{"id":24475,"date":"2016-01-28T16:29:48","date_gmt":"2016-01-28T16:29:48","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=24475"},"modified":"2016-01-28T16:29:48","modified_gmt":"2016-01-28T16:29:48","slug":"sera-que-vale-tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=24475","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que vale tudo?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Elisabete Maciel, Vis\u00e3o online<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/opiniao\/silnciodafraude\/2016-01-28-Sera-que-vale-tudo-\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/>\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/VisaoE367.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p><em>\u201cEu n\u00e3o aceito que a \u00e9tica do mercado, que \u00e9 profundamente malvada, perversa, a \u00e9tica da venda, do lucro, seja a que satisfaz ao ser humano\u201d (Paulo Freire)<\/em><br \/>\n...<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\"><!--more--><\/span><\/p>\n<p>O Sr. Mateus possu\u00eda uma pequena casinha, rodeada por um ex\u00edguo terreno numa aldeia do interior onde gostava de se deslocar para se dedicar ao seu passatempo preferido: fazer um pouco de agricultura biol\u00f3gica. No entanto, devido \u00e0 sua atividade profissional, precisava de ter acesso ocasional \u00e0 Internet para poder despachar os mails de trabalho, os quais lhe iam surgindo durante a sua estadia. Embora possu\u00edsse um <em>smartphone<\/em> com acesso \u00e0 Internet, este n\u00e3o o satisfazia pois, por vezes tinha de descarregar imagens que se tornavam ileg\u00edveis num equipamento com um tamanho t\u00e3o reduzido. O acesso tinha de ser feito recorrendo ao computador.<\/p>\n<p>Como estava fora de quest\u00e3o fazer um contrato de rede fixa com uma operadora, o qual lhe ficaria muito dispendioso, come\u00e7ou a investigar a possibilidade de utilizar a rede m\u00f3vel. Embora a aldeia n\u00e3o estivesse nos confins do mundo constatou que, das operadores que disponibilizavam tal servi\u00e7o, s\u00f3 uma lhe possibilitava estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o com alguma qualidade. O problema da concorr\u00eancia estava resolvido.<\/p>\n<p>Ao analisar as alternativas apresentadas pela operadora e, tendo em conta que era um utilizador ocasional, optou pela solu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o lhe exigia um per\u00edodo de fideliza\u00e7\u00e3o, devendo efetuar carregamentos, unicamente, quando necessitasse. Seria taxado de acordo com o per\u00edodo de tempo em que estivesse ligado e, pensou ele, tinha encontrado a solu\u00e7\u00e3o mais econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>Fez um primeiro carregamento de 5 \u20ac, o qual lhe permitiria cinco horas de navega\u00e7\u00e3o. Como s\u00f3 ia permanecer na aldeia tr\u00eas dias e n\u00e3o devia gastar mais do que duas horas e meia para despachar os seus mails, achou que o carregamento efetuado ainda seria suficiente para a pr\u00f3xima desloca\u00e7\u00e3o \u00e0 aldeia. Evidentemente, iria ser muito comedido e, ap\u00f3s efetuar a liga\u00e7\u00e3o, consultava o seu mail e desligava logo de seguida. N\u00e3o gastaria mais de tr\u00eas minutos se a caixa de correio estivesse vazia. Este processo era repetido cerca de seis vezes durante um dia. Qual n\u00e3o \u00e9 o seu espanto quando no \u00faltimo dia n\u00e3o conseguiu estabelecer a liga\u00e7\u00e3o. Como era poss\u00edvel acontecer tal coisa se n\u00e3o tinha estado ligado mais do que duas horas no total? Al\u00e9m disso, ap\u00f3s cada liga\u00e7\u00e3o, tinha tido o cuidado de desligar imediatamente. Seria a <em>pen<\/em> que estava avariada? Como se encontrava de regresso, decidiu averiguar posteriormente.<\/p>\n<p>No dia seguinte contacta a operadora e exp\u00f5e a situa\u00e7\u00e3o. Qual n\u00e3o \u00e9 o seu espanto quando lhe comunicam que tinha esgotado o seu <em>plafond<\/em>. Referiu que n\u00e3o tinha estado ligado mais do que duas horas e tinha feito um carregamento que lhe permitia cinco horas de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nessa altura, foi informado que a unidade de taxa\u00e7\u00e3o era de 20 m. Como tal, se tivesse estado ligado unicamente um minuto, eram-lhe cobrados, inevitavelmente, vinte. E nada havia a fazer. Sendo assim, foi aconselhado a cronometrar o tempo de liga\u00e7\u00e3o de forma a manter a liga\u00e7\u00e3o durante x minutos, valor esse m\u00faltiplo de vinte. N\u00e3o, melhor ainda, foi aconselhado a desligar-se aos dezoito ou dezanove minutos, n\u00e3o fosse passar para a unidade de taxa\u00e7\u00e3o seguinte\u2026<\/p>\n<p>Referiu que n\u00e3o lhe tinham dado essa informa\u00e7\u00e3o aquando da compra do equipamento. Contudo, reconheceu que a n\u00e3o leitura das letras reduzidas do contrato, n\u00e3o o isentava de culpas. No entanto, considerou de uma gravidade extrema que, com o avan\u00e7o da tecnologia em que \u00e9 poss\u00edvel taxar chamadas telef\u00f3nicas ao segundo, utilizassem uma unidade de taxa\u00e7\u00e3o para este servi\u00e7o de 20 minutos \u2013 o que equivale a 1200 segundos \u2013. N\u00e3o dava para acreditar. Afinal, o barato sai caro\u2026.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elisabete Maciel, Vis\u00e3o online, \u00a0 \u201cEu n\u00e3o aceito que a \u00e9tica do mercado, que \u00e9 profundamente malvada, perversa, a \u00e9tica da venda, do lucro, seja a que satisfaz ao ser humano\u201d (Paulo Freire) &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,123],"tags":[],"class_list":["post-24475","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-visao-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24475","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24475"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24475\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24478,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24475\/revisions\/24478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}