, <strong>Vis\u00e3o online<\/strong>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/opiniao\/silnciodafraude\/2017-06-15-Os-cogumelos-que-consomem-o-nosso-tempo-Entre-o-mistico-e-o-mitico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/VisaoE439.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p><em>Mergulhadas na rede, em autoria cega, somos presas ansiosas pelo resgate<\/em><\/p>\n<p>...<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Uma insaci\u00e1vel fome de esperan\u00e7as m\u00faltiplas tem assombrado profundamente o consciente humano. Na penumbra de uma s\u00f3lida ignor\u00e2ncia um et\u00e9reo tranquilizante vem paulatinamente tingindo as pobres almas suscet\u00edveis e energizando os cora\u00e7\u00f5es mais sens\u00edveis.<\/p>\n<p>Vivemos tempos de ultra mundaniza\u00e7\u00e3o da matriz e dos eixos (Poder-Riqueza-Miseric\u00f3rdia), tempos dos universalismos patol\u00f3gicos, tempos de desnorte e descontexto consciencial, tempos de excessos, tempos de exterioridade, de instantaneidade e imediatismo, tempos de hipersensibilidade,\u00a0 tempos de solid\u00e3o, tempos de coisa nenhuma. Uma predisposi\u00e7\u00e3o \u00f3tima \u00e0 cren\u00e7a no fant\u00e1stico, \u00e0 compra de solu\u00e7\u00f5es <em>fast track<\/em> e de copiosas sensa\u00e7\u00f5es e por meras \u201csugest\u00f5es\u201d e \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de ilus\u00f5es para necessidades inexistentes, f\u00fateis ou argutamente redimensionadas.<\/p>\n<p>Diversos s\u00e3o os nomes e <em>slogans<\/em> que classificam os produtos ou servi\u00e7os propostos ao consumidor, e numerosos, tamb\u00e9m, os tipos de a\u00e7\u00f5es ou omiss\u00f5es propagandistas que, sem freio, v\u00e3o condicionando a vontade, sobretudo, dos vulner\u00e1veis do corpo, da mente e do esp\u00edrito (os \u201ccegos\u201d e os imobilizados ou \u201centre a espada e a parede\u201d).<\/p>\n<p>Destacamos as afamadas \u201cofertas exclusivas\u201d, os \u201cprodutos ou servi\u00e7os milagre\u201d (em especial das \u201ccuras\u201d f\u00edsicas, ps\u00edquicas e espirituais), os \u201cempregos de sonho\u201d, sobretudo, quando lubrificados e amplificados pelo impulso multifacetado das novas tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o e da informa\u00e7\u00e3o (v.g.: <em>spams, leil\u00f5es online, ass\u00e9dio a modems, et al.<\/em>).<\/p>\n<p>Confundimos hoje o g\u00e9nio da liberdade criativa (sem limites) e mercantil, com os limites \u00e0 indu\u00e7\u00e3o, por via do leonino proveito comercial do m\u00edstico e do m\u00edtico (em geral, do paranormal), numa conjuga\u00e7\u00e3o perniciosa com as fragilidades da individualidade.<\/p>\n<p>Se, por um lado, a evid\u00eancia carece do bom m\u00e9todo cient\u00edfico, os subjetivismos reais ou potenciais, apesar da boa verdade que os possa sustentar (em rigor se diga improv\u00e1vel), necessitam de um enquadramento \u00e9tico-normativo mais exigente, que cumpra os m\u00ednimos de veracidade e respeito pelos demais direitos dos consumidores, em particular, a sa\u00fade e a seguran\u00e7a (cf. o C\u00f3digo da publicidade, a Lei da defesa do consumidor e o Decreto \u2013Lei Sobre pr\u00e1ticas comerciais desleais; a Lei sobre comunica\u00e7\u00f5es eletr\u00f3nicas e os Decretos-Lei sobre o com\u00e9rcio eletr\u00f3nico e as vendas \u00e0 dist\u00e2ncia, A Lei sobre Criminalidade Inform\u00e1tica, et al.).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pois haver\u00e1 algo mais sagrado que o mais \u00edntimo fervor (individual) da cren\u00e7a humana? No fundo, o mais denso e profundo reduto das esperan\u00e7as dos perdidos, dos oprimidos, dos mal amados, dos aflitos e dos desesperados.<\/p>\n<p>Facto \u00e9 que as necessidades s\u00e3o ilimitadas, pelo que, sempre ter\u00e1 no melhor \u00edntimo da individualidade um ou mais vazios ou lacunas a preencher ou superar! Haver\u00e1, do mesmo modo, um dilema, um obst\u00e1culo, carecido daquela \u201cmoleta m\u00e1gica\u201d (externa) capaz de antecipar e\/ou solucionar todos os problemas!<\/p>\n<p>Aquele instrumento-mecanismo raro, incomum, com for\u00e7a e poder ocultos, a arma infal\u00edvel contra um mal-bem, o \u00fanico meio ajustado a certas e determinadas representa\u00e7\u00f5es de vida e do mundo.