{"id":24700,"date":"2016-02-12T00:09:04","date_gmt":"2016-02-12T00:09:04","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=24700"},"modified":"2016-02-12T08:02:13","modified_gmt":"2016-02-12T08:02:13","slug":"a-economia-nao-registada-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=24700","title":{"rendered":"A Economia N\u00e3o-Registada em Portugal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>\u00d3scar Afonso, Jornal i Online<br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/ionline.pt\/artigo\/495510\/a-economia-nao-registada-em-portugal?seccao=Opiniao_i\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/>\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Ji002.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>Em todos os pa\u00edses existe uma parte da Economia, a ENR, cuja atividade, usualmente fruto de comportamentos marginais e desviantes, n\u00e3o \u00e9 medida pela contabilidade nacional. Encontrar uma defini\u00e7\u00e3o formal \u00e9 dif\u00edcil, porque o fen\u00f3meno \u00e9 complexo, est\u00e1 em constante muta\u00e7\u00e3o e acomoda a Economia Subdeclarada, a Ilegal, a Informal e o Autoconsumo.<!--more--><\/p>\n<p>A Economia Subdeclarada, motivada por raz\u00f5es fiscais, corresponde \u00e0s transa\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas que n\u00e3o s\u00e3o contabilizadas para evitar o pagamento de impostos e contribui\u00e7\u00f5es. A Economia Ilegal incorpora as atividades que n\u00e3o s\u00e3o contabilizadas por serem il\u00edcitas, pelos fins ou meios usados. A Economia Informal e o Autoconsumo comportam atividades essencialmente associadas a estrat\u00e9gias de melhoria de condi\u00e7\u00f5es de vida das fam\u00edlias ou de sobreviv\u00eancia. Assim, enquanto a Economia Subterr\u00e2nea e a Ilegal refletem um conjunto de fatores desestruturantes da sociedade, Economia Informal e o Autoconsumo podem expressar vantagens sociais. A distin\u00e7\u00e3o entre r\u00fabricas \u00e9, portanto, muito relevante.<\/p>\n<p>Acontece que os estudos sobre a sua mensura\u00e7\u00e3o tendem a considerar apenas uma ou algumas das r\u00fabricas, geralmente a Economia Subterr\u00e2nea, acabando por subestimar o objeto. Mas como medir o \u201cinvis\u00edvel\u201d (algo que acontece tamb\u00e9m com parte do produto oficial)? H\u00e1 dois grandes grupos de rigorosos e testados m\u00e9todos estat\u00edsticos e econom\u00e9tricos: os monet\u00e1rios e os de vari\u00e1vel latente. Recorrendo a estes m\u00e9todos, o OBEGEF tem dado conta do peso da ENR em Portugal. Os \u00faltimos dados existentes, para o per\u00edodo 1970-2013, revelam uma tend\u00eancia de aumento, representando 26,81% do PIB oficial e valendo 45 901 milh\u00f5es de euros em 2013; ou seja, o or\u00e7amento do minist\u00e9rio da Sa\u00fade durante cinco anos.<\/p>\n<p>Entre as principais causas do incremento em Portugal, salientam-se a carga fiscal e a taxa de desemprego, crescendo, em particular, o incentivo para: branqueamento de capitais; manipula\u00e7\u00f5es contabil\u00edsticas e relat\u00f3rios fraudulentos de empresas; manipula\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os de transfer\u00eancia, de subfatura\u00e7\u00e3o e sobrefatura\u00e7\u00e3o em opera\u00e7\u00f5es internacionais; utiliza\u00e7\u00e3o de para\u00edsos fiscais; surgimento de empresas fantasma; realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es fict\u00edcias na Uni\u00e3o Europeia para receber IVA; uso de informa\u00e7\u00e3o privilegiada; realiza\u00e7\u00e3o de transa\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas sem fatura. Correspondendo \u00e0 exist\u00eancia de atividades, ou formas delas, proibidas por lei e\/ou conden\u00e1veis, a ENR distorce a concorr\u00eancia, sustenta pol\u00edticas econ\u00f3micas desajustadas da realidade, conduz a uma ineficiente afeta\u00e7\u00e3o dos recursos, e reduz as receitas do Estado \u2013 logo degrada as contas p\u00fablicas, penaliza o investimento e o crescimento, e restringe a possibilidade de servi\u00e7os p\u00fablicos e empreendimentos para a comunidade.<\/p>\n<p>Genericamente, o combate da: (i) Economia Subterr\u00e2nea exige maior moral fiscal, mais regula\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o, uma pol\u00edtica fiscal e or\u00e7amental adequada; (ii) Economia Ilegal exige criminaliza\u00e7\u00e3o e funcionamento da justi\u00e7a; (iii) Economia Informal e do Autoconsumo exige apoio (ex: microcr\u00e9dito e apoio t\u00e9cnico) para se integrar no modo de produ\u00e7\u00e3o dominante. O combate \u00e0 ENR \u00e9 ainda uma estrada \u201csem fim \u00e0 vista\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3scar Afonso, Jornal i Online \u00a0 Em todos os pa\u00edses existe uma parte da Economia, a ENR, cuja atividade, usualmente fruto de comportamentos marginais e desviantes, n\u00e3o \u00e9 medida pela contabilidade nacional. 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