{"id":1037,"date":"2011-10-13T00:00:00","date_gmt":"2011-10-13T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1037"},"modified":"2015-12-04T19:19:10","modified_gmt":"2015-12-04T19:19:10","slug":"alo-e-da-suica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1037","title":{"rendered":"Al\u00f4, \u00e9 da Su\u00ed\u00e7a?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira, <span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span><\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/alo-e-da-suica=f627133\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/VisaoE143.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>Por mais que as autoridades nacionais e europeias fa\u00e7am declara\u00e7\u00f5es assegurando que os denominados \u201cpa\u00edses do Euro\u201d ir\u00e3o continuar ligados pela moeda \u00fanica independentemente do que vier a acontecer \u00e0 Gr\u00e9cia e restantes pa\u00edses em dificuldades or\u00e7amentais, o facto \u00e9 que em Portugal nem todos os agentes econ\u00f3micos parecem acreditar em tal. Com efeito, s\u00e3o cada vez mais evidentes os sinais de fuga de capitais do pa\u00eds rumo a paragens supostamente mais seguras, provenientes sobretudo das designadas \u201cgrandes fortunas\u201d.<!--more--><br \/>\nA Su\u00ed\u00e7a sempre foi olhada como um o\u00e1sis de seguran\u00e7a financeira, onde o segredo sobre quem tem o qu\u00ea tende a ser preciosamente guardado. Na conjuntura financeira dif\u00edcil que se vive na Uni\u00e3o Europeia, esse o\u00e1sis parece oferecer, portanto, condi\u00e7\u00f5es que v\u00e3o de encontro aos anseios de todos aqueles que vivem no receio de verem perigar os milh\u00f5es das respectivas fortunas.<br \/>\nNo per\u00edodo que se seguiu \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o de Abril de 1974 em Portugal, caracterizado pela turbul\u00eancia pol\u00edtica e financeira, surgiam pontualmente not\u00edcias nos jornais de pessoas que, procurando colocar fora do pa\u00eds as respectivas poupan\u00e7as, eram apanhadas nas fronteiras com malas atafulhadas de papel moeda que tentavam passar disfar\u00e7adas nos controlos. Havia, portanto, um risco nesse tipo de atua\u00e7\u00e3o, que potencialmente ter\u00e1 condicionado a decis\u00e3o de muitos quanto a retirarem as poupan\u00e7as do pa\u00eds.<br \/>\nHoje a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente. Os meios financeiros podem ser legalmente deslocados para qualquer parte do mundo por via electr\u00f3nica, sem necessidade dos seus detentores os terem de transportar fisicamente, \u00e0s escondidas, por montes e vales. E nem a falta de uma conta banc\u00e1ria no exterior, para onde tais meios possam ser dirigidos, \u00e9 problema. Sem preju\u00edzo de outras solu\u00e7\u00f5es igualmente expeditas, que supram a necessidade de arranjar um destino exterior para as poupan\u00e7as, h\u00e1 actualmente bancos su\u00ed\u00e7os que prestam servi\u00e7o \u201cao domicilio\u201d, em qualquer pa\u00eds, bastando fazer um telefonema para que eles enviem um ou mais discretos funcion\u00e1rios que, junto do detentor da fortuna a transferir, tratam de todos os detalhes necess\u00e1rios ao efeito. Tudo, claro, dentro da mais estrita legalidade.<br \/>\nMas este processo n\u00e3o ocorre sem que a banca portuguesa, atrav\u00e9s dos seus departamentos de gest\u00e3o de fortunas, ofere\u00e7a resist\u00eancia. Esta, \u00e9 determinada pelo desejo de continuar a gerir a fortuna do cliente e tem subjacente a oferta de alternativas para a respectiva coloca\u00e7\u00e3o no exterior, em domic\u00edlio em que o banco portugu\u00eas tenha sucursal. Isto explicar\u00e1, por exemplo, uma parte dos milh\u00f5es que flu\u00edram e continuam a fluir para os para\u00edsos fiscais, vulgo \u201coffshores\u201d. Argumentam os bancos que essa atua\u00e7\u00e3o tem vantagens para o pa\u00eds, relativamente \u00e0 transfer\u00eancia das fortunas para institui\u00e7\u00f5es estrangeiras, por ser mais f\u00e1cil no futuro, estabilizada a situa\u00e7\u00e3o financeira, dilu\u00eddos os actuais medos, fazer voltar esses capitais ao sistema banc\u00e1rio nacional. S\u00f3 o futuro poder\u00e1 fornecer evid\u00eancia que sustente este tipo de argumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que se acaba de referir aplica-se a montantes escritos com muitos zeros, daqueles que verdadeiramente merecem a designa\u00e7\u00e3o de \u201cfortunas\u201d. Os montantes de menor dimens\u00e3o, como s\u00e3o os das pequenas poupan\u00e7as, s\u00e3o menos m\u00f3veis, dados os custos associados a uma domicilia\u00e7\u00e3o no exterior. As alternativas que se oferecem aos seus detentores s\u00e3o em muito menor n\u00famero. A fazer f\u00e9 no que se l\u00ea na imprensa de \u00edndole econ\u00f3mica, uma das mais procuradas (excluindo, claro, a antiqu\u00edssima t\u00e9cnica de esconder as notas no \u201ccolch\u00e3o\u201d) \u00e9 depositar as poupan\u00e7as numa sucursal de um banco estrangeiro a operar em Portugal, que est\u00e1 abrangida pela lei do pa\u00eds de origem desse banco. Nada, portanto, com o \u201cglamour\u201d de poder escolher de um card\u00e1pio de solu\u00e7\u00f5es, que v\u00e3o desde a Su\u00ed\u00e7a aos mais renomados \u201coffshores\u201d, o destino para acolhimento do respectivo dinheiro.<br \/>\nPortanto, at\u00e9 no que respeita \u00e0 fuga de capitais os \u201ccidad\u00e3os\u201d s\u00e3o diferentes. Tais como s\u00e3o diferentes, quanto ao n\u00famero de zeros, os saldos das respectivas contas banc\u00e1rias. Em comum, a recusa em partilharem do esfor\u00e7o de ajustamento or\u00e7amental e financeiro em curso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Moreira, Vis\u00e3o on line, Por mais que as autoridades nacionais e europeias fa\u00e7am declara\u00e7\u00f5es assegurando que os denominados \u201cpa\u00edses do Euro\u201d ir\u00e3o continuar ligados pela moeda \u00fanica independentemente do que vier a acontecer \u00e0 Gr\u00e9cia e restantes pa\u00edses em dificuldades or\u00e7amentais, o facto \u00e9 que em Portugal nem todos os agentes econ\u00f3micos parecem&hellip; <a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1037\">Ler mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,123],"tags":[],"class_list":["post-1037","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-visao-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1037"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1037\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8371,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1037\/revisions\/8371"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}