{"id":1082,"date":"2012-08-30T00:00:00","date_gmt":"2012-08-30T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1082"},"modified":"2015-12-04T19:14:31","modified_gmt":"2015-12-04T19:14:31","slug":"nao-ha-mal-que-sempre-dure-nem-mal-que-nao-se-acabe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1082","title":{"rendered":"N\u00e3o h\u00e1 mal que sempre dure nem &#8220;mal&#8221; que n\u00e3o se acabe&#8230;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Maria do C\u00e9u Ribeiro, <span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span><\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/visao.sapo.pt\/nao-ha-mal-que-sempre-dure-nem-mal-que-nao-se-acabe=f683404\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/VisaoE189.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o basta estarmos atentos aos v\u00e9rtices do Tri\u00e2ngulo da Fraude (Donald Cressey, 1953) ou do Diamante (David T. Wolfe and Dana R. Hermanson, 2004). \u201cQuem mal entende, mal conta!\u201d.<!--more--><br \/>\nPerante a velocidade desafiadora e complexa das mudan\u00e7as no ambiente empresarial e a import\u00e2ncia crescente das tecnologias de informa\u00e7\u00e3o na gera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de vantagens competitivas, deparamo-nos com entidades empresariais compostas por processos produtivos e administrativos cada vez mais automatizados, integrados e, consequentemente, mais complexos. N\u00e3o \u00e9 assim de estranhar as necessidades de adequadas ferramentas tecnol\u00f3gicas de monitoriza\u00e7\u00e3o pelos gestores e um maior recurso a t\u00e9cnicas de auditoria com recurso a computadores, ferramentas inform\u00e1ticas variadas que suportam uma abordagem flex\u00edvel e interativa numa estrutura de base de dados, ou softwares de auditoria generalizados, aplica\u00e7\u00f5es integradas que permitem obter evid\u00eancia diretamente dos registos produzidos e mantidos por aplica\u00e7\u00f5es inform\u00e1ticas.<br \/>\n\u00c9 neste ambiente que a Auditoria Cont\u00ednua On-line tem tentado dar os primeiros passos, tendo todos os ingredientes para o combate \u00e0 fraude ocupacional e, em particular, nas vertentes, \u201cApropria\u00e7\u00e3o Indevida de Ativos\u201d e \u201cFraude no Relato Financeiro\u201d. Trata-se de um tipo de auditoria que produz resultados simultaneamente ou ap\u00f3s um curto per\u00edodo sobre a ocorr\u00eancia de determinados factos programados para serem relevantes para an\u00e1lise (\u201calarms\u201d), pressupondo a exist\u00eancia de um processo de reporting totalmente automatizado e com acesso just in time a todos os eventos e relat\u00f3rios relevantes, atrav\u00e9s da recolha alargada de dados extravasando a \u00e1rea financeira, ou seja, assenta no acesso remoto entre o auditor e o auditado. As condi\u00e7\u00f5es subjacentes s\u00e3o as de que toda a informa\u00e7\u00e3o financeira seja registada e mantida eletronicamente e de que redes computorizadas permitam o acesso cont\u00ednuo remoto \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNada mais simples, com as atuais comunica\u00e7\u00f5es web, que permitem desenvolver m\u00e9tricas anal\u00edticas aos diferentes n\u00edveis da cadeia de valor e dos diversos processos dentro das organiza\u00e7\u00f5es. O que explica ent\u00e3o o seu estado embrion\u00e1rio e o seu fraco, qui\u00e7\u00e1 nulo, desenvolvimento? A corrente est\u00e1 a seu favor, mas parece encalhada na mar\u00e9 baixa!<br \/>\n\u00c9 certo que o seu sucesso depender\u00e1 do grau de desenvolvimento tecnol\u00f3gico de cada setor de atividade e que a grande variedade de software usado nas organiza\u00e7\u00f5es torna complicado o desenvolvimento e dispendioso a atualiza\u00e7\u00e3o de sistemas integrados de auditoria on-line, os quais constituem o pilar da sua arquitetura, mas n\u00e3o ser\u00e1 apenas esse o entrave.<br \/>\nAs vantagens da desmaterializa\u00e7\u00e3o dos dados foram not\u00f3rias nestas \u00faltimas d\u00e9cadas, mas a desmaterializa\u00e7\u00e3o da auditoria, substitu\u00edda por m\u00e1quinas e simples guardi\u00f5es diagnosticadores da natureza dos \u201calarms\u201d impede, em certa medida, a observa\u00e7\u00e3o do comportamento do auditado e do pr\u00f3prio ambiente de controlo pela falta de contacto direto, pessoal e permanente entre o auditor e o auditado, abrindo nova brecha na dete\u00e7\u00e3o de esquemas de fraude. Embora mesmo indiv\u00edduos outrora honestos possam cometer fraude num ambiente que imponha suficiente press\u00e3o sobre si mesmos, o distanciamento compromete a avalia\u00e7\u00e3o da integridade, valores \u00e9ticos e compet\u00eancia das pessoas da entidade, assim como a filosofia e estilo operacional da gest\u00e3o.<br \/>\nO custo acrescido da auditoria cont\u00ednua on-line compensar\u00e1 as perdas da fraude ocupacional? A rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio afigura-se de dif\u00edcil medi\u00e7\u00e3o. Os \u00faltimos relat\u00f3rios da ACFE (Association of Certified Fraud Examiners) de 2004 a 2012 quantificam as perdas entre os 5% e 7% do volume de neg\u00f3cios, levantando d\u00favidas sobre a sua ader\u00eancia \u00e0 realidade, tendo em conta a evolu\u00e7\u00e3o da conjuntura econ\u00f3mica no per\u00edodo em causa. A problem\u00e1tica do reconhecimento e quantifica\u00e7\u00e3o dos custos incorridos com fraude ocupacional impossibilita a aceita\u00e7\u00e3o por parte das organiza\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\u00c0 quest\u00e3o \u201cPode a Auditoria Cont\u00ednua On-Line garantir a dete\u00e7\u00e3o de todos os casos de fraude?\u201d a resposta continua a ser negativa. Enquanto n\u00e3o for poss\u00edvel prever todas as novas formas de fraude, ser\u00e1 dif\u00edcil garantir a adequabilidade dos testes sobre os dados existentes nas organiza\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\u201cO mal tem asas, e o bem anda a passo de tartaruga!\u201d O despoletar de relat\u00f3rios de exce\u00e7\u00f5es a analisar (\u201calarms\u201d) traduz-se numa altera\u00e7\u00e3o paradigm\u00e1tica do conceito de auditoria, a qual, no entanto, mesmo com meios t\u00e9cnicos \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o consegue combater as diversas frentes da batalha contra a fraude ocupacional. O \u201cdinheiro \u00e9 mais afiado do que uma espada!\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria do C\u00e9u Ribeiro, Vis\u00e3o on line, N\u00e3o basta estarmos atentos aos v\u00e9rtices do Tri\u00e2ngulo da Fraude (Donald Cressey, 1953) ou do Diamante (David T. Wolfe and Dana R. 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