{"id":25288,"date":"2016-03-24T23:47:22","date_gmt":"2016-03-24T23:47:22","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=25288"},"modified":"2016-03-25T08:11:57","modified_gmt":"2016-03-25T08:11:57","slug":"fraude-ocupacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=25288","title":{"rendered":"Fraude ocupacional"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Raquel Brito, Jornal i Online<br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/artigo\/501266\/fraude-ocupacional?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/>\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Ji008.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>H\u00e1 na Fraude uma viola\u00e7\u00e3o das boas pr\u00e1ticas sociais, da \u00e9tica e por vezes da pr\u00f3pria lei, sempre com inten\u00e7\u00e3o de enganar, provocando um dano (frequentemente econ\u00f3mico)<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>Edwin Sutherland (1939) \u00e9 uma refer\u00eancia no que respeita a estudos dos denominados crimes econ\u00f3micos, inclusivamente, muita da atual literatura decorre dos estudos iniciais deste investigador, que lan\u00e7ou para o debate a conhecida express\u00e3o white collar crime.<\/p>\n<\/div>\n<p>Na verdade, os crimes de colarinho branco s\u00e3o intemporais, sempre estiveram presentes na vida em sociedade e em todos os estratos sociais. Casos como Alves Reis, D. Branca, \u201c a banqueira do povo\u201d, ou mesmo Bernard Madoff, apenas s\u00e3o os mais medi\u00e1ticos, coexistindo em paralelo com estes uma imensid\u00e3o de outros casos. N\u00e3o sendo, no entanto, estes muitas vezes conhecidos do grande p\u00fablico, os danos que causam nas pequenas e m\u00e9dias empresas ditam muitas vezes o seu encerramento. Os custos chegam a ser t\u00e3o significativos que, entre 30 a 50% das empresas s\u00e3o for\u00e7adas a declarar fal\u00eancia. Podendo, igualmente, provocar danos na reputa\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es e gerar conflitos emocionais nos trabalhadores.<\/p>\n<p>O conceito Fraude implica M\u00e1s artes que causam dolo, ou ainda, qualquer crime para a obten\u00e7\u00e3o de lucro, utilizando como principal modus operandus o logro. H\u00e1 na Fraude uma viola\u00e7\u00e3o das boas pr\u00e1ticas sociais, da \u00e9tica e por vezes da pr\u00f3pria lei, sempre com inten\u00e7\u00e3o de enganar, provocando um dano (frequentemente econ\u00f3mico). Todavia, da diversidade de comportamentos fraudulentos existentes, esta reflex\u00e3o visa os cometidos no local de trabalho pelos trabalhadores, sobre as organiza\u00e7\u00f5es ou sobre outros membros pertencentes a esta. Relativamente a estes comportamentos a literatura refere in\u00fameras terminologias, nomeadamente, workplace deviance behavior, counterprodutive work behaviors, workplace Mistreatment, fraude e abusos ocupacionais.<\/p>\n<p>Em suma, percebe-se que estas terminologias visam comportamentos tidos como fraude ocupacional, ou seja, a utiliza\u00e7\u00e3o de um emprego para enriquecimento pessoal, atrav\u00e9s do deliberado uso ou aplica\u00e7\u00e3o indevidas dos recursos ou activos da entidade empregadora. Comportamentos que incluem uma variedade de condutas de executivos, gestores e trabalhadores n\u00e3o especializados, abrangendo desde rebuscadas fraudes de investimento a pequenos furtos.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma pan\u00f3plia de motivos que leva um trabalhador a desviar-se da sua conduta \u00edntegra.<br \/>\n1- A insatisfa\u00e7\u00e3o laboral \u00e9 um sentimento que reflete algumas atitudes dos trabalhadores perante o seu posto de trabalho. Se os trabalhadores insatisfeitos permanecerem na organiza\u00e7\u00e3o, os mesmos, poder\u00e3o enveredar por comportamentos contra produtivos.<br \/>\n2 - Os pr\u00f3prios tra\u00e7os da personalidade poder\u00e3o ser um fator impulsionador destes comportamentos.<br \/>\n3 - O crescimento da precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, das rela\u00e7\u00f5es laborais cada vez mais impessoais e curtas, ou mesmo da mobilidade de trabalhadores nos grandes espa\u00e7os comerciais.<br \/>\n4 - Por outro lado, ser\u00e3o estes comportamentos uma aprendizagem desenvolvida atrav\u00e9s do processo comunicacional como outra qualquer? Ou seja, ser\u00e1 que nas organiza\u00e7\u00f5es os empregados desonestos acabar\u00e3o por influenciar um conjunto de trabalhadores honestos?<br \/>\nEm bom rigor, n\u00e3o se pode apontar uma \u00fanica dire\u00e7\u00e3o para as motiva\u00e7\u00f5es que subjazem a estes comportamentos, os estudos internacionais referem que as motiva\u00e7\u00f5es s\u00e3o complexas, diversas e poder\u00e3o ocorrer em simult\u00e2neo.<\/p>\n<p>Conhecidos por todos n\u00f3s, os comportamentos fraudulentos cometidos no interior das organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o diversos, nomeadamente utilizar baixa por doen\u00e7a quando n\u00e3o se est\u00e1 doente, receber dinheiro indevido por reembolso de despesas, utilizar descontos de empregado para aquisi\u00e7\u00e3o de bens para amigos ou familiares. Ou ainda, o absentismo volunt\u00e1rio, chegar atrasado, fazer intervalos prolongados e em n\u00famero excessivo, consumo de drogas e \u00e1lcool, conversar com os colegas por longos per\u00edodos, sabotagem, incivilidades, ass\u00e9dio sexual, difama\u00e7\u00e3o, dissemina\u00e7\u00e3o de rumores, agress\u00e3o f\u00edsica e muitos mais\u2026<\/p>\n<p>Como j\u00e1 referido anteriormente, as fraudes cometidas pelos trabalhadores s\u00e3o respons\u00e1vel por elevados custos econ\u00f3micos para as empresas, tornando-se num problema dispendioso e generalizado. Os efeitos adversos destas perdas s\u00e3o sentidos pelos consumidores, pois estima-se que os pre\u00e7os dos produtos sofram um acr\u00e9scimo de 10 a 15% com o intuito de cobrir estas perdas.<\/p>\n<p>Estudos internacionais revelam que 75% dos trabalhadores alegadamente furtam o seu empregador pelo menos uma vez, estimando-se que 33 % a 75% de todos os funcion\u00e1rios se envolveram em comportamentos fraudulentos, entre os quais furto, vandalismo, sabotagem e absentismo volunt\u00e1rio. Em termos de relev\u00e2ncia, por setor econ\u00f3mico, 22,1% dos furtos dos trabalhadores ocorrem no ramo da hotelaria e restaura\u00e7\u00e3o, e 5,2% das fraudes dos trabalhadores refletem-se mais na \u00e1rea dos seguros e setor financeiro.<\/p>\n<p>Revela-se importante o estudo deste fen\u00f3meno em contexto nacional, e perceber o que poder\u00e1 ser melhorado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raquel Brito, Jornal i Online \u00a0 H\u00e1 na Fraude uma viola\u00e7\u00e3o das boas pr\u00e1ticas sociais, da \u00e9tica e por vezes da pr\u00f3pria lei, sempre com inten\u00e7\u00e3o de enganar, provocando um dano (frequentemente econ\u00f3mico)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-25288","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25288"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25288\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25291,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25288\/revisions\/25291"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}