{"id":23875,"date":"2015-12-17T19:05:56","date_gmt":"2015-12-17T19:05:56","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=23875"},"modified":"2015-12-17T19:05:56","modified_gmt":"2015-12-17T19:05:56","slug":"china-comunismo-ou-capitalismo-nacionalizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=23875","title":{"rendered":"China: Comunismo ou Capitalismo Nacionalizado?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Andr\u00e9 Vieira de Castro, Vis\u00e3o online<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/opiniao\/silnciodafraude\/2015-12-17-CHINA-Comunismo-ou-Capitalismo-Nacionalizado-\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/>\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/VisaoE361.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>Uma economia de mercado. Gigante e Global. Mas e o \u201cEU\u201d, como \u00e9 que fica o \u201cEU\u201d na China? Com que pode sonhar?<\/p>\n<p>...<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\"><!--more--><\/span><\/p>\n<p>Confesso que a cr\u00f3nica que tinha previsto publicar por esta altura era uma sequela da s\u00e9rie \u201cEu n\u00e3o quero pagar por aquilo que eu n\u00e3o fiz\u201d, a prop\u00f3sito das obriga\u00e7\u00f5es Rio Forte e do Grupo Esp\u00edrito Santo (ver cr\u00f3nicas do mesmo autor). Assunto que merecer\u00e1 muitas cr\u00f3nicas. Sobre o que aconteceu. Sobre o que acontecer\u00e1.<\/p>\n<p>Sucede que tive a oportunidade de visitar a China muito recentemente. No in\u00edcio de Dezembro, convidado para participar em v\u00e1rias confer\u00eancias sobre empreendedorismo, inova\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia de tecnologia. Em Nanjing, Wuxi e Suzhou.<\/p>\n<p>S\u00e3o cidades novas e pequenas, a oeste de Shangai (250km a 100km). Nota: por pequenas leia-se 3 a 5 milh\u00f5es de habitantes. Pequenas ainda assim. No contexto.<\/p>\n<p>Com a ressalva de que ningu\u00e9m visita a China por 9 dias e fica a conhecer a China. Fica a conhecer a amostra selecionada de uma parte do territ\u00f3rio, que \u00e9 imenso e absolutamente heterog\u00e9neo.<\/p>\n<p>Em ambiente urbano temos que fazer um esfor\u00e7o constante que nos recorde que estamos na presen\u00e7a de um regime comunista.<\/p>\n<p>Porque o quotidiano nestas \u00e1reas (onde vive grande parte da popula\u00e7\u00e3o, que desertou do interior) \u00e9, diria, quase burgu\u00eas. Esconder\u00e1 esta capa uma realidade diferente?<\/p>\n<p>Nunca encontrei uma comunidade t\u00e3o coerente como a chinesa. Coerente no sentido de comprometida com uma estrat\u00e9gia. Do ponto de vista empresarial, essa harmonia \u00e9 excelente. Todos sabem e compreendem a agenda nacional. E a regional, com as suas idiossincrasias. Autoridades regionais e locais, centros de investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento, gest\u00e3o de parques empresariais, centros de conhecimento, estudantes universit\u00e1rios at\u00e9. Os pr\u00f3prios empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Todos conhecem o desafio da Sustentabilidade, da Smart Industry, do Projeto da Ind\u00fastria 4.0, da ambi\u00e7\u00e3o de se tornarem l\u00edderes em High-End Manufacturing (e n\u00e3o apenas \u201ca f\u00e1brica do mundo\u201d).<\/p>\n<p>E n\u00e3o s\u00f3 conhecem como todos empreendem determinada fun\u00e7\u00e3o que concorre para a prossecu\u00e7\u00e3o de objetivos de a\u00e7\u00e3o, que permitir\u00e3o chegar \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o perseguida.<\/p>\n<p>Mas falta qualquer coisa. Qualquer coisa que n\u00e3o fui capaz de deslindar, tal \u00e9 a dist\u00e2ncia cultural que nos separa.<\/p>\n<p>Falta perceber onde est\u00e1 o RISCO.<\/p>\n<p>Esta abnega\u00e7\u00e3o quase obsessiva pelo sucesso da na\u00e7\u00e3o \u00e9 fant\u00e1stica do ponto de vista de envolvimento da pr\u00f3pria comunidade, mas altamente castradora da sua espontaneidade, liberdade e imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os processos de conhecimento arrancam sempre por mimetismo. Benchmarking \u00e9 o principal gatilho para a inova\u00e7\u00e3o, ainda que hoje invistam toneladas de recursos financeiros para estarem (e est\u00e3o!!) na vanguarda de muitas \u00e1reas do saber.<\/p>\n<p>Mas a forma como envolvem a sua di\u00e1spora, por exemplo, faz lembrar os espi\u00f5es russos que vivam nos Estados Unidos em plena Guerra Fria.<\/p>\n<p>Os chineses que v\u00eam estudar para a Europa ou Estados Unidos regressam \u00e0 \u201cm\u00e3e p\u00e1tria\u201d com chorudos contratos de investiga\u00e7\u00e3o. Levam com eles o produto do que investigaram e conheceram nestas \u201cvelhas\u201d economias.<\/p>\n<p>Outros fazem o sentido inverso. Menos qualificados, s\u00e3o enviados para miss\u00f5es de implanta\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas chinesas nos pa\u00edses referidos. Assim os temos por c\u00e1 tamb\u00e9m. At\u00e9 temos instrumentos para os captar. E bem. Acho. Achava.<\/p>\n<p>H\u00e1 investidores qualificados. E h\u00e1 os \u201cpequenos\u201d investidores, ligados sobretudo ao com\u00e9rcio, fazendo de ponte comercial perene com a casa-m\u00e3e e permitindo canais de distribui\u00e7\u00e3o financiados a montante. O ciclo completa-se.<\/p>\n<p>Porque a perce\u00e7\u00e3o de RISCO \u00e9 muito diferente nesta comunidade.<\/p>\n<p>O Estado, o sacrossanto, det\u00e9m ou influencia diretamente a esmagadora maioria dos projetos empresariais. \u00c9 ali\u00e1s da\u00ed que adv\u00e9m a facilidade de recursos para continuamente investir na agenda nacional.<\/p>\n<p>H\u00e1 fraude?<\/p>\n<p>N\u00e3o consigo responder. A verdade \u00e9 que n\u00e3o encontrei, ao contr\u00e1rio de outros regimes (Cuba, Venezuela, por exemplo) uma calada insatisfa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. Pelo menos desta popula\u00e7\u00e3o urbana. N\u00e3o da outra, que vive n\u00e3o sei como no \u201c<em>countryside<\/em>\u201d\u2026<\/p>\n<p>Mas o empreendedorismo tal como o conhecemos n\u00e3o existe por l\u00e1. Existe outro empreendedorismo. A escalada social, a ambi\u00e7\u00e3o pessoal e social, n\u00e3o s\u00e3o fatores determinantes no sonho. O amiguismo, sim. O respeito profundo pelas hierarquias, que conduz \u00e0 submiss\u00e3o e \u00e0 toler\u00e2ncia para grandes esquemas de corrup\u00e7\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica tamb\u00e9m parece que sim.<\/p>\n<p>Mas o sonho individual, que nos faz mover montanhas, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Pergunto-me com que sonhar\u00e3o\u2026<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 Vieira de Castro, Vis\u00e3o online, \u00a0 Uma economia de mercado. Gigante e Global. Mas e o \u201cEU\u201d, como \u00e9 que fica o \u201cEU\u201d na China? 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