{"id":25151,"date":"2016-03-18T07:36:16","date_gmt":"2016-03-18T07:36:16","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=25151"},"modified":"2016-03-18T08:31:02","modified_gmt":"2016-03-18T08:31:02","slug":"etica-conduta-integridade-e-integracao-e-coesao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=25151","title":{"rendered":"\u00c9tica, Conduta, Integridade e Integra\u00e7\u00e3o e Coes\u00e3o Social"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, Jornal i Online<br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/artigo\/500681\/etica-conduta-integridade-e-integracao-e-coesao-social?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/>\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Ji007.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>N\u00e3o basta invocar os Valores. \u00c9 necess\u00e1rio que eles sejam operacionalizados! \u00c9 necess\u00e1rio que as ac\u00e7\u00f5es dos sujeitos traduzam e mostrem esses Valores! \u00c9 necess\u00e1rio que as Condutas dos sujeitos decorram desses Valores e sejam conformes com eles!<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>Como j\u00e1 tivemos oportunidade de referir em reflex\u00f5es anteriores, o homem \u00e9 um animal greg\u00e1rio. \u00c9 um animal (\u00e9 o animal racional, como sempre ouvimos dizer desde os bancos da escola) que vive e se realiza em grupo. E, nessa medida, o grupo \u00e9 um elemento central, determinante, que contextualiza toda a vida dos indiv\u00edduos que o constituem - a comunidade. E a comunidade, entendida como a rede de indiv\u00edduos, de grupos de indiv\u00edduos, agregados em torno dos mais diversos interesses, \u00e9 composta desde logo pelas fam\u00edlias \u2013 a fam\u00edlia \u00e9 a c\u00e9lula fundamental de qualquer sociedade humana -, pelos amigos, pelos colegas de trabalho, pelos vizinhos, pelos crentes de uma congrega\u00e7\u00e3o religiosa, pelos associados, simpatizantes e adeptos de um clube, enfim por toda e qualquer forma mais ou menos simb\u00f3lica e volunt\u00e1ria de agrega\u00e7\u00e3o dos sujeitos.<\/p>\n<p>Todos fazemos parte e nos identificamos com algumas agrega\u00e7\u00f5es de indiv\u00edduos \u2013 a minha fam\u00edlia, os meus amigos, os meus colegas de trabalho, os meus vizinhos, os adeptos do meu clube. E estas rela\u00e7\u00f5es traduzem, para cada sujeito \u2013 para cada eu \u2013, sentimentos de perten\u00e7a, de integra\u00e7\u00e3o social, de fazer parte plena do grupo e da sociedade e de a viver.<\/p>\n<p>Deste ponto de vista, enquanto indiv\u00edduos, podemos aceitar a ideia de estarmos todos condenados a ter de viver uns com os outros. E viver em comunidade \u2013 conviver \u2013 implica necessariamente partilhar. Partilhar objectos, partilhar ideias, partilhar interesses, partilhar refer\u00eancias culturais, partilhar c\u00f3digos comunicacionais e afectos, enfim partilhar tudo.<\/p>\n<p>Conviver \u00e9 portanto um processo de partilhar e de saber partilhar. Viver em sociedade implica necessariamente alguma capacidade de ced\u00eancia, alguma capacidade para aceitar o outro e a sua individualidade \u2013 a sua diferen\u00e7a. S\u00f3 assim, neste enquadramento, com esta capacidade para cedermos um pouco de n\u00f3s, dos nossos interesses particulares, podemos esperar que aqueles que nos rodeiam sejam igualmente capazes de ceder um pouco dos seus interesses particulares para nos aceitar tal como somos. Para que consigamos estar juntos e, assim juntos, sejamos e sintamos ser sempre mais do que o soma das partes, do que cada um individualmente.<\/p>\n<p>Chegados a este ponto, os leitores mais resistentes poder\u00e3o, com alguma raz\u00e3o, questionar, <em>Ok, tudo bem! Estamos a perceber a ideia que se procura transmitir \u2013 Afinal viver em grupo \u00e9 seguramente melhor do que uma vida isolada, que seria provavelmente algo desprovido de sentido. Uma seca\u2026 Mas qual a rela\u00e7\u00e3o de tudo isto com o t\u00edtulo da cr\u00f3nica? Com a \u00c9tica, a Conduta, a Integridade e a Integra\u00e7\u00e3o Social?