{"id":1114,"date":"2013-02-08T00:00:00","date_gmt":"2013-02-08T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1114"},"modified":"2015-12-04T19:07:42","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:42","slug":"o-enorme-peso-da-economia-paralela-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1114","title":{"rendered":"O \u201cenorme\u201d peso da economia paralela em Portugal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Oscar Afonso, Jornal i<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/enorme-peso-da-economia-paralela-portugal\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/I_Fraude221.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na cr\u00f3nica anterior disse-vos que a economia que n\u00e3o \u00e9 contabilizada no c\u00e1lculo do Produto Interno Bruto (PIB) constitui a Economia N\u00e3o Registada (sombra ou paralela), sendo composta por diversas rubricas, nem sempre com fronteiras bem claras entre si: economia subterr\u00e2nea, economia ilegal, economia informal, auto-consumo e a n\u00e3o contabilizada por defici\u00eancias da contabilidade nacional.<!--more-->\u00a0Na cr\u00f3nica de hoje dou-vos conta do seu valor em Portugal. Tendo em conta que est\u00e1 encoberta, n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel e o seu valor n\u00e3o pode ser calculado directamente. H\u00e1 ent\u00e3o que proceder por estimativa, utilizando metodologias perfeitamente justificadas e metodologicamente corretas. A metodologia por n\u00f3s utilizada no Observat\u00f3rio de Economia e Gest\u00e3o de Fraude (OBEGEF) recorre a justificados e testados modelos matem\u00e1ticos. Em todo caso, a estimativa do valor em cada ano n\u00e3o tem o rigor de uma soma de dados estat\u00edsticos comprovados, mas corresponde a um valor aproximado, com uma curta margem de erro e tem sobretudo a capacidade de avaliar a evolu\u00e7\u00e3o havida.<br \/>\nFace \u00e0 informa\u00e7\u00e3o estat\u00edstica existente, atende-se mais fortemente \u00e0 economia que se furta \u00e0 contabiliza\u00e7\u00e3o por raz\u00f5es dominantemente fiscais, relevando assim mais proeminentemente a economia subterr\u00e2nea e, desse modo, subavaliando o peso da economia paralela na economia oficial. Os c\u00e1lculos feitos no OBEGEF mostram que, em Portugal, h\u00e1 uma tend\u00eancia de aumento. Efectivamente, como mostra o gr\u00e1fico abaixo, o peso da economia paralela no PIB oficial evoluiu desde 9,4% em 1970, at\u00e9 24,8% em 2010 e 25,4% em 2011, \u00faltimo ano para o qual, neste momento, \u00e9 poss\u00edvel o c\u00e1lculo. Como principais causas do incremento recente salientam-se os aumentos na taxa de desemprego e na carga fiscal, bem como o valor do consumo do Estado. Esses factores contribu\u00edram para o acr\u00e9scimo da evas\u00e3o fiscal, face ao \u201cenorme\u201d incentivo para operar na economia paralela. Ampliou-se o incentivo para, por exemplo: manipula\u00e7\u00f5es contabil\u00edstica e relat\u00f3rios fraudulentos de empresas; manipula\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os de transfer\u00eancia, de subfactura\u00e7\u00e3o e sobrefatura\u00e7\u00e3o em opera\u00e7\u00f5es internacionais; a utiliza\u00e7\u00e3o de \u201cpara\u00edsos fiscais\u201d, evitando pagamento de impostos; o surgimento de empresas fantasma; a realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es fict\u00edcias na Uni\u00e3o Europeia para receber IVA; manipula\u00e7\u00f5es fraudulentas de opera\u00e7\u00f5es alfandeg\u00e1rias; o uso de informa\u00e7\u00e3o privilegiada; a realiza\u00e7\u00e3o de transac\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas sem factura.<br \/>\nPara ter uma ideia da grandeza do valor em 2011, diga-se que correspondeu a 43388 milh\u00f5es de euros; ou seja, que suportaria o or\u00e7amento do minist\u00e9rio da Sa\u00fade durante cerca de cinco anos. Permite-nos tamb\u00e9m afirmar que, em vez do deficit de 4,2% no PIB, o Or\u00e7amento Geral do Estado poderia ter registado um superavit de 0,7%; bastaria, para o efeito, que n\u00e3o houvesse economia paralela e que sobre esse valor reca\u00edsse uma (modesta) carga fiscal m\u00e9dia de 20%. Mais, tendo em conta que um milh\u00e3o de euros em notas de 100 tem cerca de vinte cent\u00edmetros de altura, ent\u00e3o 43388 milh\u00f5es de euros correspondem a uma pilha de cerca de 8,7 quil\u00f3metros de altura de notas de 100.<br \/>\nInfelizmente, atendendo \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o recente da carga fiscal e ao andamento do PIB oficial, podemos esperar um novo aumento, aquando da actualiza\u00e7\u00e3o do \u00edndice para 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oscar Afonso, Jornal i, Na cr\u00f3nica anterior disse-vos que a economia que n\u00e3o \u00e9 contabilizada no c\u00e1lculo do Produto Interno Bruto (PIB) constitui a Economia N\u00e3o Registada (sombra ou paralela), sendo composta por diversas rubricas, nem sempre com fronteiras bem claras entre si: economia subterr\u00e2nea, economia ilegal, economia informal, auto-consumo e a n\u00e3o contabilizada por&hellip; <a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1114\">Ler mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,124],"tags":[],"class_list":["post-1114","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-jornal-i"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1114","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1114"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1114\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8524,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1114\/revisions\/8524"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}