{"id":1007,"date":"2011-03-17T00:00:00","date_gmt":"2011-03-17T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1007"},"modified":"2015-12-04T19:19:18","modified_gmt":"2015-12-04T19:19:18","slug":"estrategias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1007","title":{"rendered":"Estrat\u00e9gias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, <span style=\"color: #d8070f;\"><strong>Vis\u00e3o on line<\/strong><\/span><\/strong><\/span>,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a style=\"font-size: 0.75rem; line-height: 1.25rem;\" href=\"http:\/\/aeiou.visao.pt\/estrategias=f594601\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19 alignleft\" title=\"Liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Publica\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/go2.png\" alt=\"\" width=\"16\" height=\"16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/VisaoE113.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2032 alignleft\" title=\"Ficheiro PDF\" src=\"http:\/\/obegef.pt\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pdf_button.png\" alt=\"\" width=\"14\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cQuando se navega sem destino, nenhum vento \u00e9 favor\u00e1vel\u201d, \u00e9 m\u00e1xima associada a S\u00e9neca (fil\u00f3sofo que viveu em Roma durante o auge do Imp\u00e9rio Romano, entre os anos 4 a.C. e 65 d.C.), que p\u00f5e em evid\u00eancia uma no\u00e7\u00e3o de grande import\u00e2ncia, que compreende a necessidade de ao longo das nossas vidas irmos definindo objectivos e, correlativamente, as estrat\u00e9gias para os ir alcan\u00e7ando.<!--more--><br \/>\nApesar de n\u00e3o ser propriamente grande especialista nos territ\u00f3rios da economia ou da gest\u00e3o, correndo por isso mesmo o risco de fazer afirma\u00e7\u00f5es tecnicamente menos correctas, n\u00e3o quero no entanto deixar de tecer e partilhar algumas reflex\u00f5es, necessariamente de car\u00e1cter emp\u00edrico, que considero importantes nos tempos presentes relativamente \u00e0 realidade que atravessamos (por vezes interrogo-me se n\u00e3o ser\u00e1 a pr\u00f3pria realidade que nos est\u00e1 nos atravessar?).<br \/>\nO exemplo mais simples e porventura mais palp\u00e1vel que podemos encontrar acerca da import\u00e2ncia de definirmos objectivos e delinearmos as correspondentes estrat\u00e9gias para os alcan\u00e7ar, est\u00e1, para n\u00e3o irmos mais longe, em cada um de n\u00f3s, nomeadamente na rela\u00e7\u00e3o que vamos mantendo com o contexto da nossa vida. Se fizermos agora, neste preciso momento, um pequeno exerc\u00edcio de auto-reflex\u00e3o, conseguimos identificar rapidamente um conjunto de objectivos (mais ou menos realistas e a cumprir em futuros mais ou menos pr\u00f3ximos) que nos propomos ir alcan\u00e7ando em fun\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias que consideramos ajustadas e que v\u00e3o dependendo das circunst\u00e2ncias que se nos v\u00e3o deparando a cada momento.<br \/>\nDigamos, traduzindo por termos mais mundanos, que os objectivos s\u00e3o metas que desejamos alcan\u00e7ar e as estrat\u00e9gias s\u00e3o os caminhos que vamos trilhando para l\u00e1 chegar. O exemplo mais simples \u00e9 de uma viagem. Imaginemos, por exemplo, que nos encontramos em Lisboa e pretendemos ir ao Porto. Chegar ao Porto passa a ser o objectivo, e a forma como iremos fazer o percurso entre as duas cidades, a estrat\u00e9gia. Importa ainda que se conhe\u00e7am as circunst\u00e2ncias em que nos encontramos para que possamos escolher a melhor estrat\u00e9gia. Assim, se se trata por exemplo de uma desloca\u00e7\u00e3o em trabalho, que nos obrigue a estar no Porto num determinado momento, teremos de escolher a forma de desloca\u00e7\u00e3o mais apropriada em fun\u00e7\u00e3o desse crit\u00e9rio. Poderemos utilizar o avi\u00e3o, o comboio ou o autom\u00f3vel, enfim o meio de transporte que melhores garantias nos d\u00ea de estarmos l\u00e1, no local, dia e hora aprazados. Por\u00e9m, se a viagem se projecta num contexto de passeio de fim-de-semana ou mesmo de f\u00e9rias, a estrat\u00e9gia ser\u00e1, muito provavelmente, diferente. Utilizaremos pela certa o nosso autom\u00f3vel, para evitarmos limita\u00e7\u00f5es de v\u00e1ria ordem, nomeadamente de hor\u00e1rios. \u00c9 tamb\u00e9m muito natural que seleccionemos pontos interm\u00e9dios para paragem, para almo\u00e7ar num determinado local, ou at\u00e9 para visitar uns familiares que vivam algures a meio do percurso. De uma forma ou de outra, havemos de alcan\u00e7ar o nosso objectivo, que \u00e9 chegar ao Porto.