{"id":26738,"date":"2016-06-03T07:51:39","date_gmt":"2016-06-03T07:51:39","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=26738"},"modified":"2016-06-03T07:57:02","modified_gmt":"2016-06-03T07:57:02","slug":"sofrerei-eu-da-sindroma-da-teoria-da-conspiracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=26738","title":{"rendered":"Sofrerei eu da s\u00edndroma da Teoria da Conspira\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Raquel Brito, Jornal i Online<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/ionline.sapo.pt\/512123?source=social\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><em><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Ji018.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>Todos n\u00f3s j\u00e1 nos deparamos com casos que nos deixaram com \u201ca pulga atr\u00e1s da orelha\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\"><!--more--><\/span><\/p>\n<p>No nosso dia-a-dia defrontamo-nos com situa\u00e7\u00f5es estranhas que, no m\u00ednimo, nos deixam intrigados. E que nos fazem pensar: Ser\u00e1 isto normal? Ser\u00e1 que fomos enganados? Estaremos a ser excessivamente desconfiados? Sofrerei eu da s\u00edndrome da \u201cTeoria da conspira\u00e7\u00e3o\u201d?<\/p>\n<p>Casos de <em>phishing<\/em>, falsos agentes de autoridade, fraudes aos consumidores, falsifica\u00e7\u00f5es de cart\u00f5es de cr\u00e9ditos, banc\u00e1rios que usurpam os bens dos clientes, falsos t\u00e9cnicos do g\u00e1s, da eletricidade e das telecomunica\u00e7\u00f5es\u2026uma lista infind\u00e1vel de casos que ocorrem no nosso quotidiano.<\/p>\n<p>Obviamente h\u00e1 muito de bom, nem tudo \u00e9 mau, no entanto, todos n\u00f3s j\u00e1 nos deparamos com casos que nos deixaram com \u201ca pulga atr\u00e1s da orelha\u201d. Ou, \u00e0 boa maneira portuguesa, se n\u00e3o foi connosco, foi com um amigo. S\u00e3o precisamente alguns desses casos que me trazem aqui hoje, n\u00e3o restando d\u00favidas que ser\u00e3o muitos mais!<\/p>\n<p><strong>Caso 1 \u2013 Concursos p\u00fablicos<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 conhecida a obrigatoriedade legal de tornar p\u00fablicos os concursos de contra\u00e7\u00e3o no setor p\u00fablico. Essencialmente, esta medida visa, creio eu, dar a conhecer \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral a abertura de uma ou mais vagas para determinado posto de trabalho e, consequentemente, tornar todo o processo transparente. Assim, perante esta possibilidade, todos os indiv\u00edduos eleg\u00edveis poder\u00e3o concorrer. At\u00e9 aqui tudo normal, parece justo. Mas, o que dizer quando para uma vaga concorrem 1000 eleg\u00edveis, 990 fazem a primeira prova de conhecimentos, sendo que 500 s\u00e3o reprovados, 489 obt\u00e9m resultados entre os 8,5 e os 12 valores, havendo um (1!) candidato que consegue 18 valores?<\/p>\n<p>As vagas ser\u00e3o dadas a conhecer ao grande p\u00fablico apenas por uma obrigatoriedade legal? Ou n\u00e3o? Ser\u00e1 que os candidatos partem todos do mesmo ponto? Ou ser\u00e1 que alguns s\u00f3 v\u00e3o, ingenuamente, perder tempo e gastar dinheiro em desloca\u00e7\u00f5es e refei\u00e7\u00f5es, para concorrer a um lugar que at\u00e9 j\u00e1 est\u00e1 preenchido?<\/p>\n<p><strong>Caso 2 \u2013 Administra\u00e7\u00f5es de condom\u00ednio<\/strong><\/p>\n<p>Relativamente a este ponto muito haveria para relatar, desde fraude fiscal \u00e0 falsa realiza\u00e7\u00e3o de obras, a lista \u00e9 enorme.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o raros os casos em que os fundos pertencentes a determinado condom\u00ednio se \u201cconfundem\u201d com os fundos da empresa que o administra, n\u00e3o s\u00e3o raros os casos que as administra\u00e7\u00f5es destitu\u00eddas n\u00e3o disponibilizam a presta\u00e7\u00e3o de contas, n\u00e3o s\u00e3o raros os casos em que n\u00e3o existe fatura para os servi\u00e7os de limpeza, para os servi\u00e7os de jardinagem, etc, etc.<\/p>\n<p>Contudo, o mais preocupante \u00e9 n\u00e3o existir uma entidade pr\u00f3pria que regule e fiscalize esta \u00e1rea de neg\u00f3cio. O IMPIC, instituto ao qual se devem endere\u00e7ar as reclama\u00e7\u00f5es efetuadas nas empresas de administra\u00e7\u00e3o de condom\u00ednio, remete os diferendos para os Julgados de Paz ou para um procedimento jur\u00eddico comum. A referida institui\u00e7\u00e3o apenas fiscaliza quest\u00f5es relativas \u00e0 obrigatoriedade de exist\u00eancia e \u00e0 disponibiliza\u00e7\u00e3o do livro de reclama\u00e7\u00f5es nas empresas de administra\u00e7\u00e3o de condom\u00ednios.