{"id":1088,"date":"2012-10-05T00:00:00","date_gmt":"2012-10-05T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1088"},"modified":"2015-12-04T19:14:30","modified_gmt":"2015-12-04T19:14:30","slug":"a-teoria-da-relatividade-da-fraude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1088","title":{"rendered":"A Teoria da Relatividade da Fraude"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Henrique Santos, <span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span><\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/a-teoria-da-relatividade-da-fraude=f689597\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/VisaoE194.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na vida (e na morte, quem sabe) tudo \u00e9 relativo. E se tudo \u00e9 relativo, tamb\u00e9m a fraude o \u00e9.<br \/>\nO que hoje \u00e9 fraude, amanh\u00e3 j\u00e1 pode n\u00e3o o ser. O que ontem foi fraude, talvez hoje n\u00e3o o seja mais. Neste prisma, podemos mesmo exemplificar com a evolu\u00e7\u00e3o legislativa e, portanto, dependemos desta para saber se determinada a\u00e7\u00e3o \u00e9, de facto, considerada fraude, ontem, hoje ou, qui\u00e7\u00e1, amanh\u00e3. Estamos perante uma relatividade temporal (n\u00e3o legislativa).<!--more--><br \/>\nO que \u00e9 considerado fraude em Portugal pode n\u00e3o o ser em Marrocos, ou o que \u00e9 considerado fraude na B\u00e9lgica pode n\u00e3o o ser no M\u00f3naco ou em Andorra. Estamos perante uma relatividade geogr\u00e1fica (e n\u00e3o s\u00f3).<br \/>\nDepois, h\u00e1 ainda aquela fraude que \u00e9 vista aos olhos de uns como o sendo (sentindo-a como tal), e aos de outros como n\u00e3o o sendo, mediante cren\u00e7as, usos e costumes. Estamos pois, perante uma relatividade psicol\u00f3gica da fraude (baseada na perce\u00e7\u00e3o de cada um).<br \/>\nMais \u00e0 frente, encontramos aqueles para quem a fraude \u00e9 um meio para atingir os fins (sempre dignos e superiores), e outros para quem, independentemente dos fins (mais ou menos dignos, mais ou menos importantes), a mesma nunca ser\u00e1 um meio, e jamais um fim. Aqui fala-se da relatividade funcional da fraude. \u00c9 f\u00e1cil perceber a raz\u00e3o (verificar se a fraude funciona, ou n\u00e3o, como um meio).<br \/>\nL\u00e1 para o fim, surge aquele ato que classificamos como fraude (quando nos interessa), e exatamente o contr\u00e1rio quando n\u00e3o nos interessa. Isto \u00e9, classificamos um ato como sendo fraude quando vamos ser prejudicados com o mesmo (ou n\u00e3o vamos ser beneficiados), e classificamos o mesm\u00edssimo ato como n\u00e3o sendo fraude, quando isso nos \u00e9 mais vantajoso ou menos penoso. Aqui estamos perante a relatividade egoc\u00eantrica da fraude, quase equivalente \u00e0 velha m\u00e1xima \u201co que \u00e9 meu \u00e9 meu, o que \u00e9 teu \u00e9 meu\u201d.<br \/>\nEstamos pois (desculpem a generaliza\u00e7\u00e3o), a relativizar a fraude, tal como o fazemos com a democracia. Recorrendo mais uma vez ao discurso metaf\u00f3rico, n\u00e3o preciso de ir mais longe: Dizia o pai do amigo de um amigo meu: \u201cN\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que seja mais a favor da democracia do que eu, e na minha casa \u00e9 a democracia que reina, desde que fa\u00e7am tudo o que eu quero...!\u201d<br \/>\nComo certamente j\u00e1 perceberam, tudo o que foi escrito anteriormente n\u00e3o faz qualquer sentido, n\u00e3o tem l\u00f3gica, nem ader\u00eancia \u00e0 realidade! Pior, \u00e9 um conjunto de barbaridades mor, que mais n\u00e3o pode significar do que algu\u00e9m n\u00e3o ter nada para fazer. At\u00e9 prejudica os que v\u00e3o ler o texto, \u00e9 algo que n\u00e3o acrescenta valor. Certamente servir\u00e1 s\u00f3 para [des]valorizar quem o escreveu.<br \/>\nPois t\u00eam raz\u00e3o, \u00e9 este o sil\u00eancio da fraude que todos os dias nos entra na pele e, pior, que todos os dias nos sai dela. Isto sim, \u00e9 a fraude\u2026 n\u00e3o faz sentido, n\u00e3o tem l\u00f3gica, mas existe!<\/p>\n<p>- Calem-se?!<br \/>\nFez um gesto estranho com a face, como quem estivesse a estranhar a express\u00e3o. Continuou a magicar e a encarar a realidade com a mesma ilus\u00e3o que ia construindo \u00e0 sua frente. Preferiu ir ao circo, que fazer parte dele!<br \/>\nSer\u00e1 que estar na plateia do circo tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 fazer parte dele? Pensou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Santos, Vis\u00e3o on line, Na vida (e na morte, quem sabe) tudo \u00e9 relativo. E se tudo \u00e9 relativo, tamb\u00e9m a fraude o \u00e9. O que hoje \u00e9 fraude, amanh\u00e3 j\u00e1 pode n\u00e3o o ser. 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