{"id":1105,"date":"2013-01-04T00:00:00","date_gmt":"2013-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1105"},"modified":"2015-12-04T19:07:43","modified_gmt":"2015-12-04T19:07:43","slug":"um-sonho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1105","title":{"rendered":"Um sonho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jo\u00e3o Pedro Martins, Jornal i<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/www.ionline.pt\/iopiniao\/sonho\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a title=\"O \u201cburaco\u201d de Chipre: andam a enganar-nos\" href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/I_Fraude212.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando as doze badaladas assinalaram mais uma passagem de ano, milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo acreditaram que o novo ano seria melhor do que o anterior. Mas no dia seguinte, depois de acordar e regressar \u00e0 normalidade, poucos se lembraram das promessas n\u00e3o cumpridas para mudar comportamentos sociais.<!--more--><br \/>\nDesde que entr\u00e1mos em 2013, sempre que adorme\u00e7o e at\u00e9 ao \u00faltimo segundo antes de despertar, h\u00e1 um sonho que se repete e que me enche de esperan\u00e7a.<br \/>\nNo meu sonho, o Estado \u00e9 corajoso. Os pol\u00edticos n\u00e3o dobram os joelhos perante os poderosos e a justi\u00e7a \u00e9 igual para ricos e para pobres.<br \/>\nNo meu sonho n\u00e3o h\u00e1 governantes a comprar licenciaturas com o mesmo \u00e0 vontade que se paga um caf\u00e9. N\u00e3o h\u00e1 eleitores cobardes que se vendem por um micro-ondas e por promo\u00e7\u00f5es mercen\u00e1rias, nem mun\u00edcipes hipnotizados por Valentins e Isaltinos.<br \/>\nNo meu sonho h\u00e1 um pa\u00eds onde defraudar o pr\u00f3ximo ainda \u00e9 violar um mandamento b\u00edblico. O Estado n\u00e3o deixa prescrever as d\u00edvidas fiscais dos poderosos, nem rouba os carros e as casas dos contribuintes honestos que perderam os empregos e n\u00e3o podem pagar impostos imorais.<br \/>\nNo meu sonho, a justi\u00e7a n\u00e3o \u00e9 cega e n\u00e3o h\u00e1 diretores regionais dos assuntos fiscais em fun\u00e7\u00f5es depois de acusados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico pela pr\u00e1tica de crimes de evas\u00e3o fiscal. Neste pa\u00eds em que gosto de viver depois de adormecer, os crimes de colarinho branco n\u00e3o s\u00e3o branqueados pelos melhores escrit\u00f3rios de advogados. Os criminosos coram de vergonha sempre que se cruzam com a sombra de um contribuinte que paga os seus impostos.<br \/>\nNo meu sonho, a \u00e9tica e as pessoas s\u00e3o mais importantes do que o dinheiro. Por isso, o Estado n\u00e3o se amedronta com os mercados financeiros, nem aplica medidas de austeridade extrema que sufocam as fam\u00edlias e as pequenas empresas. Neste pa\u00eds maravilhoso n\u00e3o se oferecem benef\u00edcios fiscais e posi\u00e7\u00f5es de monop\u00f3lio \u00e0s multinacionais. Nem h\u00e1 lugar para um Estado desmotivado e sem coragem para investir em servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade, na cria\u00e7\u00e3o de empregos para os jovens e na garantia dos cuidados de sa\u00fade para os idosos. Neste pa\u00eds ningu\u00e9m \u00e9 convidado a emigrar.<br \/>\nNo meu sonho h\u00e1 um presidente da Rep\u00fablica que todos os dias n\u00e3o deixa que se apague a chama de esperan\u00e7a para os desempregados e existe um primeiro-ministro que n\u00e3o se cansa em apostar na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de excel\u00eancia como contrapresta\u00e7\u00e3o dos impostos pagos pelos contribuintes. Nesta democracia que mata as ins\u00f3nias h\u00e1 uma oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que n\u00e3o se limita a criticar, mas que procura solu\u00e7\u00f5es e discute propostas para o bem-estar de todos.<br \/>\nNo meu sonho, a corrup\u00e7\u00e3o e a fraude s\u00e3o coisas do passado porque as leis n\u00e3o s\u00e3o feitas pelas minorias, nem para a privataria de l\u00f3bis obscuros. N\u00e3o existe uma zona franca da Madeira, nem piratas fiscais que fumam charutos pagos pela explora\u00e7\u00e3o do trabalho dos pobres.<br \/>\nNunca tenho d\u00favidas de que um dia o meu sonho se vai tornar realidade. A \u00fanica d\u00favida que me persegue depois de acordar \u00e9 saber se Portugal pode ser o pa\u00eds do meu sonho.<br \/>\nTemo que n\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Pedro Martins, Jornal i, Quando as doze badaladas assinalaram mais uma passagem de ano, milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo acreditaram que o novo ano seria melhor do que o anterior. 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