{"id":30888,"date":"2017-04-27T22:45:18","date_gmt":"2017-04-27T22:45:18","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=30888"},"modified":"2017-04-27T22:45:18","modified_gmt":"2017-04-27T22:45:18","slug":"a-bolha-do-empreendedorismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=30888","title":{"rendered":"A Bolha do Empreendedorismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Pedro Moura, Jornal i online<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/560148\/a-bolha-do-empreendedorismo?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Ji065.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"large-9 medium-12 small-12 columns\">\n<article>Portugal tem, durante os pr\u00f3ximos anos, fruto sobretudo de programas de base Estatal, uma enorme quantidade de capital de risco dispon\u00edvel para investimento em empreendedorismo<\/article>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O empreendedorismo est\u00e1 na moda em Portugal. Num pa\u00eds em que o \u2018emprego para a vida\u2019 (de prefer\u00eancia na Fun\u00e7\u00e3o P\u00fablica ou numa \u2018Grande Empresa\u2019) domina ainda as prefer\u00eancias de muitas pessoas e fam\u00edlias, \u00e9 importante que se incentive uma cultura pessoal e social que privilegie o desenvolvimento de capacidades de adapta\u00e7\u00e3o e aprendizagem cont\u00ednua a par de atitudes que favore\u00e7am a autonomia, a liberdade pessoal e o assumir de riscos. N\u00e3o podemos, de forma alguma, conformarmo-nos em ser um pa\u00eds de seguidores e rentistas.<\/p>\n<p>No entanto, t\u00e3o bem sucedido tem sido o fomento e promo\u00e7\u00e3o do empreendedorismo em Portugal (interna e externamente) que neste momento acontece parecermos mais que o que realmente somos. O que \u00e9 natural num ecossistema (de empreendedorismo) em pleno processo de matura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assumindo, sem nenhum assombro ou pseudo-trag\u00e9dia, que o \u2018empreendedorismo\u2019 se encontra, em Portugal, numa fase de \u2018bolha', caracterizada por n\u00edveis elevados de mediatismo e recursos dispon\u00edveis por parte de institui\u00e7\u00f5es, temos aqui uma oportunidade \u00edmpar para avan\u00e7ar na maturidade do ecossistema e encher esta \u2018bolha\u2019 com mais resultados e capacidade de execu\u00e7\u00e3o, evitando a sua implos\u00e3o.<\/p>\n<p>Que n\u00e3o se tomem estas palavras por pessimismo ou descren\u00e7a: pelo contr\u00e1rio. Dificilmente poder\u00edamos ter uma situa\u00e7\u00e3o com uma melhor combina\u00e7\u00e3o de contexto e recursos para transformarmos Portugal num exemplo de empreendedorismo a n\u00edvel mundial. Mas a tend\u00eancia das bolhas medi\u00e1ticas para crescerem de forma n\u00e3o sustent\u00e1vel, desligando-se progressivamente da realidade, \u00e9 grande e tende a arrastar muita gente com elas. O pecado humano da vaidade j\u00e1 provou ser de largo e longo alcance.<\/p>\n<p>Apresento de seguida algumas opini\u00f5es e ideias sobre estes temas que, espero, contribuam positivamente para a evolu\u00e7\u00e3o positiva do empreendedorismo em Portugal.<\/p>\n<p>Uma nota antes de prosseguirmos: quando falo de \u2018empreendedorismo' neste artigo refiro-me a empresas sobretudo baseadas em inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica (mas n\u00e3o exclusivamente), focadas para exporta\u00e7\u00e3o (mercados internacionais) e com grande potencial de crescimento: as t\u00e3o afamadas \u2018startups\u2019. Embora tendo um enorme papel na economia, deixo propositadamente de fora o empreendedorismo mais tradicional, de neg\u00f3cios de base mais local e\/ou com pouca intensidade tecnol\u00f3gica, sem um potencial global de crescimento. Por vezes estes dois mundos s\u00e3o confundidos, o que penso ser um erro quando se debate o tema do empreendedorismo.