{"id":1132,"date":"2013-04-12T00:00:00","date_gmt":"2013-04-12T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1132"},"modified":"2015-12-04T19:07:41","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:41","slug":"o-buraco-de-chipre-andam-a-enganar-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1132","title":{"rendered":"O \u201cburaco\u201d de Chipre: andam a enganar-nos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira, Jornal i<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/buraco-chipre-andam-enganar-nos\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"O \u201cburaco\u201d de Chipre: andam a enganar-nos\" href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/I_Fraude239.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\">De h\u00e1 algumas, poucas, semanas a esta parte Chipre passou a fazer parte das nossas vidas. J\u00e1 antes fazia, enquanto membro dos mesmos espa\u00e7os europeus a que Portugal pertence. Agora passou a ser a companhia que nos desperta pela manh\u00e3, que nos acompanha ao almo\u00e7o e que nos prepara para um sono de pesadelo quando, ao deitar, ainda temos coragem para ver e ou ouvir as \u00faltimas not\u00edcias do dia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more-->Os detalhes do acordo de saneamento do sistema financeiro cipriota foram sobejamente divulgados e discutidos na comunica\u00e7\u00e3o social. Igual \u00eanfase n\u00e3o foi dada, por\u00e9m, \u00e0 discuss\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o das estruturas dirigentes da Uni\u00e3o Europeia (EU) e do Banco Central Europeu (BCE) neste processo.<br \/>\nAo longo dos \u00faltimos tr\u00eas anos a banca europeia foi sujeita, por diversas vezes, aos denominados \u201ctestes de stress\u201d, destinados a averiguar a solidez financeira dos principais bancos, onde estavam os cipriotas, agora na emin\u00eancia da fal\u00eancia.<br \/>\nEm outubro de 2011, o resultado de mais um desses testes referia que a banca cipriota era saud\u00e1vel. Parecer que o presidente do Banco de Chipre (comercial) utilizaria para se vangloriar publicamente da robustez do seu banco e justificar a (arriscada) estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio seguida. Isto, quando a elevad\u00edssima exposi\u00e7\u00e3o de tais bancos ao risco da d\u00edvida grega parecia aconselhar que outro fosse o parecer. Cerca de um ano depois, j\u00e1 ap\u00f3s o \u201cperd\u00e3o\u201d de parte da d\u00edvida grega, o teste conduzido referia que as necessidades de capital deste \u00faltimo banco seriam da ordem de 1,8 mil milh\u00f5es de euros.<br \/>\nA recente not\u00edcia da eminente fal\u00eancia da banca cipriota caiu como uma bomba nas nossas vidas, j\u00e1 de si atormentadas por problemas financeiros pr\u00f3prios. N\u00e3o explicava como era poss\u00edvel que apenas cinco meses depois do \u00faltimo teste o \u201cburaco\u201d tivesse aumentado cinco vezes!<br \/>\nTamb\u00e9m n\u00e3o trazia qualquer refer\u00eancia a uma hipot\u00e9tica inten\u00e7\u00e3o dos dirigentes europeus em apurarem responsabilidades pessoais pelo sucedido. N\u00e3o transmitia a mais leve centelha de esperan\u00e7a de que seria lan\u00e7ado um inqu\u00e9rito para se averiguar como foi poss\u00edvel ter-se chegado onde se chegou, como foi poss\u00edvel que testes que custaram fortunas n\u00e3o tivessem fornecido uma radiografia da situa\u00e7\u00e3o calamitosa de tais bancos.<br \/>\nTal omiss\u00e3o s\u00f3 pode significar uma coisa: a situa\u00e7\u00e3o era conhecida dos dirigentes mas escondida dos cidad\u00e3os. Sinto-me defraudado. Andam deliberadamente a enganar-nos e nem sequer procuram escond\u00ea-lo.<br \/>\nQue confian\u00e7a podemos ter no sistema financeiro? Pior, que confian\u00e7a podemos ter nos dirigentes da EU e do BCE que, conhecendo a situa\u00e7\u00e3o, adiaram a resolu\u00e7\u00e3o do problema at\u00e9 os bancos cipriotas quase so\u00e7obrarem e, ent\u00e3o, num ato pouco pensado, propuseram uma solu\u00e7\u00e3o \u201csem p\u00e9s nem cabe\u00e7a\u201d?<br \/>\nSolu\u00e7\u00e3o que foi retirada quase de imediato, mas n\u00e3o sem custos, pois em pa\u00edses financeiramente fr\u00e1geis como Portugal n\u00e3o deixou de minar ainda mais a confian\u00e7a no sistema e poderia mesmo ter desencadeado uma corrida aos bancos.<br \/>\nE n\u00e3o h\u00e1 responsabilidades atribu\u00eddas. E n\u00e3o parece que venham a existir. Assim n\u00e3o vamos l\u00e1, com dirigentes nacionais que criam aut\u00eanticos \u201ccocktails\u201d explosivos, que afetam todos os cidad\u00e3os europeus e n\u00e3o apenas os seus concidad\u00e3os, e com (ir)respons\u00e1veis dirigentes europeus que parecem n\u00e3o estar abrangidos pelo dever b\u00e1sico de prestarem contas dos seus atos.<br \/>\nAssim n\u00e3o vamos l\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira, Jornal i, De h\u00e1 algumas, poucas, semanas a esta parte Chipre passou a fazer parte das nossas vidas. J\u00e1 antes fazia, enquanto membro dos mesmos espa\u00e7os europeus a que Portugal pertence. 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