{"id":29728,"date":"2017-02-17T00:35:11","date_gmt":"2017-02-17T00:35:11","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=29728"},"modified":"2017-02-26T14:35:01","modified_gmt":"2017-02-26T14:35:01","slug":"fitness-fiscal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=29728","title":{"rendered":"Fitness Fiscal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Raquel Brito, Jornal i online<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/artigo\/549507\/fitness-fiscal?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Ji055.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>O que poder\u00e1 intrigar o \u201cginasta\u201d (e certamente a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria se de tal se aperceber) \u00e9 continuar a pagar o acordado pela utiliza\u00e7\u00e3o do gin\u00e1sio mas agora decomposto em duas rubricas, sendo uma delas a consulta de nutri\u00e7\u00e3o que n\u00e3o houve<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A imagina\u00e7\u00e3o humana \u00e9 t\u00e3o impar\u00e1vel como surpreendente. Sendo certo e sabido que a nossa capacidade de adapta\u00e7\u00e3o a novas realidades \u00e9 admir\u00e1vel.<\/p>\n<p>A t\u00edtulo exemplificativo contemplemos os gin\u00e1sios, que proliferam por este pa\u00eds, e que nos poder\u00e3o fazer pensar \u201ccomo podem sobreviver tantos?\u201d. Sem pormenorizar este debate, \u00e9 legitimo reconhecer que: a) a concorr\u00eancia direta \u00e9 imensa; b) a pr\u00e1tica de exerc\u00edcio f\u00edsico ao ar livre cresceu exponencialmente; c) existe uma multiplicidade de modalidades e respetivos recintos pratic\u00e1veis; etc\u2026<\/p>\n<p>Surge, assim, a necessidade de desenvolver estrat\u00e9gias para rentabilizar o \u201cneg\u00f3cio\u201d. E \u00e9 precisamente neste ponto que se celebram os t\u00e3o populares \u201cengenho e arte\u201d, diferentes do nobre sentido que Cam\u00f5es lhes conferiu!<br \/>\nNeste sentido, importa referir duas quest\u00f5es principais: os contratos abusivos e os impostos.<\/p>\n<p>1 - Enquanto consumidores, j\u00e1 nos confront\u00e1mos com pequenos quid pro quo relativamente a contratos estabelecidos com algumas institui\u00e7\u00f5es \/ empresas, nomeadamente operadoras de telecomunica\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias e outras empresas prestadoras de servi\u00e7os. Not\u00edcias t\u00eam vindo a p\u00fablico sobre posi\u00e7\u00f5es contratuais celebradas que parecem, aos olhos do \u201cnormal\u201d consumidor, inaceit\u00e1veis. O pr\u00f3prio Minist\u00e9rio P\u00fablico tem publicado o desfecho legal resultante de a\u00e7\u00f5es relativas a estes casos, expondo cl\u00e1usulas de in\u00fameros contratos consideradas nulas \u00a0pelos tribunais.<\/p>\n<p>Ora, atualmente numa simples inscri\u00e7\u00e3o num gin\u00e1sio o consumidor \u00e9 presenteado com contratos descomunais, pejados de cl\u00e1usulas, com letras diminutas, com ades\u00f5es eletr\u00f3nicas, \u2026, que a grande maioria aceita, sem ler! Porque \u00e9, simplesmente, um contrato cujo fim possibilita a pr\u00e1tica de exerc\u00edcio f\u00edsico.<br \/>\nSurgem, no entanto, contratos que configuram um abuso, resumidamente \u201cn\u00f3s temos todos os direitos e voc\u00eas nenhum!\u201d Podem ler-se cl\u00e1usulas verdadeiramente leoninas, fazendo do velho le\u00e3o de Esopo um singelo e cred\u00edvel negociador.<br \/>\nPrevalecer\u00e3o as orienta\u00e7\u00f5es extremistas que afirmam a exist\u00eancia de liberdade jur\u00eddica na hora da celebra\u00e7\u00e3o dos contratos, cujo consentimento dos consumidores \/ utilizadores os vincula? Ser\u00e1 irrelevante o conte\u00fado deste tipo de contrato?<\/p>\n<p>2 - \u00a0Relativamente \u00e0 quest\u00e3o dos impostos importa perceber a legalidade das medidas que tem vindo a ser postas em pr\u00e1tica na hora da fatura\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os prestados por gin\u00e1sios.<\/p>\n<p>Aos servi\u00e7os prestados no \u00e2mbito dos gin\u00e1sios podemos incluir um consider\u00e1vel leque de pr\u00e9stimos (desde o suprimento de toalhas at\u00e9 ao personal trainer), que est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do consumidor. At\u00e9 aqui nada de novo!<br \/>\nO que poder\u00e1 intrigar o \u201cginasta\u201d (e certamente a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria se de tal se aperceber) \u00e9 continuar a pagar o acordado pela utiliza\u00e7\u00e3o do gin\u00e1sio mas agora decomposto em duas rubricas, sendo uma delas a consulta de nutri\u00e7\u00e3o que n\u00e3o houve. Ou seja, para al\u00e9m da descri\u00e7\u00e3o de utiliza\u00e7\u00e3o do gin\u00e1sio na fatura, poder\u00e1 surgir, a qualquer momento e em simult\u00e2neo, a descri\u00e7\u00e3o de consulta de nutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em boa verdade, questionar\u00e1 apenas o consumidor mais atento, pois esta \u201cgin\u00e1stica\u201d fiscal em nada altera o valor do pagamento da sua mensalidade. Altera, t\u00e3o-somente, o valor do IVA a pagar, tendo em conta que as consultas de nutricionismo est\u00e3o isentas do referido imposto.<\/p>\n<p>O contrato celebrado nos moldes anteriormente apresentados \u201cobriga\u201d a que, quer se utilize a consulta ou n\u00e3o (ainda que esta nem tenha sido solicitada), a mesma possa constar da fatura e nunca o seu valor ser\u00e1 devolvido!<\/p>\n<p>Concluindo,<br \/>\n\u00c9 importante que os cidad\u00e3os, enquanto consumidores, estejam alerta para estas situa\u00e7\u00f5es, que poder\u00e3o causar alguns constrangimentos, e que fa\u00e7am uso dos mecanismos legais dispon\u00edveis.<br \/>\nImporta ainda referir que a fuga ao fisco \u00e9 um problema grave, seja ela por atua\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os e das empresas ou em virtude de car\u00eancias legais.<\/p>\n<p>Confrontadas com um excesso de concorr\u00eancia, com uma elevada carga fiscal, entre outros fatores, as empresas tendem a desenvolver estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia, nem sempre as mais leg\u00edtimas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raquel Brito, Jornal i online O que poder\u00e1 intrigar o \u201cginasta\u201d (e certamente a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria se de tal se aperceber) \u00e9 continuar a pagar o acordado pela utiliza\u00e7\u00e3o do gin\u00e1sio mas agora decomposto em duas rubricas, sendo uma delas a consulta de nutri\u00e7\u00e3o que n\u00e3o houve<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129,43],"tags":[],"class_list":["post-29728","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online","category-publicacoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=29728"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29728\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29730,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29728\/revisions\/29730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=29728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=29728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=29728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}