{"id":31354,"date":"2017-06-04T12:00:05","date_gmt":"2017-06-04T12:00:05","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=31354"},"modified":"2017-06-04T12:00:05","modified_gmt":"2017-06-04T12:00:05","slug":"crescimento-economico-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=31354","title":{"rendered":"Crescimento econ\u00f3mico portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #d8070f\"><strong>\u00d3scar Afonso, Jornal de Not\u00edcias<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"http:\/\/www.jn.pt\/opiniao\/convidados\/interior\/crescimento-economico-portugues-8531360.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Cronica JN 5.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O crescimento econ\u00f3mico tem sido apresentado como o rem\u00e9dio milagroso para todos os males da economia. Mais crescimento diminui o peso da d\u00edvida e do d\u00e9fice no Produto Interno Bruto (PIB), significa mais actividade econ\u00f3mica e, portanto, mais emprego, mais impostos e mais recursos dispon\u00edveis para consumo e investimento. Mais consumo significa maior n\u00edvel de satisfa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e mais investimento significa maior crescimento futuro. At\u00e9 aqui todos de acordo!<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>Sendo um rem\u00e9dio t\u00e3o eficaz, n\u00e3o admira que se discutam os motores do crescimento. Em Portugal h\u00e1 uma corrente de autores \/ comentadores ignorantes ou desonestos que apontam como causa do crescimento econ\u00f3mico a procura. Esse contexto anal\u00edtico de curto prazo \u00e9 claramente errado para avaliar a problem\u00e1tica estrutural da sustentabilidade do crescimento, reflectida no andamento do PIB real natural e n\u00e3o do PIB real efectivo. Este \u00faltimo pode crescer por mero efeito c\u00edclico, algo que n\u00e3o \u00e9, obviamente, sustent\u00e1vel!<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o ent\u00e3o os verdadeiros motores do crescimento sustent\u00e1vel? S\u00e3o a (melhoria da) qualidade das institui\u00e7\u00f5es, e a quantidade e qualidade dos factores produtivos, em particular, do trabalho e do capital f\u00edsico. Quanto ao trabalho, a quantidade depende da taxa de natalidade e da imigra\u00e7\u00e3o, e a qualidade depende da forma\u00e7\u00e3o \/ educa\u00e7\u00e3o. Quanto ao capital f\u00edsico, a quantidade depende do investimento em forma\u00e7\u00e3o bruta de capital f\u00edsico e a qualidade depende do progresso tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Clarificados os conceitos, ser\u00e1 que o suposto espectacular crescimento do \u00faltimo trimestre \u00e9 sustent\u00e1vel? Obviamente que n\u00e3o! Trata-se do andamento c\u00edclico do PIB real efectivo, que decorre muito da conjuntura dos nossos principais parceiros comerciais (Espanha, \u00e0 cabe\u00e7a), da ajuda brutal do banco central europeu, do turismo e do efeito aut\u00e1rquicas. E n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o espectacular face ao que sucede na vizinha Espanha que, no essencial, seguimos por baixo. Por falar em Espanha, a taxa de crescimento m\u00e9dia do per\u00edodo 2004-2016 foi de 1,2%\/ano e em Portugal foi de 0,2%\/ano. Com essas taxas, PIB real duplicar\u00e1 em Espanha ao fim de 57,7 anos e em Portugal, imagine-se, ao fim de 346,6 anos!<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que algum dos \u201cverdadeiros\u201d motores do crescimento se alterou recentemente? N\u00e3o creio! N\u00e3o melhorou a qualidade das institui\u00e7\u00f5es (por exemplo, um estudo recente do OBEGEF revela que, para os portugueses, a fraude aumentou no \u00faltimo ano), nem a taxa de natalidade, a educa\u00e7\u00e3o, o n\u00edvel de investimento ou o progresso t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Creio que quem faz opini\u00e3o deve falar do que sabe e ser honesto. A prop\u00f3sito desta tem\u00e1tica, num programa recente de r\u00e1dio no canal p\u00fablico antena 1, um tal PAS defendeu a tese de que, no per\u00edodo pr\u00e9-fal\u00eancia, a grande reforma estrutural foi a destrui\u00e7\u00e3o da economia, mas que o crescimento actual revela que as coisas est\u00e3o a ir bem. Estar\u00e3o?! Mas ent\u00e3o a economia n\u00e3o tinha sido destruida?!<\/p>\n<p>\u00d3scar Afonso \u2013 Presidente do OBEGEF \u2013 Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Jornal de Not\u00edcias, &nbsp; O crescimento econ\u00f3mico tem sido apresentado como o rem\u00e9dio milagroso para todos os males da economia. 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