<\/p>\n<p>Surge assim, como resposta aos seus anseios, mais um cogumelo m\u00e1gico, uma infus\u00e3o divinal, uma mezinha oriental, um novo suplemento milagroso, uma pedra curativa, um amuleto milenar, um novo curandeiro, um m\u00e9dium \u201cespecialista\u201d, um pai de santo, um bruxo, um feiticeiro, um padre diferente dos restantes!<\/p>\n<p>Produtos e servi\u00e7os exclusivos, limitados, muito seguros, e com resultados extraordin\u00e1rios. Porque o mundo m\u00edstico e m\u00edtico n\u00e3o apresenta quaisquer reservas, e as divindades n\u00e3o conhecem os limites da exist\u00eancia e das nossas dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>E, de um modo ou de outro, todos n\u00f3s, criadores e destinat\u00e1rios do <em>marketing<\/em> do \u201csimp\u00e1tico\u201d, n\u00f3s os leitores mais ansiosos, os consumidores mais \u00e1vidos, o crentes mais devotos, os autores mais cegos, mergulham despidos na \u201cbanha da cobra\u201d.<\/p>\n<p>Se h\u00e1 casos em que a fraude \u00e9, de certo modo, facilmente identific\u00e1vel, pelo claro incumprimento dos preceitos normativos (<em>ex maxime<\/em>, aplica\u00e7\u00f5es financeiras e demais investimentos fraudulentos, fraudes m\u00e9dicas e laborais, algumas fraudes com medicamentos \u2013 na ordem do dia), a fluidez de algumas realidades \u2013 sobretudo as de natureza paranormal - \u00a0esbatem a idoneidade do esp\u00edrito do legislado, bem como, as capacidades institucionais e operacionais.<\/p>\n<p><em>Sen\u00e3o vejamos: <\/em><\/p>\n<p>Que verdade exigir, quando, na realidade, tudo se passa ao n\u00edvel do extrassensorial? Que propaganda impedir se muito do (a)firmado n\u00e3o passa de cren\u00e7a socialmente aceite, aprendida e subjetivamente laborada, que poder\u00e1 divergir substancialmente da cren\u00e7a do utente-cliente (consumidor)? Ser\u00e1 eticamente censur\u00e1vel destacar a natureza milagrosa do produto ou servi\u00e7o prestado, quando a improbabilidade (que n\u00e3o se confunde com impossibilidade) \u00e9 a base relativa de toda a cren\u00e7a? Por outro lado, e apesar do n\u00edvel de seguran\u00e7a de certos f\u00e1rmacos em mercado, alguns n\u00e3o revelam evid\u00eancias cient\u00edficas que comprovem de um modo lapidar a sua efic\u00e1cia (ex.: prescri\u00e7\u00e3o de glucosamina para o desgaste das articula\u00e7\u00f5es), outros apresentam uma lista infind\u00e1vel de efeitos-secund\u00e1rios nocivos (ex.: antidepressivos) n\u00e3o deixando, naturalmente, de ser prescritos pelos profissionais de sa\u00fade habilitados.<\/p>\n<p>Apesar de tudo a men\u00e7\u00e3o da falta de base cient\u00edfica revela-se imperiosa, facto que n\u00e3o retira o seu perten\u00e7o caracter m\u00edstico ou m\u00edtico, nem impede o natural uso de personalidades ve\u00edculo, desde que fidedignas (testemunhos reais), devidamente identificadas, como estrat\u00e9gias de convencimento. Nos casos onde tal indica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se constatar a avalia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dever\u00e1 ter lugar, com as correspondentes comina\u00e7\u00f5es-san\u00e7\u00f5es jur\u00eddico-legais.<\/p>\n<p>Entendemos, neste \u00e2mbito, proveitosa a intensifica\u00e7\u00e3o da supervis\u00e3o e do controlo institucionais (ex.: entidades reguladoras e demais entidades administrativas; entidades judici\u00e1rias) a fim de impedir ou, pelo menos, garantir a sa\u00fade, a seguran\u00e7a, bem como, mitigar o uso de informa\u00e7\u00f5es falsas \u2013 sobre caracter\u00edsticas, composi\u00e7\u00e3o e entrega - com o intuito de induzir em erro. A par, o estabelecimento de intensas sinergias com a sociedade civil, nas mais diversas dimens\u00f5es, em clara conson\u00e2ncia com os princ\u00edpios constitucionais da proximidade e da desburocratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, apesar de tudo, urge laborar sobre o aspeto mais estruturante, o campo de resson\u00e2ncia dos fen\u00f3menos. Referimo-nos, pois, ao tecido social, em particular, a sua natureza, qualidade, densidade e textura. Falamos, assim, neste \u00e2mbito, da import\u00e2ncia do crescimento sustentado da massa cr\u00edtica, do est\u00edmulo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica ativa, da massifica\u00e7\u00e3o do conhecimento informado por via do debate plural alargado e de natureza instrutiva- educativa.