{"id":29629,"date":"2017-02-05T22:00:11","date_gmt":"2017-02-05T22:00:11","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=29629"},"modified":"2017-02-26T14:35:36","modified_gmt":"2017-02-26T14:35:36","slug":"economia-paralela-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=29629","title":{"rendered":"Economia Paralela em Portugal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #d8070f\"><strong>\u00d3scar Afonso, Jornal de Not\u00edcias<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"http:\/\/www.jn.pt\/opiniao\/convidados\/interior\/economia-paralela-em-portugal-5647073.html\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Cronica-1-JN1.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>Esta cr\u00f3nica inicia a colabora\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude (OBEGEF) com o Jornal de Not\u00edcias e, cabendo-me a mim a sua autoria, irei falar sobre a Economia Paralela (n\u00e3o Registada ou Sombra) em Portugal.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>Trata-se da economia cuja atividade, usualmente fruto de comportamentos marginais e desviantes, n\u00e3o \u00e9 medida pela contabilidade nacional, est\u00e1 em constante muta\u00e7\u00e3o e incorpora a Economia Subterr\u00e2nea, a Ilegal, a Informal, o Autoconsumo e a Subcoberta por defici\u00eancias estat\u00edsticas.<\/p>\n<p>A Economia Subterr\u00e2nea acomoda as atividades que n\u00e3o s\u00e3o contabilizadas para evitar o pagamento de impostos e contribui\u00e7\u00f5es, e a Economia Ilegal reporta atividades il\u00edcitas, pelos fins ou meios usados. Ambas refletem a fraude, o branqueamento de capitais, os conflitos de interesse, o uso de informa\u00e7\u00e3o privilegiada, a desregula\u00e7\u00e3o e o enfraquecimento do estado. A Economia Informal e o Auto-consumo comportam atividades associadas a estrat\u00e9gias de melhoria de condi\u00e7\u00f5es de vida das fam\u00edlias ou de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Os estudos sobre a medida tendem a considerar apenas a Economia Subterr\u00e2nea, acabando, portanto, por subestimar o objeto. Mas perguntar\u00e3o: como medir o \u201cinvis\u00edvel\u201d (algo que, note-se, acontece com parte do PIB oficial)? H\u00e1 basicamente dois grupos de rigorosos e testados m\u00e9todos estat\u00edsticos capazes dessa medi\u00e7\u00e3o: monet\u00e1rios e de vari\u00e1vel latente. Recorrendo a estes m\u00e9todos, o OBEGEF tem revelado uma tend\u00eancia de aumento da economia paralela desde 1970. Em 2015, por exemplo, representou 27,29% do PIB oficial e correspondeu a 49 mil milh\u00f5es de euros, valor capaz de suportar o or\u00e7amento do minist\u00e9rio da Sa\u00fade durante cinco anos!<\/p>\n<p>Entre as principais causas do incremento recente em Portugal salientam-se a taxa de desemprego e a enorme carga fiscal, que incentivaram: manipula\u00e7\u00f5es contabil\u00edsticas; relat\u00f3rios fraudulentos com subfatura\u00e7\u00e3o, sobrefatura\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00f5es internacionais fict\u00edcias, sobretudo para a UE para receber o IVA; a exist\u00eancia de empresas fantasma; a utiliza\u00e7\u00e3o de para\u00edsos fiscais para evitar impostos; e o uso de informa\u00e7\u00e3o privilegiada. Como principais consequ\u00eancias real\u00e7a-se a distor\u00e7\u00e3o na concorr\u00eancia entre empresas, a redu\u00e7\u00e3o das receitas fiscais \u2013 logo a degrada\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas e do investimento e, assim, do crescimento e da redistribui\u00e7\u00e3o \u2013, e a incerteza na estabiliza\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Face a tudo isto, como \u00e9 poss\u00edvel entender, por exemplo, a falta de transpar\u00eancia na gest\u00e3o dos recursos p\u00fablicos, a lentid\u00e3o da justi\u00e7a, a suposta permiss\u00e3o do branqueamento de capitais, a n\u00e3o implementa\u00e7\u00e3o do crime de enriquecimento il\u00edcito e a aparente falta de vontade pol\u00edtica em atuar?<\/p>\n<p>\u00d3scar Afonso, Presidente do OBEGEF \u2013 Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Jornal de Not\u00edcias, Esta cr\u00f3nica inicia a colabora\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude (OBEGEF) com o Jornal de Not\u00edcias e, cabendo-me a mim a sua autoria, irei falar sobre a Economia Paralela (n\u00e3o Registada ou Sombra) em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"author":590,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,137,43],"tags":[],"class_list":["post-29629","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-de-noticias","category-publicacoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/590"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=29629"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29629\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29634,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29629\/revisions\/29634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=29629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=29629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=29629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}