{"id":19206,"date":"2015-05-14T11:12:26","date_gmt":"2015-05-14T11:12:26","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=19206"},"modified":"2015-12-04T19:11:37","modified_gmt":"2015-12-04T19:11:37","slug":"ainda-sobre-a-prova-de-amamentacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=19206","title":{"rendered":"Ainda sobre a prova de amamenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong><span class=\"article-author\">Mariana Costa<\/span>, Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/ainda-sobre-a-prova-de-amamentacao=f819577\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/VisaoE330.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>Porque n\u00e3o refor\u00e7ar efetivamente a pol\u00edtica legislativa de prote\u00e7\u00e3o da maternidade e paternidade?<\/p>\n<p>...<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\"><!--more--><\/span><\/p>\n<p>Muito se tem dito e escrito nas \u00faltimas semanas sobre os recentemente revelados casos de exig\u00eancia de prova de amamenta\u00e7\u00e3o em hospitais do norte do pa\u00eds, a enfermeiras com filhos de idades superiores a um ano.<\/p>\n<p>Deixando de parte, nestas linhas, a desadequa\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo utilizado para a referida prova e os debates sobre a exist\u00eancia de alternativas a esse m\u00e9todo, note-se:<\/p>\n<p>1.\u00ba - A dispensa de trabalho para efeito de amamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito legalmente consagrado.<\/p>\n<p>2.\u00ba - No caso de n\u00e3o haver amamenta\u00e7\u00e3o, esse direito abrange igualmente a aleita\u00e7\u00e3o, durante o primeiro ano de vida da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>3.\u00ba - Ap\u00f3s esse primeiro ano, a dispensa de trabalho, agora exclusivamente para efeito de amamenta\u00e7\u00e3o, depende da apresenta\u00e7\u00e3o de atestado m\u00e9dico, sendo esta a \u00fanica formalidade exigida por lei.<\/p>\n<p>4.\u00ba - Este direito insere-se nas medidas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade, essenciais para alcan\u00e7ar o desiderato de promo\u00e7\u00e3o da igualdade de oportunidades e tratamento entre homens e mulheres em dom\u00ednios ligados ao emprego e atividade profissional.<\/p>\n<p>5.\u00ba - Nos termos do artigo 68.\u00ba, n.\u00ba 3 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa, \u201c[a]s mulheres t\u00eam direito a especial prote\u00e7\u00e3o durante a gravidez e ap\u00f3s o parto, tendo as mulheres trabalhadoras ainda direito a dispensa do trabalho por per\u00edodo adequado, sem perda da retribui\u00e7\u00e3o ou de quaisquer regalias.\u201d<\/p>\n<p>6.\u00ba - E nos termos do n.\u00ba 4 do mesmo artigo cabe \u00e0 lei regular \u201ca atribui\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e3es e aos pais de direitos de dispensa de trabalho por per\u00edodo adequado, de acordo com os interesses da crian\u00e7a e as necessidades do agregado familiar\u201d.<\/p>\n<p>7.\u00ba - O que a lei faz, impondo presentemente apenas a apresenta\u00e7\u00e3o de atestado m\u00e9dico para manuten\u00e7\u00e3o do direito a dispensa de trabalho para efeitos de amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isto posto:<\/p>\n<p>8.\u00ba - A realidade revela a exist\u00eancia de pr\u00e1ticas abusivas no exerc\u00edcio do direito a dispensa de trabalho para efeitos de amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>9.\u00ba - O exerc\u00edcio deste direito traz preju\u00edzos para o normal funcionamento da atividade desempenhada pela trabalhadora, os quais a lei considera justificados para prote\u00e7\u00e3o do direito a amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>10.\u00ba - Ora, quando fraudulento, o direito a dispensa de trabalho para efeitos de amamenta\u00e7\u00e3o traz preju\u00edzos econ\u00f3micos para a entidade empregadora, sem que estes sejam contrabalan\u00e7ados, numa l\u00f3gica global, pelo direito que se pretende proteger.<\/p>\n<p>11.\u00ba - Mais, este exerc\u00edcio abusivo \u2013 despojado de controlo - beneficia as trabalhadoras que prevaricam face \u00e0s que o n\u00e3o fazem (por n\u00e3o quererem, ou por n\u00e3o lhes serem disponibilizadas as condi\u00e7\u00f5es para o fazerem), gerando iniquidade.<\/p>\n<p>12.\u00ba - \u00c9 em cumprimento do pr\u00f3prio princ\u00edpio da igualdade de tratamento que \u00e9 necess\u00e1rio criar, legislativamente, mecanismos (na minha opini\u00e3o, mais) rigorosos de controlo do regular exerc\u00edcio do direito a dispensa de trabalho para efeitos de amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E j\u00e1 que se vai mexer no tema, porque n\u00e3o refor\u00e7ar efetivamente a pol\u00edtica legislativa de prote\u00e7\u00e3o da maternidade e paternidade? S\u00f3 assim se atua nos tr\u00eas v\u00e9rtices do tri\u00e2ngulo da fraude: diminui-se a oportunidade, atrav\u00e9s de um controlo mais rigoroso; reduz-se a press\u00e3o, pela cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es efetivas de prote\u00e7\u00e3o da maternidade e paternidade e retira-se for\u00e7a \u00e0s racionaliza\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas da pr\u00f3pria fraude, por todos os que nela participam e pela comunidade em geral.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mariana Costa, Vis\u00e3o on line, Porque n\u00e3o refor\u00e7ar efetivamente a pol\u00edtica legislativa de prote\u00e7\u00e3o da maternidade e paternidade? &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,123],"tags":[],"class_list":["post-19206","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-visao-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19206","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19206"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19206\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19209,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19206\/revisions\/19209"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}