{"id":1124,"date":"2013-03-15T00:00:00","date_gmt":"2013-03-15T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1124"},"modified":"2015-12-04T19:07:41","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:41","slug":"a-economia-sombra-e-o-crescimento-economico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1124","title":{"rendered":"A economia sombra e o crescimento econ\u00f3mico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Oscar Afonso, Jornal i<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/economia-sombra-crescimento-economico\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/I_Fraude231.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Macroeconomia analisa a evolu\u00e7\u00e3o global da Economia, agregando actividades semelhantes conduzidas por diferentes agentes (fam\u00edlias, empresas, estado e resto do mundo). Em particular, est\u00e1 tradicionalmente interessada no andamento do produto (usualmente medido pelo Produto Interno Bruto), do emprego e dos pre\u00e7os.<br \/>\n<!--more-->\u00a0No curto prazo preocupa-se com a conjuntura e o objectivo \u00e9 alisar as flutua\u00e7\u00f5es das vari\u00e1veis acima referidas, encontrando meios para que o produto real e o desemprego efectivos estejam o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel dos valores naturais ou potenciais, e a taxa de infla\u00e7\u00e3o seja constante. Porque uma forte estabilidade conjuntural n\u00e3o garante um r\u00e1pido e sustent\u00e1vel crescimento econ\u00f3mico, no longo prazo preocupa-se com a estrutura \/ crescimento econ\u00f3mico; o objectivo \u00e9 alcan\u00e7ar um crescimento do produto real per capita capaz de proporcionar uma melhoria cont\u00ednua do n\u00edvel de vida.<br \/>\nA reflex\u00e3o da cr\u00f3nica de hoje centra-se na rela\u00e7\u00e3o entre a economia sombra (ou n\u00e3o-registada) e a an\u00e1lise tradicional do crescimento econ\u00f3mico (pela via da oferta). Esta an\u00e1lise baseia-se em modelos de equil\u00edbrio geral que contemplam as empresas (sector produtivo que visa maximizar lucros) e os indiv\u00edduos (que procuram maximizar a utilidade inter-temporal).<br \/>\nA maximiza\u00e7\u00e3o inter-temporal da utilidade est\u00e1 sujeita a decis\u00f5es quanto ao tempo e quanto ao rendimento. Quanto ao tempo, os indiv\u00edduos ter\u00e3o de decidir entre trabalhar, acumular capital humano e lazer; mais tempo dedicado ao trabalho hoje, por exemplo, significa maior rendimento presente, mas provavelmente menor rendimento futuro, j\u00e1 que a forma\u00e7\u00e3o seria descorada. Relativamente ao rendimento, os indiv\u00edduos ter\u00e3o de decidir entre consumo presente e consumo futuro (poupan\u00e7a): mais consumo presente significa maior utilidade actual, mas tamb\u00e9m menos poupan\u00e7a e, por isso, menos investimento e assim menos consumo (utilidade) no futuro.<br \/>\nA maximiza\u00e7\u00e3o dos lucros por parte das empresas \u2013 detidas pelos indiv\u00edduos, na sequ\u00eancia da poupan\u00e7a \u2013 requer decis\u00f5es relativamente a que factores produtivos utilizar, tendo em conta o respectivo pre\u00e7o. Resulta tamb\u00e9m claro que o valor agregado da produ\u00e7\u00e3o das empresas corresponde ao produto e, portanto, aos recursos que est\u00e3o parcialmente dispon\u00edveis para investimento. Em suma, o produto real actual permite a expans\u00e3o quantitativa (via investimento em capital fisico) e qualitativa (via investimento em forma\u00e7\u00e3o e em investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento) dos factores produtivos e, assim, do produto futuro. Deste modo, quanto maior o produto actual e a percentagem de recursos afectos ao investimento, maior ser\u00e1 o crescimento potencial da quantidade e da qualidade dos factores produtivos e, como tal, melhor ser\u00e1 o n\u00edvel de vida futuro.<br \/>\nOnde entra ent\u00e3o a economia sombra nesta an\u00e1lise?<br \/>\nComo sabemos de cr\u00f3nicas anteriores, a economia sombra; ou seja, a economia ilegal, oculta, informal, para uso pr\u00f3prio e a subcoberta por defici\u00eancias da estat\u00edstica, n\u00e3o \u201cconta\u201d em termos oficiais. Assim, quanto maior o seu peso numa economia, menor ser\u00e1 o produto oficial e, portanto, menos recursos haver\u00e1 para afectar ao investimento. Por conseguinte, a menos que os recursos da economia sombra sejam afectos a investimento, o que se afigura pouco prov\u00e1vel, mais economia sombra significar\u00e1: (i) menos consumo actual, logo pior qualidade de vida presente; (ii) menos investimento actual, logo menor crescimento e, portanto, pior qualidade de vida no futuro! Faltam ainda mais motivos para que seja efectivamente combatida?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oscar Afonso, Jornal i, A Macroeconomia analisa a evolu\u00e7\u00e3o global da Economia, agregando actividades semelhantes conduzidas por diferentes agentes (fam\u00edlias, empresas, estado e resto do mundo). Em particular, est\u00e1 tradicionalmente interessada no andamento do produto (usualmente medido pelo Produto Interno Bruto), do emprego e dos pre\u00e7os.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,124],"tags":[],"class_list":["post-1124","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1124","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1124"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1124\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8542,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1124\/revisions\/8542"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}