{"id":1116,"date":"2013-02-15T00:00:00","date_gmt":"2013-02-15T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1116"},"modified":"2015-12-04T19:07:42","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:42","slug":"sociedade-regras-egoismo-e-fraude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1116","title":{"rendered":"Sociedade, regras, ego\u00edsmo e fraude"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, Jornal i<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/sociedade-regras-egoismo-fraude\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/I_Fraude223.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O homem \u00e9 um animal greg\u00e1rio. Vive em grupo \u2013 a sociedade \u2013 e \u00e9 nele que toda a sua vida se contextualiza. \u00c9 nele que constr\u00f3i e concretiza os seus projetos, que viv\u00eancia as suas ansiedades e os seus sonhos. O sentido da sua vida e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, o alcance de estados de felicidade s\u00e3o tamb\u00e9m resultado desse processo permanente de intera\u00e7\u00e3o social que estabelece com os outros no contexto do grupo.<!--more--><!--more-->\u00a0As regras podem considerar-se mecanismos que facilitam a integra\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos no grupo. Elas traduzem as marcas identit\u00e1rias do grupo e funcionam como mecanismos de manuten\u00e7\u00e3o da coes\u00e3o social. Por\u00e9m, para desempenharem tais fun\u00e7\u00f5es, elas devem traduzir os valores em que os elementos do grupo acreditam e, em concord\u00e2ncia com eles, as pr\u00e1ticas estabelecidas e aceites como v\u00e1lidas. Separam o que o grupo considera correto ou normal daquilo que n\u00e3o deve ou n\u00e3o pode fazer-se. Neste sentido, estabelecem as expectativas sociais, criando uma esp\u00e9cie de quadro de normalidade, que, por antecipa\u00e7\u00e3o e com elevada probabilidade de certeza, permite prever as pr\u00e1ticas da maioria dos indiv\u00edduos.<br \/>\nEnquanto a maioria dos elementos de grupo acreditar no sentido do quadro normativo existente e agir em conformidade com ele, confere-lhe uma dimens\u00e3o real, porque o sustenta e valida. Quanto aos sujeitos que, pelas mais diversas raz\u00f5es, aqui e acol\u00e1 o v\u00e3o desrespeitando, com pr\u00e1ticas contr\u00e1rias \u00e0s expectativas, devem punidos de acordo com as pr\u00f3prias regras. \u00c9 assim que os grupos validam as normas e legitimam as pr\u00e1ticas correspondentes e, coercivamente, pressionam os que as desrespeitam a conformarem-se com elas (os processos de integra\u00e7\u00e3o social).<br \/>\nPode pois aceitar-se que a din\u00e2mica social deriva essencialmente de duas for\u00e7as: a Coopera\u00e7\u00e3o entre os indiv\u00edduos que acreditam nas regras e agem de acordo com elas, e a Constri\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 sempre presente e que traduz a possibilidade de san\u00e7\u00e3o para os que contrariem as expectativas sociais, a normalidade. (Claro que na realidade a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o simples \u2013 ningu\u00e9m cumpre as regras todas, nem ningu\u00e9m as desrespeita todas, simplesmente uns tendem a respeit\u00e1-las e outros a desafi\u00e1-las).<br \/>\nA natureza greg\u00e1ria do homem deriva, em grande medida, da necessidade de alcan\u00e7ar objetivos importantes para os indiv\u00edduos, que de outra forma seriam de dif\u00edcil obten\u00e7\u00e3o (a defesa das crias e dos mais velhos face aos predadores contam-se entre as raz\u00f5es mais ancestrais). A viv\u00eancia em grupo implica a exist\u00eancia de objetivos comuns e de estrat\u00e9gias para os alcan\u00e7ar. Paralelamente \u00e9 tamb\u00e9m poss\u00edvel identificar objetivos particulares, associados ao contexto de vida de cada um dos sujeitos. De uma forma geral os objetivos individuais acompanham o sentido e o prop\u00f3sito dos coletivos e todos eles tendem a concordar com o quadro normativo do grupo.<br \/>\nO problema da fraude, \u00e9 bom de ver, refere-se \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de diverg\u00eancia dos objetivos individuais face aos coletivos e ao desrespeito pelas regras. Corresponde a op\u00e7\u00f5es ego\u00edstas para o alcance de prop\u00f3sitos individuais (comprar um autom\u00f3vel novo), atrav\u00e9s do desrespeito pelas regras (n\u00e3o pagar os impostos legalmente previstos), em preju\u00edzo dos objetivos coletivos (redu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento dispon\u00edvel para custear a rede de hospitais p\u00fablicos) e ainda com a agravante de os utilizar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, Jornal i, O homem \u00e9 um animal greg\u00e1rio. 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