{"id":1091,"date":"2012-11-01T00:00:00","date_gmt":"2012-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1091"},"modified":"2015-12-04T19:14:29","modified_gmt":"2015-12-04T19:14:29","slug":"a-proposito-dos-armstrong-cidadaos-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1091","title":{"rendered":"A prop\u00f3sito dos Armstrong: cidad\u00e3os do mundo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Paulo Vasconcelos, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/a-proposito-dos-armstrong-cidadaos-do-mundo=f693940\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/VisaoE198.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>Parece que os invis\u00edveis l\u00edderes globais e que os nossos vis\u00edveis l\u00edderes pol\u00edticos, em sintonia, nos t\u00eam conduzido a uma sociedade que valoriza o indiv\u00edduo em detrimento do todo, ou seja da pr\u00f3pria conce\u00e7\u00e3o de sociedade. Este abandono humanista que enaltece aquele que fez isto e aquilo e que obscurece os demais, esta filosofia redutora que nega a depend\u00eancia dos feitos individuais do culminar das ideias e trabalho de muitos, tem conduzido a uma sociedade cada vez mais injusta e parcial.<!--more--><br \/>\nMas em que medida \u00e9 que a eleva\u00e7\u00e3o do individualismo e da competi\u00e7\u00e3o pela competi\u00e7\u00e3o pode abrir as portas \u00e0 fraude?<br \/>\n1. Claro que a fraude \u00e9 de quem a pratica mas pode tamb\u00e9m ser o corol\u00e1rio de uma sociedade que premeia avidamente o sucesso individual e a ambi\u00e7\u00e3o desmedida. Esta excessiva focaliza\u00e7\u00e3o nos feitos individuais torna banais a esmagadora maioria dos homens, homens que s\u00e3o apontados como perdedores e frouxos, homens que se v\u00e3o descaracterizando \u2026 e afinal \u00e9 a humanidade que se vai esvaziando.<br \/>\nA competi\u00e7\u00e3o pela competi\u00e7\u00e3o pode chegar ao ponto de, com forte probabilidade, todos os competidores praticarem fraude. Ou seja, sem ela, nem sequer estariam em condi\u00e7\u00f5es de competir. Exemplo \u00e9 o recente caso em que Lance Armstrong \u00e9 acusado de dopagem planeada assim como (parte) da sua equipa. Esta acusa\u00e7\u00e3o parece estar fortemente baseada em depoimentos de ex-colegas que acrescentam que esta \u00e9 uma pr\u00e1tica corrente e extens\u00edvel \u00e0 maioria dos ciclistas. \u00c9 a abordagem \u201cganhar a todo o custo\u201d. A Uni\u00e3o Ciclista Internacional, UCI, ap\u00f3s analisar o relat\u00f3rio da ag\u00eancia antidopagem dos EUA, US Anti-Doping Agency - USADA, esta \u00faltima respons\u00e1vel pela irradica\u00e7\u00e3o de Armstrong, retirou formalmente os t\u00edtulos a Armstrong, em particular os resultantes das sete consecutivas e extraordin\u00e1rias vit\u00f3rias na volta a Fran\u00e7a de 1999 a 2005. Armstrong ter\u00e1 desistido de lutar pela sua inoc\u00eancia neste caso. N\u00e3o sendo necessariamente uma assun\u00e7\u00e3o de culpa, deixa no entanto a sua posi\u00e7\u00e3o mais fragilizada. \u00c9 muito interessante a posi\u00e7\u00e3o j\u00e1 h\u00e1 algum tempo assumida pelo diretor da volta a Fran\u00e7a que ter\u00e1 negado a possibilidade de reatribuir aos segundos classificados as vit\u00f3rias de Lance. Em tanta atribula\u00e7\u00e3o, eis uma atitude s\u00e9ria. A melhor forma de abordar o problema ser\u00e1 n\u00e3o haver vencedor, at\u00e9 porque os segundos, terceiros e seguintes poder\u00e3o tamb\u00e9m eles ter prevaricado.<br \/>\nO lado humano de Lance n\u00e3o pode ser esquecido. Ele pr\u00f3prio vitima de cancro fundou a Lance Armstrong Foundation (http:\/\/lancearmstrong.com\/) com trabalho dirigido \u00e0s pessoas afetadas por este grande desafio para a sociedade do conhecimento.