<\/p>\n<p>DEALFLOW (quantidade e qualidade)<br \/>\n\u2018Dealflow\u2019 \u00e9 o termo usado pelas empresas de Capital de Risco (ou VC, de Venture Capital) e pelos Business Angels (BA) para denominarem o fluxo de projetos de startups que lhes chegam com propostas para investirem. H\u00e1 um problema s\u00e9rio de Dealflow em Portugal, materializado quer no baixo n\u00famero de startups que surgem, quer na igualmente baixa qualidade (em m\u00e9dia) dos projetos empresariais das mesmas. Tendo recentemente falado com praticamente todos os VC (e alguns dos maiores BA) em Portugal, a queixa de falta de Dealflow onde investir foi um tema comum a todos. Eu pr\u00f3prio tenho feito parte do j\u00fari de sele\u00e7\u00e3o de startups para a Startup Lisboa e a impress\u00e3o com que fico \u00e9 que se quantidade at\u00e9 possa existir (a Startup Lisboa tem a sua merecida fama) a qualidade m\u00e9dia dos projetos demonstra enormes lacunas ao n\u00edvel de viabilidade empresarial dos mesmos.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio trabalhar-se, quer no aumento da quantidade de startups a surgirem, quer na qualidade das suas equipas e projetos.<\/p>\n<p>No que toca \u00e0 quantidade \u00e9 fundamental que as Universidades se decidam de vez a fazerem uma forte aposta na prepara\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o dos seus alunos para o empreendedorismo. Existe boa vontade de alguns respons\u00e1veis universit\u00e1rios, mas na maior parte dos casos as Universidades continuam ainda muito ref\u00e9ns de uma cultura endog\u00e2mica e dogm\u00e1tica, focada na import\u00e2ncia do corpo docente \/ cient\u00edfico e pouco alinhadas com a cria\u00e7\u00e3o de esp\u00edrito cr\u00edtico e da educa\u00e7\u00e3o para o empreendedorismo. Deixo uma ideia: porque n\u00e3o incentivar os alunos a, no seu \u00faltimo ano, efetuarem o seu trabalho (tese?) final numa l\u00f3gica de cria\u00e7\u00e3o de uma startup, para que quando terminem o seu curso j\u00e1 tenham um conjunto de conhecimentos e experi\u00eancia a n\u00edvel empresarial, bem como uma maior predisposi\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o do seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio? De qualquer forma a liga\u00e7\u00e3o Universidade-Empreendedorismo tem de se tornar uma realidade mais palp\u00e1vel que discursos, eventos e declara\u00e7\u00f5es vagas de inten\u00e7\u00f5es. Temos de transformar a Universidades em viveiros de empreendedores, n\u00e3o mant\u00ea-la numa linha de produ\u00e7\u00e3o em massa de \u2018oper\u00e1rios\u2019 com altas taxas de empregabilidade.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m necess\u00e1rio atrair empreendedores estrangeiros que venham montar os seus projetos a partir de Portugal. Contamos com o Governo para criar as condi\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas e processuais que permitam isto (por exemplo o programa Startup Visa \u00cdndia que se anunciou recentemente estar a ser implementado). Se Portugal for competitivo e for f\u00e1cil criar uma startup aqui, estou certo que devido \u00e0 posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, custo e qualidade de vida, recursos tecnol\u00f3gicos\/humanos e cultura de abertura a outras gentes haver\u00e1 muitos fundadores e VCs que querer\u00e3o abrir c\u00e1 as suas empresas. Basta observar o que tem acontecido com, por exemplo, o programa de acelera\u00e7\u00e3o Lisbon Challenge (Beta-I) e a incubadora Startup Lisboa: a taxa de candidaturas estrangeiras tem vindo progressivamente a aumentar ao longo dos anos.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 quest\u00e3o da qualidade das startups (numa fase inicial) considero alguns temas como fundamentais. \u00c9 necess\u00e1rio deixar de incentivar a cria\u00e7\u00e3o de startups de \u2018microondas\u2019, em que basta agarrar numa ideia tida num rasgo de inspira\u00e7\u00e3o imediata, que os amigos achem \u2018porreira\u2019 (geralmente uma app B2C, por exemplo app para melhorar o turismo em Lisboa, app para saber receitas, app para descobrir os melhores eventos, etc), montar um powerpoint \u2018bonito\u2019 para apresentar num dos muitos eventos de pitch que por a\u00ed existem e receber os parab\u00e9ns dos presentes e uns quantos de likes no Facebook. \u00c9 necess\u00e1rio passar convictamente a mensagem que o objetivo de uma startup n\u00e3o \u00e9 angariar investimento, participar em eventos ou ganhar concursos de empreendedorismo, mas sim entregar um bom produto num mercado com dimens\u00e3o