<br \/>\nObviamente que este processo n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o linear, at\u00e9 porque por vezes cruzamo-nos com factores imponder\u00e1veis, de todo n\u00e3o previstos nem previs\u00edveis, que nos obrigam a ter que alterar tudo, como por exemplo termos de ficar retidos horas a fio devido a um acidente na estrada. Por\u00e9m e apesar de n\u00e3o ser uma aritm\u00e9tica constante, em que dois mais dois nem sempre s\u00e3o quatro, julgo que possamos facilmente aceitar que, pelo menos em termos abstractos, a vida de cada um de n\u00f3s tende a decorrer dentro de um fio condutor que obedece a uma l\u00f3gica com estas caracter\u00edsticas. Vamos definindo diversos objectivos, de prefer\u00eancia realistas (alcan\u00e7\u00e1veis), das mais diversas ordens (na escola, no trabalho, nas f\u00e9rias, nas compras, na rela\u00e7\u00e3o com os outros, etc.), a alcan\u00e7ar em futuros mais ou menos distantes, e, em cada dia, vamos dando pequenos passos no sentido de os ir concretizando. \u00c9 assim a vida de cada um de n\u00f3s, individualmente e a das nossas fam\u00edlias, e dever\u00e1 ser assim tamb\u00e9m relativamente aos grupos de que fazemos parte, nomeadamente nas organiza\u00e7\u00f5es onde trabalhamos ou onde desenvolvemos outra qualquer actividade, ou simplesmente com que nos identificamos (o clube de futebol, a associa\u00e7\u00e3o cultural e recreativa, etc.) e na vida da pr\u00f3pria sociedade de que fazemos parte, ou ainda, porque n\u00e3o referi-lo (sobretudo num tempo de globaliza\u00e7\u00e3o marcado pela quebra de fronteiras), numa regi\u00e3o do globo ou, utopia das utopias, relativamente \u00e0 pr\u00f3pria humanidade, numa esp\u00e9cie de des\u00edgnio do homem ou \u201csentido da vida\u201d.<br \/>\n\u00c9 evidente que para l\u00e1 de poder n\u00e3o ser assim t\u00e3o linear, como j\u00e1 se disse, este processo tende ainda a ser tanto mais complicado quanto mais alargada seja a dimens\u00e3o dos grupos e das organiza\u00e7\u00f5es que consideremos. Quanto mais pessoas estiverem envolvidas, mais dif\u00edcil se torna a estabiliza\u00e7\u00e3o de objectivos realistas a alcan\u00e7ar pelo grupo, o alinhamento das vontades das pessoas envolvidas em fun\u00e7\u00e3o de tais objectivos (entroncam aqui, por exemplo, aspectos t\u00e3o importantes como os da lideran\u00e7a, ou as expectativas sociais) e a defini\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias de ac\u00e7\u00e3o do grupo, que h\u00e3o-de permitir alcan\u00e7ar tais objectivos.<br \/>\nA verdade por\u00e9m \u00e9 que muito provavelmente, em reflexo dos efeitos profundos do processo de globaliza\u00e7\u00e3o, estamos, um pouco por todo o mundo, a atravessar um per\u00edodo hist\u00f3rico em que os sujeitos s\u00e3o capazes de reconhecer os seus pr\u00f3prios objectivos e estrat\u00e9gias, bem como os das suas fam\u00edlias e porventura dos grupos de que fazem parte, parecendo de reconhecimento mais improv\u00e1vel os objectivos e as estrat\u00e9gias de \u00e2mbito nacional. Se questionarmos um qualquer cidad\u00e3o do mundo, ou muito me engano ou provavelmente n\u00e3o saber\u00e1 dizer para onde o seu pa\u00eds se dirige, nem, pelo menos, para onde pretende dirigir-se, que caminhos tenciona percorrer para l\u00e1 chegar, nem que dificuldades possa encontrar nessa caminhada.<br \/>\n\u00c9 afinal um dos reflexos do processo de anomia que identifiquei em textos anteriores e que tem caracterizado as profundas mudan\u00e7as nos modelos de organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, pol\u00edtica, social e cultural. J\u00e1 n\u00e3o reconhecemos os modelos que contextualizaram a forma\u00e7\u00e3o da nossa identidade social, mas ainda n\u00e3o somos capazes de identificar aqueles que os est\u00e3o a substituir.<br \/>\nA ser verdadeira esta percep\u00e7\u00e3o, v\u00e3o-nos restando apenas os objectivos e estrat\u00e9gias individuais e de grupo, ficando em suspenso aquela parte dos objectivos e das estrat\u00e9gias, que tamb\u00e9m devem existir, que derivam ou que se alicer\u00e7am nos de \u00e2mbito mais alargado. \u00c9 que s\u00e3o eles, os de \u00e2mbito mais alargado, que de alguma forma nos ajudam a olhar para mais longe, a podermos esbo\u00e7ar algumas linhas de horizonte mais long\u00ednquo, a podermos antecipar, com um m\u00ednimo grau de certeza, os quadros futuros para n\u00f3s pr\u00f3prios e sobretudo para os nossos filhos. S\u00e3o esses quadros que criam expectativas positivas de ac\u00e7\u00e3o e de certa forma nos impelem com confian\u00e7a para o futuro, numa certa converg\u00eancia de objectivos e de estrat\u00e9gias.