{"id":1113,"date":"2013-02-07T00:00:00","date_gmt":"2013-02-07T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1113"},"modified":"2015-12-04T19:14:26","modified_gmt":"2015-12-04T19:14:26","slug":"o-defice-da-mensagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1113","title":{"rendered":"O D\u00e9fice da Mensagem"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jo\u00e3o Pedro Martins, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/o-defice-da-mensagem=f711249\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/VisaoE220.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De repente, o pa\u00eds entrou em festa com o regresso aos mercados. Sente-se a alegria das pessoas que n\u00e3o t\u00eam emprego e rejubilam os que ficaram com o sal\u00e1rio reduzido. A crise acabou, pelo menos na alegre mensagem do ministro das Finan\u00e7as.<br \/>\nParece que um raio de luz divina penetrou nas densas trevas das finan\u00e7as p\u00fablicas e tudo resplandece perante o sucesso da coloca\u00e7\u00e3o de d\u00edvida soberana na m\u00e3o de soberanos credores. Ser\u00e1 que 23 de janeiro ser\u00e1 um novo feriado nacional?<!--more--><br \/>\nA mensagem publicit\u00e1ria pode transformar uma mentira numa verdade de histeria coletiva. Pode at\u00e9 fazer-nos acreditar que um cego v\u00ea com nitidez o arco-\u00edris. Pode enganar todas as pessoas ao mesmo tempo, mas n\u00e3o consegue iludir todos durante todo o tempo.<br \/>\nUma campanha de marketing pol\u00edtico pode ser gerida pelos melhores publicit\u00e1rios e transmitir-nos a ilus\u00e3o de que estamos no caminho certo. No fundo somos atra\u00eddos para uma armadilha que nos faz pensar que mais recess\u00e3o \u00e9 igual a perman\u00eancia nos mercados financeiros. E estar l\u00e1 \u00e9 como entrar no c\u00e9u com uma aur\u00e9ola de santidade.<br \/>\nA demagogia nunca nos diz como \u00e9 que alimentamos o futuro dos nossos netos e a barriga dos nossos filhos. Enganar os eleitores n\u00e3o \u00e9 muito diferente de um assalto a um banco. Na pr\u00e1tica, desviar o dinheiro dos contribuintes para salvar um banco, apenas inverte a ordem entre um benfeitor p\u00fablico que auxilia um privado e um ladr\u00e3o que assalta a caixa-forte. Ambos usam dinheiro dos contribuintes, seja o governante, o ladr\u00e3o ou o banqueiro. A \u00fanica diferen\u00e7a reside na legalidade do ato. Apenas o ladr\u00e3o (o da caixa-forte) \u00e9 o infrator da lei.<br \/>\nO que sabemos \u00e9 a que d\u00edvida por pagar representa mais de 120% do PIB.<br \/>\nSignifica que nos pr\u00f3ximos quinze meses toda a riqueza gerada no pa\u00eds teria de ser usada para pagar aos nossos credores.<br \/>\nSignifica que durante este tempo ningu\u00e9m estaria autorizado a comer. Todos ter\u00edamos de ir a p\u00e9 para o trabalho e ningu\u00e9m poderia comprar um par de sapatos novos.<br \/>\nSignifica que nenhum portugu\u00eas teria permiss\u00e3o para morrer enquanto n\u00e3o trabalhasse o tempo suficiente para pagar a sua quota-parte da d\u00edvida.<br \/>\nSignifica que os nossos governantes preferem abrir uma garrafa de champanhe e celebrar com os investidores agiotas do que olhar para as insignificantes mis\u00e9rias do povo.<br \/>\nIsto j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 falta de \u00e9tica pol\u00edtica. \u00c9 malandrice. \u00c9 um assalto aos nossos bolsos, enquanto levantamos as m\u00e3os com a fanfarra do regresso aos mercados. Que alegria transbordante \u00e9 pagar juros aos investidores estrangeiros.<br \/>\nConfesso que o excesso de an\u00e1lises pol\u00edticas e gritaria demag\u00f3gica me causam v\u00f3mitos, enquanto a fam\u00edlia do portugu\u00eas an\u00f3nimo continua sem emprego, sem dinheiro e sem comida.<br \/>\nEsta tortura que permanentemente nos diz que \u00e9 imprescind\u00edvel apertar o cinto e que o \u00fanico caminho \u00e9 saltar para o abismo, \u00e9 uma fraude.<br \/>\n\u00c9 imposs\u00edvel saltar sem paraquedas e ficar preso numa nuvem. A lei da gravidade n\u00e3o permite tamanha demagogia. Da mesma forma que as leis imorais, feitas por gente imoral, n\u00e3o podem trazer justi\u00e7a e moralidade a uma sociedade onde abunda a corrup\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA verdade sussurra-nos a todo o instante, e na injusti\u00e7a ela grita. E quando o grito se transforma num clamor coletivo, o medo desaparece.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Pedro Martins, Vis\u00e3o on line, De repente, o pa\u00eds entrou em festa com o regresso aos mercados. Sente-se a alegria das pessoas que n\u00e3o t\u00eam emprego e rejubilam os que ficaram com o sal\u00e1rio reduzido. A crise acabou, pelo menos na alegre mensagem do ministro das Finan\u00e7as. 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