{"id":24948,"date":"2016-03-04T07:00:36","date_gmt":"2016-03-04T07:00:36","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=24948"},"modified":"2016-03-03T19:08:55","modified_gmt":"2016-03-03T19:08:55","slug":"globalizacao-desenvolvimento-e-governanca-a-duplicacao-funcional-enquanto-elemento-da-fraude-na-gestao-da-escassez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=24948","title":{"rendered":"Globaliza\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e governan\u00e7a \u2013 a duplica\u00e7\u00e3o funcional enquanto elemento da fraude na gest\u00e3o da escassez"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jos\u00e9 Leal, Jornal i Online<br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/artigo\/497914\/globalizacao-desenvolvimento-e-governanca-a-duplicacao-funcional-enquanto-elemento-da-fraude-na-gestao-da-escassez?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/>\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Ji005.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>A comunidade dos indiv\u00edduos necessita de organiza\u00e7\u00e3o para poder funcionar de forma eficaz, de modo a satisfazer e a ir de encontro \u00e0s necessidades das institui\u00e7\u00f5es, dos grupos, e dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>...<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A comunidade dos indiv\u00edduos necessita de organiza\u00e7\u00e3o para poder funcionar de forma eficaz, de modo a satisfazer e a ir de encontro \u00e0s necessidades das institui\u00e7\u00f5es, dos grupos, e dos indiv\u00edduos. Como tal, no processo evolutivo daquilo que se passou a designar de processo de desenvolvimento civilizacional, a comunidade tende a alargar-se e a ceder lugar a uma sociedade complexa, ou tendo em linha de conta o contexto global, a sociedades complexas, com graus de estabilidade politica e social, de distribui\u00e7\u00e3o de recursos econ\u00f3micos, e de acesso ao conhecimento e \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o pela popula\u00e7\u00e3o em geral, de forma desigual.<\/p>\n<p>Coabitamos num mundo que se estriba mais num plano de desequil\u00edbrio, que propriamente no que se poderia designar de equil\u00edbrio prec\u00e1rio, na medida em que o processo de globaliza\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou um tal n\u00edvel de interdepend\u00eancia e de intercomunicabilidade, mas de \u00e2mbito predat\u00f3rio e parasit\u00e1rio, que qualquer cidad\u00e3o m\u00e9dio do primeiro mundo, se deve interrogar, de quando em vez, sobre a sorte que o destino lhe proporcionou ao ter nascido em pa\u00edses desenvolvidos, ou em vias de desenvolvimento. Toda a estrutura organizativa das sociedades se baseia na problem\u00e1tica da gest\u00e3o da escassez dos recursos que det\u00eam ao seu dispor. \u00c9 consabido como em determinadas sociedades em que dominam governos autorit\u00e1rios e autocr\u00e1ticos, com estruturas e sistemas organizativos r\u00edgidos dominados por agrupamentos sociais que se orientam por objetivos particulares em detrimento do interesse publico, se geram pr\u00e1ticas corruptivas e de favorecimento pessoal que no plano \u00e9tico se revelam reprov\u00e1veis e mesmo ilegais, com grav\u00edssimas repercuss\u00f5es sobre o processo de desenvolvimento dessas sociedades, sendo que em demasiadas situa\u00e7\u00f5es se traduz por opress\u00e3o, ignor\u00e2ncia, pobreza generalizada, instabilidade social, e guerra. Em algumas sociedades essas pr\u00e1ticas tornaram-se de tal forma end\u00e9micas, que s\u00e3o toleradas e percecionadas como normais. \u00c9 pois o expoente m\u00e1ximo do produto da fraude a operar na alma do ser humano, muitas das vezes tendo em vista quest\u00f5es b\u00e1sicas de sobreviv\u00eancia que se imp\u00f5em no quotidiano do individuo.<\/p>\n<p>Todavia, os maus exemplos, assim como a express\u00e3o da subrepticidade da fraude no comportamento humano n\u00e3o a encontramos apenas nos contextos referidos, mas tamb\u00e9m na dimens\u00e3o do que classificamos como primeiro mundo, ou seja, o mundo onde exprimimos a nossa exist\u00eancia enquanto cidad\u00e3os de Portugal e da Europa. Os recursos p\u00fablicos que deveriam estar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o e ao servi\u00e7o das necessidades da comunidade s\u00e3o muitas das vezes investidos em determinados projetos e \u00e1reas funcionais tendo em linha de conta a falta de conhecimento do operador decisor e das press\u00f5es de determinados agrupamentos sociais que incorporam certas institui\u00e7\u00f5es vitais no funcionamento da sociedade em que vivemos.<\/p>\n<p>Perspetivando a particularidade do sistema da seguran\u00e7a p\u00fablica, materializado na seguran\u00e7a interna, e a forma como est\u00e1 organizado e estruturado, nas institui\u00e7\u00f5es publicas que o comp\u00f5em, vislumbramos de forma clara e inequ\u00edvoca, um evidente desconserto, aparentemente organizado, pejado de duplica\u00e7\u00f5es funcionais que apenas servem determinados grupos de profissionais que integram essas institui\u00e7\u00f5es, em regra os detentores de maior n\u00edvel hier\u00e1rquico e de estatuto, e como tal de poder; da necessidade de especializa\u00e7\u00e3o, ao despesismo atrav\u00e9s da duplica\u00e7\u00e3o funcional como meio de domina\u00e7\u00e3o e de afirma\u00e7\u00e3o de determinados grupos profissionais, e de determinadas corpora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Sob a capa de uma aparente normalidade e efici\u00eancia sist\u00e9mica, suportada por uma, julgamos boa-f\u00e9, falta de conhecimento do decisor sobre o pr\u00f3prio sistema, algum protecionismo deliberado sobre determinados grupos, a indiferen\u00e7a face a uma gest\u00e3o ineficaz da escassez dos recursos p\u00fablicos dispon\u00edveis, e a massifica\u00e7\u00e3o informacional dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social relativamente a determinados casos em concreto, o referido sistema de seguran\u00e7a p\u00fablica tende a refletir-se sobre o nosso quotidiano mediante a representa\u00e7\u00e3o de uma estranha, porque aparente, normalidade e efici\u00eancia, que no final se traduz em mais um dos ind\u00edcios da invisibilidade da fraude nos sistemas que comp\u00f5em a nossa sociedade. E assim vamos percecionando as coisas, os dispositivos, as estruturas, as organiza\u00e7\u00f5es, e as estrat\u00e9gicas, num plano de suposta normalidade e efici\u00eancia.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Leal, Jornal i Online \u00a0 A comunidade dos indiv\u00edduos necessita de organiza\u00e7\u00e3o para poder funcionar de forma eficaz, de modo a satisfazer e a ir de encontro \u00e0s necessidades das institui\u00e7\u00f5es, dos grupos, e dos indiv\u00edduos. &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,129],"tags":[],"class_list":["post-24948","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24948","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24948"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24948\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24951,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24948\/revisions\/24951"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24948"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24948"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24948"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}