e conseguir clientes e fatura\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio criar a mentalidade que uma startup \u00e9 uma empresa, e como empresa se deve comportar. \u00c9 necess\u00e1rio que quem esteja a montar a sua startup recorra ao conhecimento que j\u00e1 existe no ecossistema (nomeadamente de outros empreendedores que j\u00e1 fizeram o mesmo caminho) e que pe\u00e7a (exija!) que critiquem e tentem destruir a sua ideia, para que colocando-a \u00e0 prova ela possa evoluir e transformar-se num projeto empresarial vi\u00e1vel e com real potencial de crescimento. Em suma, \u00e9 necess\u00e1ria uma cultura n\u00e3o s\u00f3 de promo\u00e7\u00e3o e fomento do empreendedorismo, mas tamb\u00e9m de exig\u00eancia e esp\u00edrito cr\u00edtico. Isto da parte de todo o ecossistema, dos empreendedores \u00e0s estrutura institucionais do pr\u00f3prio Estado.<\/p>\n<p>Mais medidas podem (e devem) ser pensadas para melhorar a quest\u00e3o da quantidade e qualidade de dealflow. Programas como o Startup Voucher s\u00e3o propostas muito interessantes e que podem ser altamente eficazes como um primeiro passo para a cria\u00e7\u00e3o de mais e melhores startups. Mas \u00e9 necess\u00e1rio que todos os intervenientes e respons\u00e1veis pelo ecossistema de empreendedorismo assumam o problema da quantidade e qualidade de dealflow de startups e o tratem de forma cr\u00edtica.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o do nosso ecossistema de empreendedorismo s\u00f3 se dar\u00e1 se conseguirmos fomentar o aparecimento de mais e melhores startups, com maior potencial e probabilidade de serem s\u00e9rios sucessos empresariais. De outra forma toda a \u2018bolha\u2019 que menciono acima n\u00e3o ser\u00e1 preenchida, uma oportunidade de ouro ser\u00e1 perdida e ficaremos somente pelo n\u00edvel do empreendedorismo-espet\u00e1culo, at\u00e9 o empreendedorismo passar definitivamente de moda e se descobrir outro qualquer grande des\u00edgnio.<\/p>\n<p>CAPITAL<br \/>\nOutro dos eixos fundamentais de um ecossistema (de empreendedorismo) \u00e9 a exist\u00eancia de capital (de risco) em quantidade e qualidade suficientes para suportar o desenvolvimento e crescimento das startups.<\/p>\n<p>Portugal tem, durante os pr\u00f3ximos anos, fruto sobretudo de programas de base Estatal, uma enorme quantidade de capital de risco dispon\u00edvel para investimento em empreendedorismo. Ouso dizer que talvez tenha at\u00e9 capital de mais para o Dealflow (ver acima) que neste momento Portugal consegue gerar. Mais uma vez a exist\u00eancia deste capital de risco \u00e9 uma oportunidade \u00edmpar para passarmos para um n\u00edvel superior de maturidade e de resultados, mas comporta riscos que devem ser abordados sem dramas e mitigados de forma fria e racional.<\/p>\n<p>A primeira condi\u00e7\u00e3o (e provavelmente o fator mais cr\u00edtico) para conseguirmos aproveitar bem estes recursos de capital de risco \u00e9 precisamente melhorar o Dealflow. J\u00e1 falei disso acima, e embora muito mais haja para debater e pensar, sobre este tema s\u00f3 acrescentarei que quando h\u00e1 muito capital (e uma quase obrigatoriedade em o gastar, visto n\u00e3o estar dispon\u00edvel para sempre), h\u00e1 sempre o risco de as decis\u00f5es de investimento poderem n\u00e3o ser as melhores, sobretudo quando o leque de possibilidades de investimento (Dealflow) n\u00e3o tem dimens\u00e3o suficiente.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m importante que os investidores (VCs e BAs) dominem as tenta\u00e7\u00f5es que muitas vezes os assolam de quererem \u2018dominar\u2019 as startups, por exemplo ficando muitas vezes com demasiada equity em investimentos iniciais (dificultando as rondas seguintes), impondo termos de investimento que \u00a0desincentivem investidores (sobretudo estrangeiros) em fases mais avan\u00e7adas ou diminuam a autonomia e agilidade da gest\u00e3o executiva da startup. Infelizmente estes casos s\u00e3o mais frequentes que o desej\u00e1vel; felizmente tendem a diminuir.