<\/em><\/p>\n<p>Direi naturalmente que <em>essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 total!<\/em><\/p>\n<p>E \u00e9 total porque, como estamos a procurar mostrar, a ideia de Integra\u00e7\u00e3o Social, significa que, enquanto indiv\u00edduos, somos capazes de nos aceitar mutuamente, cedendo aqui e ali, \u00e9 certo \u2013 a capacidade de ceder \u00e9 uma esp\u00e9cie de custo do processo para cada sujeito \u2013, mas permitindo encontrar e estabelecer pontos de partilha de ideias, de projectos, de s\u00edmbolos, de seguran\u00e7a, enfim de tantas coisas ou mesmo de tudo.<\/p>\n<p>E a \u00c9tica, a Conduta e a Integridade s\u00e3o dimens\u00f5es de grande import\u00e2ncia neste contexto. Referem-se todas, em patamares diferentes \u00e9 certo, aos Valores partilhados e sustentados pelo grupo. Os Valores e a sua partilha \u2013 sejam eles quais forem \u2013 s\u00e3o determinantes para a manuten\u00e7\u00e3o da estabilidade e coes\u00e3o de qualquer grupo de indiv\u00edduos. Sem valores estabelecidos e partilhados, em que todos acreditem e nos quais se revejam, provavelmente a ideia de grupo perde-se. Sem valores partilhados provavelmente deixaremos de ter \u2013 de ser \u2013 um grupo, uma sociedade. Passaremos a ser um conjunto de indiv\u00edduos, sem grandes afinidades e refer\u00eancias conjuntas.<\/p>\n<p>A \u00c9tica traduz esse conjunto coerente de valores, que funciona como uma esp\u00e9cie de b\u00fassola, de enquadramento, de cimento, que norteia e contextualiza a exist\u00eancia colectiva do grupo.<\/p>\n<p>Mas se ter um conjunto de Valores em que acreditamos \u00e9 condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, todavia ela n\u00e3o \u00e9 suficiente. N\u00e3o basta invocar os Valores. \u00c9 necess\u00e1rio que eles sejam operacionalizados! \u00c9 necess\u00e1rio que as ac\u00e7\u00f5es dos sujeitos traduzam e mostrem esses Valores! \u00c9 necess\u00e1rio que as Condutas dos sujeitos decorram desses Valores e sejam conformes com eles! Que os deixem transparecer. Mas mais, \u00e9 necess\u00e1rio que a actua\u00e7\u00e3o dos sujeitos seja sempre, a todo o tempo, essa, ou seja que a sequ\u00eancia das ac\u00e7\u00f5es da sua vida se revele Integra. Que essas ac\u00e7\u00f5es sejam coerentes entre si, umas com as outras, e concordantes com os Valores.<\/p>\n<p>S\u00f3 com viv\u00eancias Integras e coerentes com Valores socialmente assumidos e partilhados, podemos contribuir para a manuten\u00e7\u00e3o da Integra\u00e7\u00e3o e Coes\u00e3o Social!<\/p>\n<p>Todas as ac\u00e7\u00f5es que se afastem desta rela\u00e7\u00e3o, como sejam por exemplo as pr\u00e1ticas de fraude e corrup\u00e7\u00e3o, cont\u00e9m, para l\u00e1 de toda a censurabilidade social que lhes est\u00e1 associada, o risco de gerar descren\u00e7a, descr\u00e9dito e, no limite, desagrega\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, Jornal i Online \u00a0 N\u00e3o basta invocar os Valores. \u00c9 necess\u00e1rio que eles sejam operacionalizados! \u00c9 necess\u00e1rio que as ac\u00e7\u00f5es dos sujeitos traduzam e mostrem esses Valores! \u00c9 necess\u00e1rio que as Condutas dos sujeitos decorram desses Valores e sejam conformes com eles!<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-25151","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25151"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25151\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25157,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25151\/revisions\/25157"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}