{"id":16989,"date":"2015-02-19T21:31:09","date_gmt":"2015-02-19T21:31:09","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=16989"},"modified":"2017-11-29T12:54:13","modified_gmt":"2017-11-29T12:54:13","slug":"hsbc-parte-do-todo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=16989","title":{"rendered":"HSBC, parte do todo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Carlos Pimenta, Vis\u00e3o<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Visao001.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<p>\u201cAs grandes empresas n\u00e3o toleram pagar impostos. Aquelas que ainda os pagam consideram-se antiquadas\u201d, (<em>Guardian<\/em>, Out\/13).<\/p>\n<p>...<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\"><!--more--><\/span><\/p>\n<p>O esc\u00e2ndalo HSBC \u00e9 mais uma explicita\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia das \u00faltimas d\u00e9cadas, silenciosa e dolorosa para a maioria dos cidad\u00e3os. N\u00e3o \u00e9 um acaso. Tamb\u00e9m outros bancos su\u00ed\u00e7os promovem o transporte de notas por zonas fronteiri\u00e7as, antecipadamente neutralizadas, contas fantasma em <em>offshores<\/em> ou complexos esquemas cruzados de branqueamento de fortunas.<\/p>\n<p>Evitando repetir o que tem sido publicado, chamaria a aten\u00e7\u00e3o para algumas outras vertentes do acontecimento:<\/p>\n<ul>\n<li>As revela\u00e7\u00f5es do ICIJ s\u00e3o mais uma demonstra\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca da imprescindibilidade da liberdade na procura de uma sociedade mais \u00e9tica e justa.<\/li>\n<li>O roubo dos ficheiros feito por Falciani foi em 2006! Ap\u00f3s a sua pris\u00e3o o governo franc\u00eas \u201cenviou c\u00f3pias para todos os pa\u00edses com quem tem tratados de coopera\u00e7\u00e3o fiscal e que as solicitaram\u201d. A import\u00e2ncia dessa listagem era not\u00f3ria, quer pelo banco em causa quer porque figuras gradas do Estado franc\u00eas apareceram envolvidos em esc\u00e2ndalos. Como \u00e9 que as autoridades portuguesas podem hoje mostrarem-se surpreendidas? Ou tiveram uma ignor\u00e2ncia inadmiss\u00edvel ou esconderam-na. As presentes revela\u00e7\u00f5es confirmam a sua relev\u00e2ncia.<\/li>\n<li>\u00c9 certo que muitas das fugas aos impostos, e de branqueamento de capitais, eram legais. Desse facto s\u00f3 podemos concluir que a actividade legislativa, fiscalizadora, reguladora e repressiva dos Estados e dos organismos internacionais est\u00e1 profundamente errada.<\/li>\n<li>As liga\u00e7\u00f5es entre os nomes anunciados e os mais altos quadros da pol\u00edtica nacional e mundial mostram inequivocamente a densa malha de conflitos de interesse, a incapacidade dos eleitos representarem efectivamente as popula\u00e7\u00f5es que os elegeram. Talvez tal explique os \u201cesquecimentos\u201d, as leis ausentes, prom\u00edscuas, e at\u00e9 os \u201cperd\u00f5es fiscais\u201d.<\/li>\n<li>A lavagem do dinheiro permite que m\u00faltiplos crimes surjam com a face vis\u00edvel do empreendedorismo de alguns. As intercep\u00e7\u00f5es da criminalidade internacional organizada com os neg\u00f3cios leg\u00edtimos s\u00e3o cada vez mais estreitas. A crise e a din\u00e2mica financeira beneficiaram o peso crescente daquela. Percorrem os mesmos bancos, mercados, para\u00edsos fiscais e neg\u00f3cios. Partilham os mesmos espa\u00e7os de aprendizagem e influ\u00eancia das elites. N\u00e3o nos espantar\u00edamos que sectores estrat\u00e9gicos da economia nacional, neste tempo de privatiza\u00e7\u00f5es e fragilidade dos Estados, estejam fortemente influenciados por m\u00e1fias.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Estamos perante pr\u00e1ticas imorais sist\u00e9micas. Pe\u00e7as do agravamento das desigualdades sociais. Os mais d\u00e9beis s\u00e3o os que pagam (mais) impostos. Os outros alimentam os mais de 21.000.000.000.000 de d\u00f3lares dos <em>offshores<\/em> de Londres e outros impolutos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Revoltamo-nos e perguntamos que fazer. As respostas existem, mas os controlos pol\u00edticos para a sua execu\u00e7\u00e3o s\u00e3o dif\u00edceis. Dif\u00edceis mas imperiosos se pretendermos que a democracia n\u00e3o seja plutocr\u00e1tica, escravizadora dos cidad\u00e3os. Para tal, al\u00e9m de outras medidas, \u00e9 fundamental que os Estados readquiram a sua honradez, dignidade e capacidade de influenciar a sociedade, na representa\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es. E todos n\u00f3s temos uma palavra a dizer, uma ac\u00e7\u00e3o a promover.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta, Vis\u00e3o, \u201cAs grandes empresas n\u00e3o toleram pagar impostos. 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