<\/p>\n<p><strong>Caso 3 \u2013 Fraudes na sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Exames m\u00e9dicos: setor p\u00fablico Vs Setor privado<\/li>\n<\/ol>\n<p>Cada vez mais o SNS recorre \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade privadas para a realiza\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises, exames m\u00e9dicos e outros procedimentos. Em boa verdade, estas pr\u00e1ticas t\u00eam vindo a crescer, agilizando processos\u2026.Nomeadamente, tempos de espera excessivos (para os pacientes), descentraliza\u00e7\u00e3o de algumas rotinas m\u00e9dicas, evitar a concentra\u00e7\u00e3o de utentes. Com especial destaque para o exerc\u00edcio de uma medicina preventiva.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante a sua raz\u00e3o de ser, n\u00e3o poder\u00e1 este processo, sem o devido controlo, ser deturpado e tornar-se ilus\u00f3rio? Tornar-se numa fraude?<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio criar mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o efetiva no sentido de evitar o descontrolo.<\/p>\n<ol>\n<li>Efeito placebo?<\/li>\n<\/ol>\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o intrigante acontece quando nos \u00e9 receitado um medicamento (ou tratamento) para um problema que j\u00e1 n\u00e3o temos, j\u00e1 tivemos mas j\u00e1 n\u00e3o temos. Ou seja, j\u00e1 aconteceu um utente ser medicado por uma patologia que j\u00e1 teve mas, entretanto, j\u00e1 n\u00e3o tem. Se entre o tempo dos sintomas, da 1\u00aa consulta, dos exames e da 2\u00aa consulta, em que j\u00e1 nada \u00e9 detetado, para qu\u00ea prescrever tratamentos ou medica\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Existe, de facto, uma medicina preventiva, desconhe\u00e7o uma cure o que j\u00e1 est\u00e1 curado, com exce\u00e7\u00e3o do efeito placebo (e mesmo este ser\u00e1 <em>\u00e0 priori<\/em>, n\u00e3o <em>\u00e0 posteriori<\/em>).<\/p>\n<p><strong>Caso 4 \u2013 Fraudes no consumo<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Marcas brancas: uma fal\u00e1cia?<\/li>\n<\/ol>\n<p>Uma das componentes de maior considera\u00e7\u00e3o nas compras do supermercado \u00e9, sem d\u00favida, o pre\u00e7o dos produtos que pretendemos adquirir. Ou melhor ainda, \u00e9 fundamental estabelecer uma boa rela\u00e7\u00e3o entre o pre\u00e7o e a qualidade. Assim, no nosso p\u00e9riplo pelos corredores, deparamo-nos com as denominadas \u201cmarcas brancas\u201d. Logo \u00e0 partida pressup\u00f5em-se que sejam produzidas nos mesmos locais que as marcas, digamos, originais, garantindo a sua qualidade. O pre\u00e7o, esse sim, torna-se bem mais interessante!<\/p>\n<p>No entanto, enquanto consumidores devemos estar atentos a algumas situa\u00e7\u00f5es que interferem quer no pre\u00e7o, quer na qualidade: 1 \u2013 verificar se o peso\/volume indicado na embalagem \u00e9 o real (foram analisados produtos de marca branca cujo peso real \u00e9 inferior ao indicado na embalagem); 2 \u2013 a mesma gramagem para diferentes produ\u00e7\u00f5es (por exemplo, uma gelatina de marca branca com peso igual \u00e0 marca original, mas \u00e0 qual dever\u00e1 ser acrescentada menos \u00e1gua, produzindo uma menor quantidade do produto final).<\/p>\n<ol>\n<li>Pre\u00e7os na prateleira e pre\u00e7os na caixa registadora<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00c9 recorrente, numa cadeia de supermercados, os pre\u00e7os marcados nas prateleiras (ou mesmo em cat\u00e1logo) serem distintos dos pre\u00e7os que surgem no sistema inform\u00e1tico na hora do pagamento. Sendo que estes \u00faltimos apresentam sempre um valor superior <em>\u201c\u2026o pre\u00e7o correto ainda n\u00e3o est\u00e1 no sistema inform\u00e1tico\u2026\u201d<\/em>. Parece estranho haver cat\u00e1logos e etiquetas atualizadas nas prateleiras e ter um sistema inform\u00e1tico invariavelmente desatualizado.<\/p>\n<p>Procuro ser uma cidad\u00e3 atenta, mesmo em \u00e1reas que n\u00e3o s\u00e3o da minha estrita compet\u00eancia. Atenta, principalmente ao mundo que me rodeia pelo que determinadas situa\u00e7\u00f5es agu\u00e7am o meu esp\u00edrito cr\u00edtico.<\/p>\n<p>Atenta e interveniente!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raquel Brito, Jornal i Online, Todos n\u00f3s j\u00e1 nos deparamos com casos que nos deixaram com \u201ca pulga atr\u00e1s da orelha\u201d &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-26738","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26738","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26738"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26738\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26740,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26738\/revisions\/26740"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26738"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26738"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26738"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}