<br \/>\nSinto estarmos todos numa esp\u00e9cie de \u201cjangadas de pedra\u201d, parafraseando Jos\u00e9 Saramago, que v\u00e3o navegando mais ou menos \u00e0 deriva, ao sabor dos ventos, das correntes e das mar\u00e9s, sem grandes rotas tra\u00e7adas, dentro das quais v\u00e3o viajando os povos correspondentes, cujos sujeitos se v\u00e3o ajeitando da melhor forma poss\u00edvel, em fun\u00e7\u00e3o do ajeitamento uns dos dos outros e dos solavancos provocados pelo temporal que se vai acentuando precisamente atrav\u00e9s dos fortes ventos e da agita\u00e7\u00e3o do mar (causados pelas movimenta\u00e7\u00f5es das \u201cjangadas\u201d, ou seja, pelo mundo em mudan\u00e7a profunda). Neste contexto, as barcas que n\u00e3o conseguirem definir rapidamente o seu rumo, ou seja que continuem sem definir os seus pr\u00f3prios objectivos e estrat\u00e9gias, correm alguns riscos de poderem vir a ser arrastadas para uma esp\u00e9cie de \u201cnaufr\u00e1gio\u201d.<br \/>\nCreio que est\u00e1 em n\u00f3s (em todos n\u00f3s e em cada um de n\u00f3s), nas institui\u00e7\u00f5es, na sociedade civil, nas redes sociais, a capacidade para unirmos esfor\u00e7os tendentes \u00e0 redefini\u00e7\u00e3o dos nossos objectivos comuns e das estrat\u00e9gias para os alcan\u00e7ar. Mais do que nunca, este parece ser um tempo em que necessitamos de o fazer.<br \/>\nNuma altura em que as rela\u00e7\u00f5es e os modelos econ\u00f3micos, pol\u00edticos, sociais e culturais se encontram em remodela\u00e7\u00e3o profunda um pouco por todo o mundo, presume-se particularmente importante que cada pa\u00eds entre numa esp\u00e9cie de processo de an\u00e1lise prospectiva de auto-reflex\u00e3o objectiva e realista sobre o quadro das suas potencialidades de desenvolvimento sustent\u00e1vel naquelas \u00e1reas \u2013 aquilo que os gestores e universit\u00e1rios designam como a envolvente interna \u2013 e os quadros prospectivos de desenvolvimento dos restantes pa\u00edses e regi\u00f5es do globo \u2013 a envolvente externa, representada nestas linhas pelos ventos, mar\u00e9s e correntes oce\u00e2nicas \u2013. Entre n\u00f3s, este levantamento tem sido objecto de sucessivas reflex\u00f5es, muitas delas acompanhadas pela comunica\u00e7\u00e3o social. Importa pois considerar de forma objectiva e isenta os diversos elementos conhecidos e outros que care\u00e7am de maior aprofundamento, e, com base nesses dados e nas expectivas das pessoas, dar forma ao processo de concretiza\u00e7\u00e3o de um quadro realista e de amplo consenso social, para que as vias de solucionamento da crise em que nos encontramos mergulhados dependam sobretudo de n\u00f3s e sejam fun\u00e7\u00e3o e des\u00edgnio com que nos identifiquemos.<br \/>\nTermino com uma passagem de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas, de Lewis Carrol (ed. de 2008, da editora book.it, p\u00e1g. 59), quando, em di\u00e1logo com o Gato de Cheshire e sentindo-se perdida, Alice lhe pergunta:<br \/>\n\u201c- Poderias dizer-me, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?<br \/>\n- Isso depende muito de para onde quiseres ir \u2013 respondeu o Gato.<br \/>\n- N\u00e3o me interessa muito para onde \u2026 \u2013 retorquiu Alice.<br \/>\n- Ent\u00e3o, n\u00e3o importa para onde v\u00e1s \u2013 disse-lhe o Gato.<br \/>\n- \u2026 contando que v\u00e1 dar a algum lado \u2013 completou Alice, \u00e0 laia de explica\u00e7\u00e3o.<br \/>\n- Ah, podes ter a certeza de que vai l\u00e1 dar \u2013 disse o Gato \u2013, mas s\u00f3 se caminhares o suficiente.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Maia, Vis\u00e3o on line, \u201cQuando se navega sem destino, nenhum vento \u00e9 favor\u00e1vel\u201d, \u00e9 m\u00e1xima associada a S\u00e9neca (fil\u00f3sofo que viveu em Roma durante o auge do Imp\u00e9rio Romano, entre os anos 4 a.C. e 65 d.C.), que p\u00f5e em evid\u00eancia uma no\u00e7\u00e3o de grande import\u00e2ncia, que compreende a necessidade de ao longo&hellip; <a href=\"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/?p=1007\">Ler mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[72,123],"tags":[],"class_list":["post-1007","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas","category-visao-online"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1007","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1007"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1007\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8314,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1007\/revisions\/8314"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obegef.pt\/wordpress\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}