<\/p>\n<p>Fundamental \u00e9 tamb\u00e9m os investidores terem a no\u00e7\u00e3o que, sendo praticamente obrigat\u00f3rio que o mercado alvo de uma startup seja externo (Portugal \u00e9 um mercado muito pequeno para uma startup poder realmente escalar), \u00e9 muitas vezes necess\u00e1rio ajudar as startups a encontrarem investidores e parceiros internacionais que suportem o crescimento da startup. Os nossos VCs e BAs t\u00eam de trabalhar progressivamente com \u2018agentes\u2019 estrangeiros para este fim, pois s\u00f3 assim conseguir\u00e3o rentabilizar os seus pr\u00f3prios investimentos para n\u00edveis interessantes. T\u00eam-se visto progressivamente mais VCs estrangeiros por Portugal, o que indica existir pelo menos curiosidade. Os nossos pr\u00f3prios VCs devem procurar parcerias e investimentos sindicados com estes \u2018visitantes\u2019, sem medo de serem \u2018sobrepujados\u2019 no seu papel na startup. O neg\u00f3cio de capital de risco necessita de startups que escalem brutalmente e tenham sa\u00eddas (exits) com m\u00faltiplos descomunais, para compensar a realidade de a grande maior parte dos investimentos falharem ou apresentarem n\u00edveis baixos de rentabilidade.<\/p>\n<p>Uma medida que julgo os investidores devam privilegiar passa por incentivar as suas investidas a participarem em estruturas de apoio especializadas (sobretudo de acelera\u00e7\u00e3o) durante as primeiras fases de vida de uma startup. O grau de desconhecimento e inexperi\u00eancia dos fundadores de uma startup no come\u00e7o \u00e9 grande (sobretudo em empreendedores de primeira vez), pelo que o apoio de um programa alinhado com objetivos claros, recursos adequados dispon\u00edveis, e que providencie apoio efetivo de pessoas com mais experi\u00eancia (mentores, sobretudo outros empreendedores) tem imenso valor quer na redu\u00e7\u00e3o do risco associado ao investimento, quer no aumento do potencial de valoriza\u00e7\u00e3o de uma startup.<\/p>\n<p>EM SUMA<br \/>\nO empreendedorismo est\u00e1 na moda em Portugal. Portugal est\u00e1 na moda (internacional) do Empreendedorismo. Existem recursos e contextos \u00edmpares para o ecossistema de empreendedorismo darem um salto qualitativo e quantitativo. Para tal \u00e9 necess\u00e1rio \u2018encher a bolha\u2019 com conte\u00fado, para evitar a sua implos\u00e3o. Tal consegue-se com resultados e casos de sucesso concretos, que passem para l\u00e1 da espuma do empreendedorismo medi\u00e1tico. \u00c9 assim necess\u00e1rio trabalhar ao n\u00edvel do Dealflow (quantidade e qualidade de startups) e na promo\u00e7\u00e3o de uma boa utiliza\u00e7\u00e3o do Capital de Risco dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>Trata-se aqui da necessidade de \u2018profissionaliza\u00e7\u00e3o\u2019 do ecossistema de empreendedorismo, que complemente o mediatismo e os recursos existentes com uma melhor capacidade de execu\u00e7\u00e3o e obten\u00e7\u00e3o de resultados. Subvertendo (e invertendo) um velho dito do c\u00e9lebre J\u00falio C\u00e9sar relativamente \u00e0 honestidade da esposa Pompeia: 'ao empreendedorismo portugu\u00eas n\u00e3o basta parecer bom, tem (mesmo) de ser bom'. E temos tudo para sermos excelentes. Dependemos somente de n\u00f3s.<\/p>\n<p>P.S.: O dito que inspirou o \u00faltimo par\u00e1grafo do texto \u00e9 '\u00c0 mulher de C\u00e9sar n\u00e3o basta ser honesta, deve parecer honesta.\u2019 (mais em <a href=\"https:\/\/goo.gl\/nRuxUz\" target=\"_blank\">https:\/\/goo.gl\/nRuxUz<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Moura, Jornal i online Portugal tem, durante os pr\u00f3ximos anos, fruto sobretudo de programas de base Estatal, uma enorme quantidade de capital de risco dispon\u00edvel para investimento em empreendedorismo<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-30888","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/30888","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=30888"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/30888\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30889,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/30888\/revisions\/30889"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=30888"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=30888"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=30888"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}