<\/p>\n<p>Instrumentos sociais ao servi\u00e7o da autonomia de um novo ser, com um renovado sentido de ser e de estar, <em>ve\u00edculos de emancipa\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>Pois, no final das contas, onde poderemos n\u00f3s encontrar as solu\u00e7\u00f5es ideais para as nossas crises (e demais problemas), sen\u00e3o, dentro de n\u00f3s?! Um conhecido <em>Chav\u00e3o-Tempo<\/em>, tamb\u00e9m ele, vendido a pre\u00e7o <em>de ouro dos Deuses<\/em>.<\/p>\n<p>Mas, realmente, para que precisaremos n\u00f3s de um tempo que n\u00e3o \u00e9 o nosso, de um corpo que nunca ser\u00e1 nosso, de uma vida de outrem, se nunca seremos, apenas estaremos?!<\/p>\n<p>A nossa individualidade nas dimens\u00f5es f\u00edsica, ps\u00edquica, espiritual estar\u00e1, sempre, dependente das nossas atitudes e demais decis\u00f5es, a curto, m\u00e9dio e longo prazo, e nos diversos planos de exist\u00eancia. O sentido \u00e9tico-moral da vida exige, em ultima analise, um compromisso de responsabiliza\u00e7\u00e3o pelas a\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es. N\u00e3o negamos, com isso, a import\u00e2ncia da cren\u00e7a como fen\u00f3meno integrador do ser global, um fen\u00f3meno de cariz orientativo, at\u00e9 curativo e apaziguador.<\/p>\n<p>Mas como atingir a paz, o nirvana, a realiza\u00e7\u00e3o pessoal e profissional, como obter a linha perfeita, ou, mesmo, corrigir uma imperfei\u00e7\u00e3o ou superar uma maleita sem mudan\u00e7as efetivas nos h\u00e1bitos de vida (gerais)?<\/p>\n<p>Por outro lado, o que esperar de um produto ou servi\u00e7o milagroso dito como solu\u00e7\u00e3o efetiva universal para um problema ou para todos os problemas, sen\u00e3o a desilus\u00e3o, o insucesso, o fracasso?<\/p>\n<p>Apesar de tudo, este tipo de propagandas apresentam uma elevad\u00edssima taxa de sucesso (quase milagrosa), sobretudo entre as popula\u00e7\u00f5es mais d\u00e9beis, menos instru\u00eddas e menos informadas.<\/p>\n<p>Falamos, em muitos casos, de um estado de cren\u00e7a cego ou acr\u00edtico (equivalente a um cientismo ou ateimo absolutos), uma aparente letargia, <em>terreno f\u00e9rtil ou foco catalisador da fraude!<\/em><\/p>\n<p>Pois, o que esperar de um dado fen\u00f3meno comercial, sen\u00e3o o de lograr o mais eficiente lucro?<\/p>\n<p>E o que esperar das estrat\u00e9gias de venda, sen\u00e3o meras densifica\u00e7\u00f5es da velha m\u00e1xima de \u201cos fins justificam os meios\u201d (<em>cum grano salis<\/em>)?<\/p>\n<p>Entendemos, nesta linha, que de modo a equilibrar as rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7a, \u00e9, verdadeiramente, desej\u00e1vel, nos dias que correm, encontrar como caracteres de qualidade do perfil do utente-cliente (consumidor), entre outros, uma postura avisada e <em>sapiente<\/em>, e do mais elevado grau de exig\u00eancia. Um perfil individual de quem procura, questiona e desvenda, que p\u00f5e em causa, que reclama, que denuncia.<\/p>\n<p>Urge, assim, transmutar o atual estado de consci\u00eancia, assegurando uma eficiente transi\u00e7\u00e3o das diversas representa\u00e7\u00f5es, com o desiderato \u00faltimo de que o \u201csimples <em>sim<\/em>\u201d d\u00ea lugar a um \u201corgulhoso e informado <em>n\u00e3o<\/em>\u201d face a propostas \u201cmentirosas\u201d que abusam das predisposi\u00e7\u00f5es da individualidade.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Rodrigues, Vis\u00e3o online, Mergulhadas na rede, em autoria cega, somos presas ansiosas pelo resgate &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,123],"tags":[],"class_list":["post-31543","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-visao-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31543","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=31543"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31543\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31545,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31543\/revisions\/31545"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=31543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=31543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=31543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}