<br \/>\n2. O sucesso muitas vezes \u00e9 resultante de influ\u00eancias, agendas pouco claras, jogos de favor, enfim, de potenciadores do pr\u00f3prio sucesso. As pessoas com sucesso s\u00e3o apontadas como exemplo a seguir, exemplo de tenacidade, ambi\u00e7\u00e3o, trabalho \u00e1rduo e intelig\u00eancia... mas, certamente muitas vezes s\u00e3o \u00e9 defraudadores da verdade e consequentemente da pr\u00f3pria sociedade. Ambi\u00e7\u00e3o, competi\u00e7\u00e3o, sucesso s\u00e3o importantes enquanto motores para o desenvolvimento de uma sociedade e para o avan\u00e7o civilizacional, mas devem ser relativizados quando usados na competi\u00e7\u00e3o pela competi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nFaleceu este agosto passado Neil Alden Armstrong (5 de agosto de 1930 - 25 de agosto de 2012), primeiro homem a pisar na Lua, na base da Tranquilidade, em 1969 com a miss\u00e3o Apollo 11. Ficou c\u00e9lebre a frase que proferiu ao pisar o solo lunar: \"one small step for man, one giant leap for mankind\u201d. Foi um legado ao conhecimento cient\u00edfico e \u00e0 humanidade. Antes havia sido piloto de testes, servido na Marinha do seu pa\u00eds e participado em muitas outras miss\u00f5es como astronauta. Com a Apollo 11 colocou termo \u00e0 sua participa\u00e7\u00e3o na NASA, n\u00e3o pretendendo tirar partido pessoal do \u00eaxito. Feito que ele simboliza e para o qual muito contribuiu, mas que \u00e9 um feito de uma equipa, do sonho e empenho de vida de muitos. Tornou-se professor universit\u00e1rio e sempre recusou os in\u00fameros e aliciantes convites para dispor do poder da sua influ\u00eancia e ganhar dinheiro com ela.<br \/>\nAquele que foi um pequeno passo para o homem, tendo sido um feito para Neil, foi, como a c\u00e9lebre frase proclama, um avan\u00e7o para a humanidade.<br \/>\n3. Ambi\u00e7\u00e3o, competi\u00e7\u00e3o e procura por sucesso, em doses quanto baste, s\u00e3o obviamente importantes, at\u00e9 para a autoestima de cada um. O bem-estar do indiv\u00edduo sim, deve ser cuidado. Agora, perante o mundo pressionante, quando se v\u00e3o perdendo as for\u00e7as para competir e quando se acumulam m\u00faltiplos insucessos para poucos e curtos momentos de felicidade, temos de procurar inspira\u00e7\u00e3o.<br \/>\nLouis Daniel Armstrong (4 de agosto de 1901 - 6 de julho de 1971) foi outro Armstrong famoso. Cantor, compositor e trompetista entre outras facetas, desenvolveu, fruto do seu reconhecimento, a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, elaborando sobre racismo. Era um homem influenciado por ideais e n\u00e3o teve receio em se debater em prol deles.<br \/>\nNesta fase t\u00e3o negra, esque\u00e7amos por momentos a ambi\u00e7\u00e3o desmedida, o poder, o dinheiro que possa sustentar e perpetuar esse poder, a persegui\u00e7\u00e3o de fins ef\u00e9meros, muitas vezes com esquemas fraudulentos. Para um simples momento de inspira\u00e7\u00e3o, atrevo-me a sugerir que escutem e se deixem impregnar com \u201cwhat a wonderful world\u201d<br \/>\n(http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=E2VCwBzGdPM)<br \/>\ninterpretado por Louis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Vasconcelos, Vis\u00e3o on line, Parece que os invis\u00edveis l\u00edderes globais e que os nossos vis\u00edveis l\u00edderes pol\u00edticos, em sintonia, nos t\u00eam conduzido a uma sociedade que valoriza o indiv\u00edduo em detrimento do todo, ou seja da pr\u00f3pria conce\u00e7\u00e3o de sociedade. 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