{"id":17480,"date":"2015-03-13T01:08:47","date_gmt":"2015-03-13T01:08:47","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=17480"},"modified":"2015-12-04T19:27:32","modified_gmt":"2015-12-04T19:27:32","slug":"suponhamos-que-nao-e-um-privilegio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=17480","title":{"rendered":"Suponhamos que n\u00e3o \u00e9 um privil\u00e9gio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Orlando Mascarenhas, OBEGEF<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"Suponhamos que n\u00e3o \u00e9 um privil\u00e9gio\" href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=17480&amp;preview=true&amp;preview_id=17480&amp;preview_nonce=5af6256bc9&amp;post_format=standard\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-19 size-full\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"Suponhamos que n\u00e3o \u00e9 um privil\u00e9gio\" href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/NaoI_013.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2032\" title=\"Ficheiro pdf\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Mas para isso era preciso que todos cumprissem com as suas obriga\u00e7\u00f5es fiscais e contribui\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias e n\u00e3o existissem alguns com o privil\u00e9gio de usufruir e n\u00e3o contribuir<\/em>.<\/p>\n<p>...<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O sistema de seguran\u00e7a social em vigor no nosso pa\u00eds, assenta em princ\u00edpios de igualdade, universalidade, solidariedade e equidade social, entre outros, visando a que todos os cidad\u00e3os possuam direito \u00e0 seguran\u00e7a social, seguindo o objetivo de promo\u00e7\u00e3o da melhoria de condi\u00e7\u00f5es e dos n\u00edveis de prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>O Estado possui o dever de criar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias a que o direito \u00e0 seguran\u00e7a social ocorra, como tamb\u00e9m, o de organizar, coordenar e subsidiar o sistema de seguran\u00e7a social, competindo ainda ao Estado garantir a boa administra\u00e7\u00e3o desse mesmo sistema de prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>\u00c9 atrav\u00e9s da seguran\u00e7a social que, a preven\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia e desigualdade socioecon\u00f3mica, de depend\u00eancia, de exclus\u00e3o ou vulnerabilidades sociais, ocorre, como tamb\u00e9m o assegurar uma especial prote\u00e7\u00e3o aqueles que s\u00e3o mais vulner\u00e1veis, como o s\u00e3o as crian\u00e7as, os jovens, as pessoas com defici\u00eancia, os idosos e todas aquelas pessoas que se encontram em car\u00eancia econ\u00f3mica ou social.<\/p>\n<p>Muitas outras fun\u00e7\u00f5es de apoio e a\u00e7\u00e3o social se encontram vertidos no papel que a seguran\u00e7a social desempenha que, sem d\u00favida alguma, ocupa um lugar de destaque na contribui\u00e7\u00e3o para uma sociedade mais equilibrada.<\/p>\n<p>Para efetuar todas estas fundamentais fun\u00e7\u00f5es, h\u00e1 algo que tamb\u00e9m \u00e9 fulcral, isto \u00e9, \u00e9 preciso dinheiro.<\/p>\n<p>Segundo a nossa Constitui\u00e7\u00e3o, o sistema fiscal visa satisfazer as necessidades financeiras do Estado e, tamb\u00e9m, a reparti\u00e7\u00e3o justa dos rendimentos e da riqueza, ou seja, procura atingir objetivos de justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>Ainda segundo a Constitui\u00e7\u00e3o, a seguran\u00e7a social n\u00e3o sobrevive apenas das contribui\u00e7\u00f5es que lhe s\u00e3o devidas, mas tamb\u00e9m do Or\u00e7amento Geral do Estado, o que quer dizer, que os impostos servem tamb\u00e9m para financiar a seguran\u00e7a social.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s dos impostos que as entidades singulares e coletivas est\u00e3o sujeitas e, em particular, dos benefici\u00e1rios, direta ou indiretamente atrav\u00e9s das entidades empregadoras, existe a obrigatoriedade de contribui\u00e7\u00e3o de todos para o regime de seguran\u00e7a social.<\/p>\n<p>Agora, fazendo um exerc\u00edcio de imagina\u00e7\u00e3o, suponhamos que um governante de um pa\u00eds, melhor ainda, de um pa\u00eds desenvolvido, proclamava um discurso mais ou menos assim: \u201cH\u00e1 muita gente que devia pagar os seus impostos e n\u00e3o pagam, e n\u00e3o fazem esse pagamento porque n\u00e3o declaram as suas atividades. Isso \u00e9 injusto, e todos n\u00f3s temos a obriga\u00e7\u00e3o de corrigir essas injusti\u00e7as. Aquilo que deve orientar os princ\u00edpios nos quais se constr\u00f3i um Estado democr\u00e1tico \u00e9 a igualdade de oportunidades e n\u00e3o o privil\u00e9gio. Quem n\u00e3o paga os seus impostos ou as suas contribui\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias, obt\u00e9m o privil\u00e9gio de utilizar essas verbas em proveito pr\u00f3prio e em beneficiar com os servi\u00e7os que o Estado coloca ao seu dispor, constru\u00eddos e pagos atrav\u00e9s de todos aqueles que diariamente pagam os seus impostos e contribui\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 que estamos no campo das suposi\u00e7\u00f5es, at\u00e9 onde tal apologia \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o de todos para um fim \u00faltimo comum nos levaria? Sem d\u00favida, a uma maior justi\u00e7a, equidade social e um bem-estar coletivo.<\/p>\n<p>Mas para isso era preciso que todos cumprissem com as suas obriga\u00e7\u00f5es fiscais e contribui\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias e n\u00e3o existissem alguns com o privil\u00e9gio de usufruir e n\u00e3o contribuir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orlando Mascarenhas, OBEGEF Mas para isso era preciso que todos cumprissem com as suas obriga\u00e7\u00f5es fiscais e contribui\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias e n\u00e3o existissem alguns com o privil\u00e9gio de usufruir e n\u00e3o contribuir. &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,126],"tags":[],"class_list":["post-17480","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-obegef"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17480","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17480"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17480\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17499,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17480\/revisions\/17499"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}