{"id":1049,"date":"2012-01-05T00:00:00","date_gmt":"2012-01-05T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1049"},"modified":"2015-12-04T19:19:07","modified_gmt":"2015-12-04T19:19:07","slug":"duvidas-do-amanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1049","title":{"rendered":"D\u00favidas do amanh\u00e3!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Carlos Pimenta, <\/strong><\/span><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/duvidas-do-amanha=f641517\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/VisaoE155.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>1. Um soci\u00f3logo brasileiro criou uma situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica: que responderiam an\u00f3nimos cidad\u00e3os do fim s\u00e9culo XIX se lhes perguntassem o que era previs\u00edvel no s\u00e9culo seguinte: (1) Pousar\u00e1 o homem na Lua? (2) Acabar\u00e1 a fome no mundo?<br \/>\nSeria de admitir que respondessem negativamente \u00e0 primeira e afirmativamente \u00e0 segunda. A hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX demonstrou, para vergonha da humanidade, exatamente o contr\u00e1rio.<!--more--><br \/>\n2. Recuem ao tempo em que a \u00c1frica sangrou com uma desenfreada escravatura imposta pelos civilizados europeus. Fam\u00edlias e povos destro\u00e7ados, assassinados em nome da riqueza agr\u00e1ria em outras partes do mundo.<br \/>\nAdmitam o tempo dos escravos j\u00e1 nascidos em escravatura, sem terra, bens, ou para onde ir, cuja sobreviv\u00eancia dependia dos senhores. Admitam que ent\u00e3o se fazia um referendo perguntando se eles queriam o que nunca conheceram: a liberdade. \u00c9 muito prov\u00e1vel que o resultado fosse negativo.<br \/>\nPor isso Samora Machel, \u201cnuma das reuni\u00f5es preliminares para os Acordos de Lusaca (7 de Setembro de 1974), em resposta \u00e0 exig\u00eancia do General Sp\u00ednola de haver um plebiscito para que o povo mo\u00e7ambicano opinasse se queria ou n\u00e3o a independ\u00eancia\u201d respondeu \u201cN\u00e3o se pergunta a um escravo se quer ser livre\u201d (Jo\u00e3o Schwalbach).<br \/>\n3. Quando se analisa a exist\u00eancia dos \u201cpara\u00edsos fiscais\u201d e as opera\u00e7\u00f5es que neles s\u00e3o processados, argumentam uns que estamos perante um funcionamento da sociedade discriminat\u00f3ria e atentat\u00f3ria das condi\u00e7\u00f5es de vida dos cidad\u00e3os do nosso planeta. Responder\u00e3o outros, os benefici\u00e1rios, que, sendo legal, dever\u00e3o aproveitar da sua exist\u00eancia.<br \/>\nResponde Jo\u00e3o Pedro Martins. \u201cOs para\u00edsos fiscais s\u00e3o um projecto desenhado pelas elites do dinheiro para capturar o poder pol\u00edtico e obter vantagens econ\u00f3micas. O colonialismo e a escravatura s\u00e3o coisas do passado, mas a influ\u00eancia silenciosa da alta finan\u00e7a e das multinacionais constitui a m\u00e3o invis\u00edvel da escravatura econ\u00f3mica moderna\u201d (\u201cSuite 605\u201d, p\u00e1g. 192). Tamb\u00e9m \u201cHouve uma \u00e9poca em que, por decreto, a escravatura e o apartheid eram pr\u00e1ticas legais que beneficiavam de aceita\u00e7\u00e3o social por parte das elites. Em tempos n\u00e3o muito remotos, as mulheres n\u00e3o tinham acesso a exercer o direito de voto ou a frequentar o ensino p\u00fablico. A lei nem sempre significa justi\u00e7a e liberdade, sobretudo quando aqueles que a elaboram s\u00e3o os seus principais benefici\u00e1rios ou usam o poder de legislar para a obten\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gios vedados aos restantes cidad\u00e3os\u201d (p\u00e1g. 189\/90).<br \/>\n4. A liberdade de alguns \u00e9 a aus\u00eancia para outros. A igualdade \u00e9 formal \u2013 tamb\u00e9m bem arredada nos tempos atuais \u2013 para que a realidade seja a sua nega\u00e7\u00e3o. A fraternidade n\u00e3o \u00e9 a esmola ao pobre, muito menos a guerra financeira e o cr\u00e9dito agiota. Assim andam os lemas da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 a Democracia. H\u00e1 democracias.<br \/>\nJusti\u00e7a e lei, comportamento \u00e9tico e atua\u00e7\u00e3o legal, bin\u00f3mios a questionar. O que hoje \u00e9 considerado correto e o que ser\u00e1 reconhecido como tal amanh\u00e3 podem estar do mesmo lado do vale, ou separados por abismos rasgados pelas grandes transforma\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria.<br \/>\nA fraude \u00e9 uma viola\u00e7\u00e3o da lei. Frequentemente n\u00e3o \u00e9 julgada como tal se \u00e9 cometida pelo Estado ou pelos donos do mundo. A fraude \u00e9 uma viola\u00e7\u00e3o da \u00e9tica, julgada por todos, perdoada para muitos.<br \/>\nVivemos uma \u00e9poca em que o amanh\u00e3 pode n\u00e3o ser a continua\u00e7\u00e3o de hoje.<br \/>\nQual ser\u00e1 a fronteira \u00e9tica de amanh\u00e3?<br \/>\nAjudem-me a responder, que eu n\u00e3o sei.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Pimenta, Vis\u00e3o on line, 1. 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