{"id":1120,"date":"2013-03-01T00:00:00","date_gmt":"2013-03-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1120"},"modified":"2015-12-04T19:07:42","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:42","slug":"carne-de-cavalo-ainda-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1120","title":{"rendered":"Carne de cavalo? Ainda bem!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Carlos Pimenta, Jornal i<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/carne-cavalo-ainda-bem\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/I_Fraude227.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\">1. Foi detectada recentemente a venda de carne de cavalo, fazendo-se passar por vaca. Ainda bem! O que seria grave \u00e9 que n\u00e3o detectassem.<br \/>\nAs situa\u00e7\u00f5es que quotidianamente nos podem afectar s\u00e3o tantas que o perigo est\u00e1 em n\u00e3o as vermos, em nos dizerem que \u201cno nosso pa\u00eds n\u00e3o h\u00e1, bl\u00e1, bl\u00e1\u201d.<!--more--><br \/>\nNa produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de alimentos h\u00e1 muitas actividades ilegais. Parte dos 27 milh\u00f5es de escravos (escravos, e n\u00e3o uma esp\u00e9cie de escravos!) actualmente existentes, incluindo na Europa, produzem diversos alimentos, \u201cda fruta \u00e0 carne e do a\u00e7\u00facar ao caf\u00e9\u201d, que aparecem nas nossas mesas. Como afirma um estudioso (Loretta Napoleoni), \u201ca escravatura est\u00e1 dentro dos nossos frigor\u00edficos\u201d. E n\u00e3o se esque\u00e7a de englobar algumas migalhas das 400.000 toneladas anuais de pesca ilegal desembarcada na Europa.<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o ilegal, eventual aus\u00eancia de controlo sanit\u00e1rio, propaga\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as. E se estiver doente tenha em aten\u00e7\u00e3o que, segundo a OMS, \u201cum em cada dez comprimidos \u00e9 falsificado\u201d.<br \/>\nMuitos de n\u00f3s n\u00e3o seremos afectados pela produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de droga, pelo tr\u00e1fico de \u00f3rg\u00e3os humanos, pelo com\u00e9rcio de esp\u00e9cies em extin\u00e7\u00e3o, pela circula\u00e7\u00e3o de notas falsas, pelo transporte e \u201cguarda\u201d de res\u00edduos t\u00f3xicos, pelos neg\u00f3cios da guerra, pela pedofilia, mas certamente tamb\u00e9m muitos o ser\u00e3o.<br \/>\nMuitos de n\u00f3s ainda n\u00e3o fomos extorquidos de verbas nas nossas contas banc\u00e1rias, chantageados e controlados informaticamente, e a nossa identidade roubada, mas esse perigo existe sempre e muitos j\u00e1 o foram. E talvez uma parte do correio electr\u00f3nico com publicidade n\u00e3o solicitada, n\u00e3o seja um acaso, mas o resultado duma devassa da nossa vida privada e filtragem da nossa actividade.<br \/>\nE a sua pr\u00f3pria vida pode tamb\u00e9m estar em jogo. Sabia que h\u00e1 pirataria de pe\u00e7as sobressalentes para a avia\u00e7\u00e3o civil? Talvez utilizadas no avi\u00e3o em que vai viajar.<br \/>\n2. Eis alguns poucos exemplos da economia ilegal. Mas regressemos \u00e0 carne de cavalo.<br \/>\nQuando uma ponta das actividades da criminalidade internacional se torna vis\u00edvel tornam-se evidentes algumas das suas caracter\u00edsticas.<br \/>\nEstas actividades il\u00edcitas t\u00eam uma dimens\u00e3o internacional, planeada, afectando milh\u00f5es de pessoas.<br \/>\nPela sua dimens\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o resultado de um abate ilegal numa \u201cgaragem de aldeia\u201d. \u00c9 uma actividade organizada, de grande dimens\u00e3o, certamente suscept\u00edvel de ser vista e controlada.<br \/>\nAdmitindo-se, ou n\u00e3o, a idoneidade das marcas dos produtos afectados constatamos que no circuito de comercializa\u00e7\u00e3o estiveram presentes fornecedores de \u201cconfian\u00e7a\u201d. Hoje as fronteiras entre as m\u00e1fias e as actividades legais s\u00e3o muito difusas, formando uma rede entrela\u00e7ada.<br \/>\nDesta constata\u00e7\u00e3o resulta imediatamente uma outra. O criminoso de colarinho branco \u00e9 uma pe\u00e7a importante deste processo. Por outras palavras, alguns dos criminosos ser\u00e3o cidad\u00e3os com responsabilidades sociais relevantes, pessoas da \u201cm\u00e1xima confian\u00e7a\u201d, com quem eventualmente conversamos no fim da missa.<br \/>\nH\u00e1 forte probabilidade que esta casta de criminosos negoceie a cegueira do Estado e das for\u00e7as de seguran\u00e7a, que haja, em alguns pa\u00edses, mais corrup\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO esmagamento do custo por parte das empresas, subestima o controlo de qualidade em detrimento do pre\u00e7o baixo e cria um ambiente favor\u00e1vel \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o destes logros.<br \/>\n3. \u00c9 verdade, criminalidade sempre existiu, mas como a que cresceu ap\u00f3s a d\u00e9cada de 80 do s\u00e9culo passado at\u00e9 aos nossos dias, adubada pela l\u00f3gica neoliberal da globaliza\u00e7\u00e3o, nunca houve anteriormente!<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta, Jornal i, 1. Foi detectada recentemente a venda de carne de cavalo, fazendo-se passar por vaca. Ainda bem! O que seria grave \u00e9 que n\u00e3o detectassem. 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