{"id":24479,"date":"2016-01-29T01:24:10","date_gmt":"2016-01-29T01:24:10","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=24479"},"modified":"2016-01-29T10:10:05","modified_gmt":"2016-01-29T10:10:05","slug":"o-principio-da-realidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=24479","title":{"rendered":"O princ\u00edpio da realidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, OBEGEF<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=24479&amp;preview=true\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/>\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/NaoI_059.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>O princ\u00edpio da realidade come\u00e7ou a fazer-se sentir, fazendo-nos perceber que afinal as grandes orienta\u00e7\u00f5es macro pol\u00edticas dificilmente poder\u00e3o ser muito distintas das anteriores e que continuar\u00e3o e ser-nos impostas do exterior<\/p>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div>\n<p>Na cr\u00f3nica que deix\u00e1mos neste espa\u00e7o a 6 de Novembro de 2015 (suspensos - <a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=23253\">http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=23253<\/a>), diz\u00edamos, a prop\u00f3sito dos resultados eleitorais das elei\u00e7\u00f5es de 4 de Outubro e do jogo das movimenta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que dele resultou para a constitui\u00e7\u00e3o do Governo, e que acabou por se traduzir, como tudo fazia presumir, na solu\u00e7\u00e3o governativa a que acab\u00e1mos por chegar, que o acordo \u00e0 esquerda se mostrava fr\u00e1gil.<\/p>\n<p>Apesar do esfor\u00e7o discursivo dos l\u00edderes das for\u00e7as pol\u00edticas em presen\u00e7a afirmar a harmonia de projectos e prop\u00f3sitos, a verdade \u00e9 que, sobretudo por ter sido alcan\u00e7ado assim t\u00e3o rapidamente, como um estalar de dedos, sem tempo para traduzir um projecto muito pensado e amadurecido, dificilmente se poderia consubstanciar numa base de trabalho de grande solidez.<\/p>\n<p>Rapidamente se percebeu que o grande \u2013 e \u00fanico, como confirmamos agora \u2013 prop\u00f3sito comum era o de evitar a continua\u00e7\u00e3o da governa\u00e7\u00e3o anterior, ou seja de afastar a austeridade. E, como \u00e9 bom de ver, a argumenta\u00e7\u00e3o nesse sentido rapidamente recolhe um grande apoio das pessoas e traduz-se em reac\u00e7\u00f5es de consumistas \u2013 os \u00edndices de consumo est\u00e3o j\u00e1 a registar sinais de incremento \u2013. Afinal de contas ningu\u00e9m \u00e9 genuinamente a favor da austeridade. O recurso a essa op\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre resultado de uma imposi\u00e7\u00e3o, e a troika tinha-nos imposto essa via.<\/p>\n<p>Mas, importa recordar, foi atrav\u00e9s das medidas de austeridade que, segundo os sinais que vamos conhecendo, conseguimos dar alguns passos \u2013 t\u00e9nues, \u00e9 certo! \u2013 no sentido de alterarmos a conjuntura pesada das nossas d\u00edvidas p\u00fablica e privada. Mas mais passos teriam de se seguir\u2026<\/p>\n<p>Como afirm\u00e1mos na ocasi\u00e3o, a solu\u00e7\u00e3o governativa \u00e0 esquerda tornar-se-ia vol\u00e1til quando em contacto com a realidade. E de facto \u00e9 isso mesmo que temos testemunhado nas \u00faltimas semanas.<\/p>\n<p>Primeiro, verific\u00e1mos que a solu\u00e7\u00e3o encontrada para o \u201cburaco\u201d provocado pelo BANIF acabou por ser exactamente id\u00eantica \u00e0 dos casos anteriores, ou seja que v\u00e3o ser os mesmos do costume \u2013 os cidad\u00e3os contribuintes \u2013 a pagar a factura. Esta solu\u00e7\u00e3o motivou logo a rejei\u00e7\u00e3o da uma das for\u00e7as pol\u00edticas desse acordo de princ\u00edpio e permitiu verificar que no essencial a pol\u00edtica do Governo n\u00e3o se tinha afastado grandemente das linhas de ac\u00e7\u00e3o dos anteriores.<\/p>\n<p>Agora, o projecto de or\u00e7amento de Estado apresentado pelo Governo em Bruxelas motiva reac\u00e7\u00f5es negativas. \u00c0 semelhan\u00e7a do que sucedeu com a Gr\u00e9cia no ano passado, os sinais que se conhecem apontam para a necessidade de inser\u00e7\u00e3o de medidas adicionais de austeridade.<\/p>\n<p>O princ\u00edpio da realidade come\u00e7ou a fazer-se sentir, fazendo-nos perceber que afinal as grandes orienta\u00e7\u00f5es macro pol\u00edticas dificilmente poder\u00e3o ser muito distintas das anteriores e que continuar\u00e3o e ser-nos impostas do exterior. Por isso, muito provavelmente o caminho a seguir acabar\u00e1 por n\u00e3o se afastar muito do que foi trilhado at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que esta inger\u00eancia europeia nos or\u00e7amentos dos pa\u00edses n\u00e3o deixa de conter alguns contornos de intromiss\u00e3o na soberania dos Estados. Por isso ela n\u00e3o pode nunca deixar de ser questionada. Mas, como temos visto e a din\u00e2mica evolutiva da hist\u00f3ria econ\u00f3mica e social tem demonstrado, o poder tem sido exercido sempre no sentido dos credores sobre os devedores, dos mais fortes sobre os mais fracos e, de modo realista, dificilmente se imagina algo diferente.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, OBEGEF \u00a0 O princ\u00edpio da realidade come\u00e7ou a fazer-se sentir, fazendo-nos perceber que afinal as grandes orienta\u00e7\u00f5es macro pol\u00edticas dificilmente poder\u00e3o ser muito distintas das anteriores e que continuar\u00e3o e ser-nos impostas do exterior<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,126],"tags":[],"class_list":["post-24479","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-obegef"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24479","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24479"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24479\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24490,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24479\/revisions\/24490"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}